segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Defesa de Abdelmassih pede reconsideração da ordem de prisão

Os criminalistas Márcio Thomaz Bastos e José Luís Lima entregaram nesta segunda (31) à juíza Kenarik Boujikian Felippe, da 16º Vara Criminal de São Paulo, pedido de reconsideração da ordem de prisão contra o Roger Abdelmassih (foto), acusado de estupro de 56 pacientes. A informação é da Globo News.

Roger Abdelmassih, especialista em reprodução assistida O médico foi preso no dia 17 e se encontra na Penitenciária de Tremembé (SP), a 138 km da capital.

Essa é a primeira atuação de Bastos na defesa do especialista em reprodução humana assistida. Ele foi ministro da Justiça do primeiro mandato do Governo Lula.

Aos argumentos utilizados em três pedidos de habeas corpus, os de que Abdelmassih tem bons antecedentes e endereço fixo, Bastos acrescentou o fato de o médico ter sido suspenso temporariamente pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) de suas atividades profissionais.

Portanto, na argumentação do criminalista, não há mais o motivo, o de risco à sociedade, pelo qual a Justiça decretou a prisão preventiva.

A expectativa era de que tal argumentação fosse apresentada por ocasião do julgamento pelo TJ  (Tribunal de Justiça) de São Paulo do mérito do pedido do habeas corpus, previsto para esta semana.

Há cerca de um ano, Kenarik (foto) rejeitou a primeira denúncia do Ministério Público Juíza Kenarik Boujikian FelippeEstadual de São Paulo contra o médico por entender que o órgão não tem poder de investigação, e o caso foi encaminhado para a Polícia Civil. Em 2002, a juíza ganhou um prêmio da Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), da seção paulista.

ANÁLISEatualização em 1/9/2009, às 20h

Kenarik enviou o pedido dos advogados de Abdelmassih de reconsideração da ordem de prisão preventiva ao Ministério Público. Ela vai dar o seu parecer somente após a análise do MP. 

> Caso Roger Abdelmassih.

Tribunal de Justiça do Rio afasta juiz acusado de assédio moral

O Órgão Especial do TJ (Tribunal de Justiça) do Rio afastou temporariamente nesta segunda (31) o juiz da 39ª Vara Cível, Luís Antônio Valiera do Nascimento, que é acusado de assédio moral por mais de 70 pessoas, entre funcionários e exs.

Assédio moral As testemunhas relatam casos principalmente de  prepotência. De acordo com um deles, o juiz destratou uma idoso que o chamou de “meu filho”. Em outro episódio, Nascimento ficou furioso com uma funcionária ao saber que ela não lhe avisou que ia mudar de vara e a sacudiu no meio da rua.

A rotatividade de servidores na vara é enorme.

O desembargador Roberto Wider, corregedor do TJ, constatou que o juiz tem uma conduta “rude e intempestiva”. Para ele, conforme relata o site Consultor Jurídico, “há diferença entre ser duro e deseducado, humilhando servidores e advogados”.

O juiz se defende com o argumento de que apenas impõe disciplina e que as queixas contra ele foram orquestradas pelo movimento sindical. Ele contesta a validade dos depoimentos que foram obtidos sem a presença dele ou de seu advogado.

O desembargador Marcus Faver, decano do TJ, fez declarações conciliatórias. Disse que o afastamento não foi para punir o juiz, mas para fazê-lo refletir sobre o seu relacionamento com os servidores,
Faver disse que, da parte do juiz, há “uma conduta um tanto quanto desabrida”.

Desembargadora é acusada de chamar servidores de ‘imbecis’.
novembro de 2008

> Casos de assédio moral.

Deus é o autor intelectual do assassinato de Abel, diz Saramago

Caim e Abel - pintura atribuída a Simon Vouet e Pietro Novelli
A Bíblia, no Velho Testamento, diz que Caim matou  Abel. No livro Caim que será lançado ao final de outubro, José Saramago acusa Deus de ter sido o autor intelectual do crime.

Gênesis 4:3,4 conta que Deus preferiu como oferta os primogênitos das ovelhas de Abel aos frutos de Caim. E este, irado, assassinou o irmão.

"Deus não é de se fiar. Que diabo de Deus é esse que, para enaltecer Abel, despreza Caim?”, provoca Saramago.

Essa é a segunda vez que o escritor português submete passagens da Bíblia à sua irreverência. A primeira ocorreu com “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, vinte anos atrás, quando foi alvo da fúria de religiosos.
Ateu convicto, Saramago afirma que, desta vez, não deverá ser “crucificado” pelos religiosos, ao menos pelos cristãos, que não leem o Velho Testamento. Em relação aos judeus, ele tem dúvida.

Para o escritor, é incompreensível o fato de o povo judeu levar a sério o Velho Testamento, tendo-o como livro sagrado.

“É uma enxurrada de absurdos que um homem só seria incapaz de inventar e, por isso, foram necessárias várias gerações para produzir essa monstruosidade”, disse ele, de acordo com o jornal italiano La Repubblica. O escritor já foi acusado de antissemita.

Aos 88 anos, Saramago deu conta de que, por ser única, a vida torna-se mais valiosa quando se aproxima do fim, como observou Nietzsche, e tem escrito a média de três livros por ano, embora por vezes a ideia de uma história permaneça anos em germinação.

Escritor José SaramagoEsse foi o caso de Caim. Ele começou a escrevê-lo em dezembro de 2008, e quatro meses depois o livro estava pronto. “Eu pensava escrever Caim há muitos anos.”

Saramago (foto) afirma que esse seu romance é um ajuste definitivo de contas com os homens que inventaram Deus.

“Não percebemos que, tendo inventado Deus, imediatamente nos tornamos Seus escravos.”

> Morre Saramago, o escritor para quem a Bíblia era idiotice.
18 de junho de 2010

A Bíblia e suas consequências para o mal.

> Ateísmo.   > Mais sobre a Bíblia.

Problemas vêm da praga de todos quererem ter uma concepção de vida

Título original: Entre Deus e o Diabo


por Luiz Felipe Pondé para Folha

O habitat natural da alma é viver entre Deus e o Diabo. Sem esse combate, a alma se dissolve em pequenas manias diárias e fica pequena.

Uma das faces da miséria humana é a vaidade, e a vaidade quer agradar. Como diz a escritora portuguesa Agustina Bessa-Luís, hoje todo mundo quer agradar, o professor, o artista, o metafísico. Sua tese é que no fundo deste desejo de agradar está o trauma infantil do desamparo que nos afeta a todos. Ao tentar agradar, buscamos fugir do medo do desamparo. Quando o intelectual é afetado por este desejo, ele se transforma numa máquina de repetição de unanimidades a fim de agradar a opinião pública.

Também morro de medo, como não? Ainda mais hoje, quando agradar é um conceito cientifico na sociedade de mercado. Quando atingida pela unanimidade, a opinião pública torna o ar irrespirável. Segundo a ciência da opinião pública, discordar dela é suicídio.

A partir de sua pequena janela, em seu pequeno apartamento de classe média, onde a televisão reproduz um desses programas alegres de domingo, nossa heroína, a opinião pública, contempla sua criação. Com uma lupa, vasculha o mundo, em busca de um vírus que justifique cientificamente seu medo.

Até o Diabo fica pálido diante dessa moradora de apartamento de classe média, que vasculha o mundo com sua lupa. O Diabo se esconde, sentindo-se finalmente derrotado, com as faces vermelhas de pudor.

Há medos e medos. Há medos que nos engrandecem e medos que nos humilham. O medo de Hamlet nos engrandece: afinal, seria eu, no fundo, uma caveira vazia? Ou seria eu uma alma cega, que, mesmo sendo, no fundo, uma caveira vazia, pressente a presença de seu criador e o persegue arrastando-se pelo chão?

O medo de quem grita nas farmácias em busca de álcool gel nos humilha. Os olhos de um chimpanzé dentro de sua cela no zoológico são mais humanos do que a obsessão de quem lava as mãos a cada segundo.

Tanto o professor, quanto o artista, o metafísico, são obrigados a seguir o roteiro da concepção de vida medíocre da classe média em que só pode ser dito o que "agrega valor à vida". Cuidado! Os olhos da moradora do apartamento enxergam tudo o que se move em sua criação. E nela, todos devem ter seus orçamentos equilibrados.

O professor deve ver diante de si alguém que, por definição, nunca erra, e se preocupar com sua autoestima, o artista deve pintar o rosto do pequeno deus miserável que sonhamos ter dentro de nós, o metafísico, este coitado, vira escravo de um universo que deve estar a nossa disposição a cada segundo resolvendo até nossos crediários.

Confesso: eu não tenho uma concepção de vida, sou um coitado. Vejo a vida como Pepi, a faxineira do romance de Kafka "O Castelo". Pelo buraco de uma fechadura, vejo a vida e seus muitos vultos aos pedaços, arrastando-se pelas paredes. A duras penas pressinto suas formas. Muitas vezes estremeço quando as pressinto mais agudamente.

Já tentei ter uma concepção de vida, mas desisti e hoje, como diz o filósofo romeno Cioran (século 20), eu acho que grande parte dos problemas do mundo advém da praga que é todo mundo querer ter uma concepção de vida. Quando estou diante de alguém que tem uma concepção de vida, recuo assim como quem recua de um predador. A certeza acerca do que seja uma vida plena me apavora. Antigamente apenas alguns poucos eram tomados por esta febre, mas hoje, como vivemos no mundo das grandes quantidades, todos se acham no direito de ter concepções de vida.

A indiferença faria do mundo, talvez, um lugar melhor. Mas sei que isso é difícil de ser compreendido por quem se vê como um agente do bem, a partir de seu pequeno apartamento de classe média, ao som de seu programa alegre de domingo. Quem assim se vê normalmente não tem qualquer piedade.

Nessas horas, sinto saudades de Deus e daquele tipo de santo que vivia o dilaceramento de quem se vê tragado, de um lado, pela graça de Deus, e, do outro, por sua natureza orgulhosa, que se revolta contra os elementos naturais, apenas porque eles lhe são indiferentes.

Há uma luta entre Deus e o Diabo e seu palco é o coração humano, nos diz Dimitri Karamazov, um dos heróis de Dostoiévski. O habitat natural da alma é viver entre Deus e o Diabo. Como Deus é piedoso, dele aprendo a humildade, como o Diabo é infeliz, dele aprendo a vaidade. Ambos são improváveis, por isso merecem nossa fé.

setembro de 2010

domingo, 30 de agosto de 2009

‘Acho que o dr. Roger é culpado, mas não consigo odiá-lo’

de uma paciente de Roger Abdelmassih

‘Inicialmente eu não acreditei em nada. Achei que fosse complô, inveja, misturado com coisas reais, como alguns erros médicos, algum assédio e quem sabe até casos amorosos que não terminaram bem. Para mim foi muito difícil ver tudo isso na TV, nos jornais, nas revistas, nos comentários no ambiente de trabalho e até de supostas amigas que me ligavam meio que para espezinhar minha escolha médica.

drje Cada vez mais acho que ele é culpado e acredito nas denúncias. Mas eu não consigo odiar o dr. Roger. Não consigo. Da mesma forma que vocês sentem esse ódio tão intenso, e deve ser terrível olhar para os seus filhos e se lembrar dele, ter os filhos associados a tanto ódio, comigo ocorre o contrário. Eu não consigo olhar meu filho sem sentir-me grata por ele ter me ajudado a ser mãe.

Um momento eu acredito que é inocente, no momento seguinte, que é culpado. Vocês têm que respeitar esse processo difícil também. E até se alguém o defende, acredite, não será por pagamento somente. Algumas pessoas acreditam nele, ponto. Não como reverter isso no grito. É a esfera de intimidade de cada um.

Escrevi algumas vezes neste blog, sou a pessoa que desconfia do engenheiro químico, e entrei em contato com algumas pessoas que não acreditam que o doutor Roger seja um monstro.

Penso que cada um tem o direito de achar o que quiser, culpado ou inocente, doente e monstro, ou ser humano cheio de falhas que cometeu crimes, mas que também fez coisas boas.

Para ser um benfeitor tem que ser benfeitor o tempo todo. Para ser criminoso, basta um crime, não são necessários nem 56, nem 70, nem 1000. Mas da mesma forma que se ele fez 5.000 atos corretos e de benfeitoria, não serve para que ele se exima de um crime apenas, da mesma forma que os 70 crimes dele não invalidam o bem que ele também já fez a muita gente que o percebe assim: benfeitor.

Na minha experiência de vida ele foi bom. Me trouxe felicidade. Isso não me dá certamente o direito de achar que ele fez o bem a todos, mas explica a dificuldade em aceitar e acreditar nas denúncias e a busca por explicações.

É difícil aceitar certos fatos. A negação é parte da psicologia de todos nós, sobretudo quando envolve sentimentos tão fortes, que envolvem amor, ódio, vida, violência e vivências que se percebem como bênçãos.

Agora estou pensando: e se eu fosse uma vítima: com certeza sentiria ódio, repulsa, etc. Como mera expectadora de um escândalo desse porte, eu não teria dúvidas: me alinharia automaticamente às vítimas. Mas como o escândalo respinga em mim de forma pessoal, e tenho minha própria história de vida entrelaçada eternamente a esse escândalo, estou sofrendo também, me solidarizo com as vítimas, mas sou capaz de entender quem não acredita em nada.

É muito difícil mesmo acreditar, quando a nossa própria experiência pessoal contraria o que está sendo mostrado. Minha experiência foi de respeito, profissionalismo, sucesso. Com certeza há milhares de histórias assim, e milhares de pessoas perplexas, certamente.

Minha decisão é a seguinte: me reservo o direito de condenar qualquer crime, de me solidarizar com as vítimas, de me colocar no lugar delas e de pensar que se tivesse acontecido comigo ...teria sido o inferno.

Também me reservo o direito de continuar percebendo a minha história como uma boa e bela história. E os atores da minha história são quem são. Na minha história de vida um criminoso que me fez um bem. Isso não dá para apagar. Não se apagará o fato de que é um criminoso (se bem que não foi condenado ainda). E não se apagará fato de que me fez um bem.

A partir de agora, vou parar de acompanhar o caso aqui e em outros blogs, e seguir minha vida. Meu marido e familiares estão reclamando. Me querem de volta para eles. Me querem fora da internet e do assunto. Então, desejo boa sorte a todos e que a justiça seja feita.

Como já está tudo nas mãos da Justiça, parece que está no lugar certo.’

> ’Qualquer elogio ao dr. Roger soa estranho neste momento.’
setembro de setembro de 2009

> Caso Roger Abdelmassih.   > Posts de leitor.

sábado, 29 de agosto de 2009

Consumidoras afirmam ter encontrado lesma em cerveja

O TJ (Tribunal de Justiça) de Minas Gerais condenou a fabricante de bebidas AmBev e a distribuidora Casa Pinto a indenizar duas consumidoras em R$ 5 mil para cada uma delas por danos morais.

lesma-bebada As consumidoras de Cachoeira de Minas afirmam que, quando estavam tomando uma cerveja, ao encher um copo veio junto uma lesma em decomposição. Elas apresentaram testemunhas.

Para o Tribunal, as consumidoras foram submetidas à “sensação de repugnância, nojo, aversão”.

Laudo técnico feito conclui que “em meio ao líquido foi detectada a presença de material estranho identificado como gastrópodo.”

Gastrópodo quer dizer lesma.

A fabricante e o distribuidor de bebidas vão recorrer da decisão.

Advogados da AmBev argumentam que a garrafa de cerveja não saiu da linha de produção com a lesma porque a tecnologia adotada pela empresa impede que isso ocorra.

Mas para a desembargadora Cláudia Maia, relatora do caso, não existe processo infalível de produção.

Inicialmente, na primeira instância, o total da indenização tinha sido fixado em R$ 100 mil.

> Defesa do consumidor.

Defesa do consumidor

EUA multam a Danone em US$ 21 mi por propaganda enganosa.
janeiro de 2011

SPC põe na lista de caloteiros criança de 4 anos por compras de R$ 30 mil.
janeiro de 2011

Renner põe na lista negra consumidora que nada comprou.
novembro de 2010

> Citicard põe mulher na lista negra mesmo sabendo estar morta.
outubro de 2010

> Schincariol indenizará consumidor que perdeu olho com estouro de garrafa.
setembro de 2010

> Perda de R$ 900 milhões indica o nível da insegurança dos bancos na web.
agosto de 2010

> Sendas acusa sem razão cliente pelo furto de duas canetas.
maio de 2010

> Unicard lança por engano gasto de motel e abala casamento.
março de 2010

> Correspondência da Drogasil a um cliente: 'Você é gay'.
novembro de 2009

> Bob's terá de indenizar consumidor que encontrou uma lacraia em sanduíche.
setembro de 2009

> Nestlé diz que a culpa é da vítima que passou mal com chocolate.
setembro de 2009

> Consumidoras afirmam ter encontrado lesma em cerveja.
agosto de 2009

> Carrefour é condenado por vender computador com pornografia.
abril de 2009

> BB indenizará por danos morais correntista vítima de hackers.
abril de 2009

> Sukita Zero e Fanta Light têm substância cancerígena.
maio de 2009

> Usuário paga caro pelo celular e ainda é debochado por operadora.
maio de 2009

> Consumidora será indenizada por achar inseto em Coca-Cola.
dezembro de 2008

> Anvisa anuncia novas restrições à propaganda de remédios.
dezembro de 2008

> MPE quer que lojas parem com o roubo dos juros ocultos.
novembro de 2008

> Plano de saúde não pode limitar consultas e exames.
 novembro de 2008

> Escola tem de aceitar aluno inadimplente, diz Procon.
 novembro de 2008

> Setor de tabaco já usou bebê e Papai Noel em propaganda.
 novembro de 2008

> TJ-SC isenta Souza Cruz de culpa por câncer de fumante.
novembro de 2008

> TJ-SP anula sentença de R$ 30 bi contra fabricantes de cigarro.
novembro de 2008

Justiça condena Sendas por falsa acusação a consumidor.
outubro de 2008

> OAB vai questionar cadastro de estudantes inadimplentes
outubro de 2008

> Vonpar indenizará consumidor que encontrou inseto em Coca-Cola.
outubro de 2008

> TRF mantém multa de R$ 591 mil à Nestlé por desinformação.
setembro de 2008

>AmBev é condenada por corpo estranho em refrigerante.
julho de 2008

> Carrefour terá de indenizar consumidor acusado de "ladrãozinho"
abril de 2008

> Juiz mantém no Orkut a ‘Computeasy é uma bosta’.
abril de 2008

> Site do Bradesco tinha link de roubo de senha.
julho de 2008

> Telefônica 'promove' o primeiro apagão da internet do Brasil.
julho de 2008

> Leitor processa jornal por corte de jornalistas e páginas.
julho de 2008

> Líder em queixas, Telefônica dá prêmios a funcionários do Procon.
dezembro de 2007

> Pro Teste constata que guaranás têm micróbios.
outubro de 2007

> Leite contaminado. O que Parmalat tem a dizer?.
outubro de 2007

> Projeto de senador tenta livrar bancos do Código de Defesa do Consumidor.
junho de 2007

> SPC põe mais uma criança na lista de caloteiros.
junho de 2007

> Unibanco é multado por cobrar serviço gratuito.
dezembro de 2006

Roger Abdelmassih chama o ex-ministro Bastos para defendê-lo

Post atualizado em 31 de agosto de 2009

Aconselhado por Edevaldo Alves da Silva, dono da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), Roger Abdelmassih, médico acusado de 56 estupros, pediu ao ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos (foto) que reforce a sua defensa. A informação é de Felipe Patury, da Veja desta semana.

Silva e Abdelmassih são amigos de longa data. Nos últimos anos, o médico participou de vários eventos da FMU como convidado.

O criminalista José Luís Oliveira Lima, atual defensor do especialista em fertilização em in vitro, já teria se reunido duas vezes com Bastos para discutir o que pode ser feito para livrar Abdelmassih o mais rápido possível da cadeia. A Justiça decretou a prisão preventiva do médico no dia 17 deste mês.

A família do médico tentou negociar uma redução no valor dos honorários, o que teria irritado Bastos, mas acabou havendo um acordo.

O juiz aposentado Wálter Maerovitch comenta no Portal Terra que a família de Abdelmassih considera que Lima errou ao insistir em obter o habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal) antes da apreciação do mérito pelo TJ-SP.

Como era de esperar, afirma Maerovitch, o STF negou o pedido (na verdade nem o apreciou), e o médico foi exposto na imprensa, mais uma vez, como estuprador.

O TJ deverá julgar nesta semana o mérito do habeas corpus.

Maerovitch diz ter a informação de que, no TJ, Bastos vai argumentar que a prisão, decretada para afastar o médico de suas atividades, não faz mais sentido porque Abdelmassih foi suspenso temporariamente pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo).

Apesar da argúcia de Bastos, observa Maerovitch, são poucas as chances de o TJ conceder o habeas corpus. Ele acredita que Abdelmassih tem mais chances com o STF.

Bastos já levou R$ 5 milhões para defender Abdelmassih.
maio de 2010


> Caso Roger Abdelmassih.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Cremesp nega corporativismo no caso de Roger Abdelmassih

joao_ladislau_rosa O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), por intermédio do seu primeiro-secretário, João Ladislau Rosa (foto), disse à Folha ser uma ‘inverdade’ a acusação de Vanuzia Leite Lopes, 49, de que o órgão foi corporativista quando ela denunciou o médico Roger Abdelmassih por abuso sexual.
Ao final de 1993, Vanuzia queixou-se ao Cremesp de que tinha sido violentada por Abdelmassih  por um coito anal seguido de outro, vaginal, o que – segundo ela -- a fez contrair infecção causada pela bactéria Escherichia coli. Vanuzia ficou internada dez dias no Hospital Albert Einstein, e os médicos tiveram de extrair suas duas trompas e retirar parte do ovário para que a infecção não se alastrasse.

No começo de 1994, o Cremesp abriu uma sindicância, que foi arquivada sem que Vanuzia soubesse de suas conclusões.

Rosa disse aos repórteres André Caramante e Rogério Pagnan que nada pode ser revelado sobre a sindicância porque ela está sob a proteção do sigilo.

Como o médico continuou em atividade e não se sabe se sequer foi advertido, é válido pressupor que ele tenha sido inocentado.

Vanuzia-Leite-Lopes Vanuzia (foto) reapresentou em março a denúncia à Delegacia da Mulher de São Paulo, e agora o seu caso, juntamente com o de outras mais de 50 ex-pacientes do especialista em reprodução humana in vitro, está entregue à Justiça.

No dia 7 deste mês, o Cremesp abriu 51 processos ético-profissionais contra Abdelmassih. Mas recusou a proposta apresentada por um conselheiro de suspender temporariamente o registro profissional do médico.

Para a maioria dos conselheiros, conforme noticiou o Estadão, não cabia naquela oportunidade nenhuma  medida drástica contra o médico por não haver evidência de “dano irreparável” a pacientes nem “prova inequívoca” de abuso sexual, como se o fato em si de o órgão ter de instaurar 51 processos contra um único médico já não fosse indício de gravidade.

Doze dias depois, quando o médico já tinha sido preso preventivamente e a Justiça ter negado um pedido de habeas corpus, o Cremesp recuou e decidiu em votação unânime suspender por tempo indeterminado o registro de Abdelmassih.

O Cremesp é constituído por 40 conselheiros eleitos pela categoria e por dois indicados pela APM (Associação Paulista de Medicina). O mandato é de cinco anos. A gestão do atual colegiado vai até 2013.
De acordo com o site do órgão, os conselheiros efetivos são Adamo Lui Netto, Akira Ishida, Alfredo Rafael Dell´Aringa, André Scatigno Neto, Caio Rosenthal, Clóvis Francisco Constantino, Desiré Carlos Callegari, Eurípedes Balsanufo Carvalho, Gaspar de Jesus Lopes Filho, Henrique Carlos Gonçalves, Henrique Liberato Salvador, Isac Jorge Filho, João Ladislau Rosa, José Henrique Andrade Vila, Kazuo Uemura, Krikor Boyaciyan, Luiz Alberto Bacheschi, Marco Tadeu Moreira de Moraes, Reinaldo Ayer de Oliveira, Rui Telles Pereira e Ruy Yukimatsu Tanigawa.

Os conselheiros suplentes são Antonio Pereira Filho, Bráulio Luna Filho, Carlos Alberto Herrerias de Campos, Carlos Alberto Monte Gobbo, Denise Barbosa, Ieda Therezinha Verreschi, João Márcio Garcia, José Marques Filho, José Yoshikazu Tariki, Lavínio Nilton Camarim, Luiz Flávio Florenzano, Maria do Patrocínio Tenório Nunes, Marli Soares, Mauro Gomes Aranha de Lima, Nacime Salomão Mansur, Pedro Teixeira Neto, Renato Azevedo Junior, Renato Françoso Filho, Rodrigo Durante Soares, Silvana Morandini e Silvia Helena Mateus.
cremespgestao2008-2013
Apenas seis dos 42 conselheiros são mulheres. Todas são suplentes
[As fotos são do site do Cremesp]

> Vanuzia avisa Abdelmassih: ‘Eu não sou uma vítima sem rosto’
> Caso Roger Abdelmassih.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Maníaco da Cruz é condenado, mas ficará detido pouco tempo

maniacoo
Jovem deixou os corpos em forma de cruz
 A população de 27 mil habitantes da pacata Rio Brilhante, no Mato Grosso do Sul, ficou em pânico no ano passado: no prazo de cinco meses, três pessoas foram assassinadas e os corpos deixados nas  mesma posição: braços abertos e pés juntos, em forma de cruz.

Havia um assassino em série solto na cidade, o Maníaco da Cruz, como ficou conhecido. O polícia descobriu que se tratava de um adolescente de fala mansa e de jeito tranquilo. Um estudante que trabalhava para ajudar a família. 

Em junho deste ano, o juiz Jorge Tabash Kuramuto, da Vara da Infância e Juventude de Rio Brilhante, sentenciou D.F., agora com 17 anos, a nove anos de prisão, ou seja, três anos para cada um dos três assassinatos que o jovem cometeu. Mas antes que complete o total da pena, D.F. terá de solto ao fazer 21 anos, de acordo com o que estabelece o ECA (Estatuto da Criança e Adolescente).

A sentença só foi divulgada agora porque o processo criminal corre em segredo de justiça. O adolescente  está em uma unidade de tratamento de menores infratores em Ponta Porã.

Quando foi preso, D.F. confessou os crimes, mas argumentou que só escolheu pessoas ‘impuras’. Explicou que deixava os corpos em cruz para que as almas das vítimas  obtivessem logo a salvação.

O servente de pedreiro Catalino Gardena, 30, foi a primeira vítima – ele foi morto por asfixia pelo maníaco porque era alcoólatra e homossexual.

A segunda vítima foi Letícia Neves de Oliveira, 22. Também foi enforcada. Morreu porque era lésbica, disse o maníaco. Ela vivia com outra mulher.

Uma adolescente de 13 anos foi a terceira vítima. Ela foi condenada por D.F. por ser uma suposta consumidora de drogas.

> Fotos dos corpos deixados em cruz.

D.F. saía à rua e, aleatoriamente,  submetia pessoas  a uma espécie de entrevista. Quem, nas respostas, revelasse ser ‘impuro’, recebia a sentença de morte. Uma das entrevistadas, uma garota, foi poupada. Carla, 17, além de ter sido considera pura, contou com a vantagem de parecer com a namorada (de internet) de D.F. “Durante todo o momento achei que não sairia viva”, disse ela.

D.F. pretendia continua a sua matança porque estava decidido a, segundo ele, livrar o mundo de pecadores. No quarto dele, a polícia encontrou uma foto de Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, que na década de 90 matou seis mulheres no Parque do Estado, na zona sul de São Paulo.

O adolescente disse que Pereira era o seu ídolo e que pretendia superá-lo em pouco tempo em número de assassinatos.

Na época de sua prisão, ele disse à polícia que não se arrependia de nada e admitiu: “Peguei o gosto de matar”.

Com informação da imprensa da região.

> Caso do Maníaco da Cruz.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Íntegra de acordo assinado entre o Brasil e a Santa Fé

Lula e Bento 16 assinam acordo entre Brasil e Vaticano
no dia 13 de novembro de 2008 no Brasil.  O acordo foi
ratificado pela Câmara dos Deputados em sessão
extraordinária em 26 de agosto de 2009

Acordo entre a República Federativa do Brasil e a Santa Fé
relativo ao estatuto jurídico da Igreja Católica no Brasil

A República Federativa do Brasil e A Santa Sé (doravante denominadas Altas Partes Contratantes),

Considerando que a Santa Sé é a suprema autoridade da Igreja Católica, regida pelo Direito Canônico; Considerando as relações históricas entre a Igreja Católica e o Brasil e suas respectivas responsabilidades a serviço da sociedade e do bem integral da pessoa humana;

Afirmando que as Altas Partes Contratantes são, cada uma na própria ordem, autônomas, independentes e soberanas e cooperam para a construção de uma sociedade mais justa, pacífica e fraterna;

Baseando-se, a Santa Sé, nos documentos do Concílio Vaticano II e no Código de Direito Canônico, e a República Federativa do Brasil, no seu ordenamento jurídico;

Reafirmando a adesão ao princípio, internacionalmente reconhecido, de liberdade religiosa;

Reconhecendo que a Constituição brasileira garante o livre exercício dos cultos religiosos;

Animados da intenção de fortalecer e incentivar as mútuas relações já existentes;

Convieram no seguinte:

Artigo 1º

As Altas Partes Contratantes continuarão a ser representadas, em suas relações diplomáticas, por um Núncio Apostólico acreditado junto à República Federativa do Brasil e por um Embaixador(a) do Brasil acreditado(a) junto à Santa Sé, com as imunidades e garantias asseguradas pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, de 18 de abril de 1961, e demais regras internacionais.

Artigo 2º

A República Federativa do Brasil, com fundamento no direito de liberdade religiosa, reconhece à Igreja Católica o direito de desempenhar a sua missão apostólica, garantindo o exercício público de suas atividades, observado o ordenamento jurídico brasileiro.

Artigo 3º

A República Federativa do Brasil reafirma a personalidade jurídica da Igreja Católica e de todas as Instituições Eclesiásticas que possuem tal personalidade em conformidade com o direito canônico, desde que não contrarie o sistema constitucional e as leis brasileiras, tais como Conferência Episcopal, Províncias Eclesiásticas, Arquidioceses, Dioceses, Prelazias Territoriais ou Pessoais, Vicariatos e Prefeituras Apostólicas, Administrações Apostólicas, Administrações Apostólicas Pessoais, Missões Sui Iuris, Ordinariado Militar e Ordinariados para os Fiéis de Outros Ritos, Paróquias, Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica.

§ 1º. A Igreja Católica pode livremente criar, modificar ou extinguir todas as Instituições Eclesiásticas mencionadas no caput deste artigo.

§ 2º. A personalidade jurídica das Instituições Eclesiásticas será reconhecida pela República Federativa do Brasil mediante a inscrição no respectivo registro do ato de criação, nos termos da legislação brasileira, vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro do ato de criação, devendo também ser averbadas todas as alterações por que passar o ato.

Artigo 4º

A Santa Sé declara que nenhuma circunscrição eclesiástica do Brasil dependerá de Bispo cuja sede esteja fixada em território estrangeiro.

Artigo 5º

As pessoas jurídicas eclesiásticas, reconhecidas nos termos do Artigo 3º, que, além de fins religiosos, persigam fins de assistência e solidariedade social, desenvolverão a própria atividade e gozarão de todos os direitos, imunidades, isenções e benefícios atribuídos às entidades com fins de natureza semelhante previstos no ordenamento jurídico brasileiro, desde que observados os requisitos e obrigações exigidos pela legislação brasileira.

Artigo 6º

As Altas Partes reconhecem que o patrimônio histórico, artístico e cultural da Igreja Católica, assim como os documentos custodiados nos seus arquivos e bibliotecas, constituem parte relevante do patrimônio cultural brasileiro, e continuarão a cooperar para salvaguardar, valorizar e promover a fruição dos bens, móveis e imóveis, de propriedade da Igreja Católica ou de outras pessoas jurídicas eclesiásticas, que sejam considerados pelo Brasil como parte de seu patrimônio cultural e artístico.

§ 1º. A República Federativa do Brasil, em atenção ao princípio da cooperação, reconhece que a finalidade própria dos bens eclesiásticos mencionados no caput deste artigo deve ser salvaguardada pelo ordenamento jurídico brasileiro, sem prejuízo de outras finalidades que possam surgir da sua natureza cultural.

§ 2º. A Igreja Católica, ciente do valor do seu patrimônio cultural, compromete-se a facilitar o acesso a ele para todos os que o queiram conhecer e estudar, salvaguardadas as suas finalidades religiosas e as exigências de sua proteção e da tutela dos arquivos.

Artigo 7º

A República Federativa do Brasil assegura, nos termos do seu ordenamento jurídico, as medidas necessárias para garantir a proteção dos lugares de culto da Igreja Católica e de suas liturgias, símbolos, imagens e objetos cultuais, contra toda forma de violação, desrespeito e uso ilegítimo.

§ 1º. Nenhum edifício, dependência ou objeto afeto ao culto católico, observada a função social da propriedade e a legislação, pode ser demolido, ocupado, transportado, sujeito a obras ou destinado pelo Estado e entidades públicas a outro fim, salvo por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, nos termos da Constituição brasileira.

Artigo 8º

A Igreja Católica, em vista do bem comum da sociedade brasileira, especialmente dos cidadãos mais necessitados, compromete-se, observadas as exigências da lei, a dar assistência espiritual aos fiéis internados em estabelecimentos de saúde, de assistência social, de educação ou similar, ou detidos em estabelecimento prisional ou similar, observadas as normas de cada estabelecimento, e que, por essa razão, estejam impedidos de exercer em condições normais a prática religiosa e a requeiram. A República Federativa do Brasil garante à Igreja Católica o direito de exercer este serviço, inerente à sua própria missão.

Artigo 9º

O reconhecimento recíproco de títulos e qualificações em nível de Graduação e Pós-Graduação estará sujeito, respectivamente, às exigências dos ordenamentos jurídicos brasileiro e da Santa Sé.

Artigo 10º

A Igreja Católica, em atenção ao princípio de cooperação com o Estado, continuará a colocar suas instituições de ensino, em todos os níveis, a serviço da sociedade, em conformidade com seus fins e com as exigências do ordenamento jurídico brasileiro.

§ 1º. A República Federativa do Brasil reconhece à Igreja Católica o direito de constituir e administrar Seminários e outros Institutos eclesiásticos de formação e cultura.

§ 2º. O reconhecimento dos efeitos civis dos estudos, graus e títulos obtidos nos Seminários e Institutos antes mencionados é regulado pelo ordenamento jurídico brasileiro, em condição de paridade com estudos de idêntica natureza.

Artigo 11

A República Federativa do Brasil, em observância ao direito de liberdade religiosa, da diversidade cultural e da pluralidade confessional do País, respeita a importância do ensino religioso em vista da formação integral da pessoa.

§1º. O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação.

Artigo 12

O casamento celebrado em conformidade com as leis canônicas, que atender também às exigências estabelecidas pelo direito brasileiro para contrair o casamento, produz os efeitos civis, desde que registrado no registro próprio, produzindo efeitos a partir da data de sua celebração.

§ 1º. A homologação das sentenças eclesiásticas em matéria matrimonial, confirmadas pelo órgão de controle superior da Santa Sé, será efetuada nos termos da legislação brasileira sobre homologação de sentenças estrangeiras.

Artigo 13

É garantido o segredo do ofício sacerdotal, especialmente o da confissão sacramental.

Artigo 14

A República Federativa do Brasil declara o seu empenho na destinação de espaços a fins religiosos, que deverão ser previstos nos instrumentos de planejamento urbano a serem estabelecidos no respectivo Plano Diretor.

Artigo 15

Às pessoas jurídicas eclesiásticas, assim como ao patrimônio, renda e serviços relacionados com as suas finalidades essenciais, é reconhecida a garantia de imunidade tributária referente aos impostos, em conformidade com a Constituição brasileira.

§ Unico. Para fins tributários, as pessoas jurídicas da Igreja Católica que exerçam atividade social e educacional sem finalidade lucrativa receberão o mesmo tratamento e benefícios outorgados às entidades filantrópicas reconhecidas pelo ordenamento jurídico brasileiro, inclusive, em termos de requisitos e obrigações exigidos para fins de imunidade e isenção.

Artigo 16

Dado o caráter peculiar religioso e beneficente da Igreja Católica e de suas instituições:

I - O vínculo entre os ministros ordenados ou fiéis consagrados mediante votos e as Dioceses ou Institutos Religiosos e equiparados é de caráter religioso e portanto, observado o disposto na legislação trabalhista brasileira, não gera, por si mesmo, vínculo empregatício, a não ser que seja provado o desvirtuamento da instituição eclesiástica.

II - As tarefas de índole apostólica, pastoral, litúrgica, catequética, assistencial, de promoção humana e semelhantes poderão ser realizadas a título voluntário, observado o disposto na legislação trabalhista brasileira.

Artigo 17

Os Bispos, no exercício de seu ministério pastoral, poderão convidar sacerdotes, membros de institutos religiosos e leigos, que não tenham nacionalidade brasileira, para servir no território de suas dioceses, e pedir às autoridades brasileiras, em nome deles, a concessão do visto para exercer atividade pastoral no Brasil.

§ Unico. Em conseqüência do pedido formal do Bispo, de acordo com o ordenamento jurídico brasileiro, poderá ser concedido o visto permanente ou temporário, conforme o caso, pelos motivos acima expostos.

Artigo 18

O presente acordo poderá ser complementado por ajustes concluídos entre as Altas Partes Contratantes.

§ Unico. Órgãos do Governo brasileiro, no âmbito de suas respectivas competências e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, devidamente autorizada pela Santa Sé, poderão celebrar convênio sobre matérias específicas, para implementação do presente Acordo.

Artigo 19

Quaisquer divergências na aplicação ou interpretação do presente acordo serão resolvidas por negociações diplomáticas diretas.

Artigo 20

O presente acordo entrará em vigor na data da troca dos instrumentos de ratificação, ressalvadas as situações jurídicas existentes e constituídas ao abrigo do Decreto nº 119-A, de 7 de janeiro de 1890 e do Acordo entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé sobre Assistência Religiosa às Forças Armadas, de 23 de outubro de 1989.

Feito na Cidade do Vaticano, aos 13 dias do mês de novembro do ano de 2008, em dois originais, nos idiomas português e italiano, sendo ambos os textos igualmente autênticos.

Pela República Federativa do Brasil
Celso Amorim
Ministro das Relações Exteriores

Pela Santa Fé
Dominique Mamberti
Secretário para Relações com os Estados

 Íntegra do acordo em pdf.      Religião no Estado laico.

Site polonês da Microsoft tira negro de anúncio promocional

racismo-microsoft
No site americano da Microsoft, um anúncio promocional, como o slogan “Dando poder a sua gente com os instrumentos de TI de que todos precisam”, apresenta dois homens -- um de origem asiática e outro, africana -- e uma mulher branca.

No site Polonês da empresa, o negro do anúncio foi substituído por um branco por intermédio de recursos de edição.

A descoberta foi feita pelo The Guardian.

A Microsoft pediu desculpas e informou que vai investigar por que foi feita a troca.

Na verdade, a empresa vai ter de saber quem decidiu expulsar o negro da foto, considerando que o por quê é óbvio: racismo.

> Casos de racismo.

Campanhas publicitárias polêmicas.

Setor de alimento propõe restrição branda aos anúncios a crianças

Antecipando-se às medidas do governo que estão sendo discutidas desde 2006, a Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação, a ABA (Associação Brasileira de Anunciantes) e 24 grandes indústrias alimentícias estão firmando um compromisso para veicular somente “publicidade responsável” em relação aos produtos destinados a crianças e pré-adolescentes.

criança-gorda A existência desse compromisso não deixar de ser uma confissão tardia do setor obtida pela pressão da sociedade de que até agora tem havido “publicidade irresponsável”.

Documento das associações e das indústrias prevê o fim da propaganda a esse público, na faixa que vai até 12 anos, “com exceção de produtos cujo perfil nutricional atenda a critérios específicos baseados em evidências científicas”. Não fica claro quem vai avaliar tais “critérios” e “evidências científicas”.

As medidas que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deve anunciar até o final do ano para propaganda em televisão, jornais, revistas, rádios e internet são mais objetivas e contundentes.

Anúncios de chocolate, bolos, bolachas recheadas e refrigerantes, produtos que concentram altos níveis de açúcar e de gordura, terão de conter frases de advertência, a exemplo dos comerciais de remédios.

O comercial de bolacha de chocolate, por exemplo, terá de alertar o consumidor de que se trata de produto que pode provocar diabetes, obesidade e aumento do colesterol, de acordo com informação do Estadão.

O setor de alimentos se propõe a deixar de fazer nas escolas qualquer tipo de propaganda a crianças com menos de 12 anos.

Mas, também nesse caso, o setor deixa uma brecha cujo tamanho é difícil de dimensionar, porque haverá exceção quando houver um acordo ou uma solicitação da direção da escola com “propósitos educacionais ou esportivos”.

Pela determinação que a Anvisa, vai ficar proibida qualquer ação de marketing em escolas e materiais escolares. Não haverá as exceções previstas na autorregulamentação das indústrias.

As medidas da Anvisa deverão diminuir as vendas desse tipo de produtos e o faturamento de grandes veículos de comunicação, principalmente a televisão.

Por causa desses produtos, entre fatores como o sedentarismo, estima-se que 30% das crianças brasileiras sofrem de sobrepeso ou de obesidade, um problema que já ocorre em países como os Estados Unidos, com graves consequências de saúde à população.

Uma pesquisa recente do Ministério de Saúde feita por telefone em 27 capitais mostra que o crescimento do número de obesos é preocupante: entre crianças e adultos, 43,3% dos moradores nessas cidades têm excesso de peso.

> Alimentos não saudáveis.

Erro de laboratório faz com que João extraia a mandíbula

O diagnóstico de exame feito no Instituto de Patologia, de Porto Alegre, foi de que João C.C. estava com fibrossarcoma, um câncer ósseo raro e em estava avançado. Algo tinha de ser feito com urgência.

Cerca de um mês depois, no dia 1º de setembro de 2001, João foi submetido à extração de parte da mandíbula, da arcada dentária inferior, de parte da gengivas e glândulas salivares. Em substituição foi implantada uma prótese de titânica, recoberta com enxertos de ossos, de pele e de músculos retirados da perna direita.

Instituto-Patologia E tudo por causa de um diagnóstico errado. O câncer contraído por João era outro, um linfoma não-hodgkiniano,  também agressivo, porque se alastra pelo organismo, mas ele estava em estágio inicial e o tratamento seria outro, e não  a drástica extração da mandíbula.

O TJ (Tribunal de Justiça) do Rio Grande do Sul acaba de condenar o Instituto de Patologia a pagar a João a indenização de R$ 60 mil, com correção monetária e juros, por danos morais. A sentença de primeira instância tinha fixado o valor em R$ 30 mil. As informações são do site do TJ.

João descobriu o equívoco somente em dezembro de 2002, após ter descoberto que estava com um tumor de origem linfática no estômago e duodeno.

Para descobrir o ponto inicial da doença, o médico pediu que ele fizesse de novo um exame em material da mandíbula que estava guardado no Instituto de Patologia. O que foi providenciado, mas em outros dois laboratórios. E ficou constatado que a mandíbula tinha sido afetada pelo linfoma e dali migrando para o estômago. Se a doença tivesse sido combatida com o procedimento adequado um ano e meio antes, provavelmente seria contida.

O argumento do instituto foi de que a doença de João é de difícil diagnóstico e que não poderia assumir a responsabilidade pela decisão da retirada da mandíbula.

Argumento que não convenceu os desembargadores do TJ.

> Erros médicos?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Abdelmassih teria de ficar em SP porque é doente, afirma advogado

O criminalista José Luís de Oliveira Lima (foto), um dos advogados de defesa de Roger Abdelmassih, disse que o seu cliente é doente e não poderia ter sido  transferido para a Penitenciária de Tremembé, cidade paulista que fica a 138 km da capital.

José-Luís-Oliveira-Lima Lima (foto) falou que o Abdelmassih já passou por cirurgias no coração e, na penitenciária, ficará longe de seus médicos, que estão em São Paulo.
“A partir de agora, o Estado é o responsável pela saúde e segurança do meu cliente”, disse, segundo o G1. “Ele precisa de acompanhamento médico.”

Abdelmassih, o especialista em reprodução humana assistida mais conhecido do país, foi denunciado (acusado formalmente) pelo MPE (Ministério Público Estadual) de São Paulo à Justiça por estupro de 56 pacientes.

Preso preventivamente, ele ficou oito dias na cadeia do 40º Distrito Policial, na Vila Santa Maria, zona norte de São Paulo. Hoje pela manhã,  foi mandado para Tremembé, onde, antes de ter contato com outros detentos, ficará isolado em uma cela por dez dias – medida de praxe para quem chega.

Nota da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) afirma que o médico foi transferido porque é em Tremembé que ficam os detentos que obtêm destaque na imprensa.

À critica do advogado Lima segunda à qual o médico foi algemado desnecessariamente na viagem, a secretaria disse que se trata de medida de segurança.

Já foram negados – em decisões provisórias – três pedidos de habeas corpus ao médico em diferentes instâncias judiciais.

Agora, os advogados de Abdelmassih vão ter de esperar o julgamento do mérito do pedido de liberdade pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) em data ainda não prevista.

Embora não possa ficar longe de seus médicos, como disse Lima, Abdelmassih recentemente passou uma temporada na Europa.

> Caso Roger Abdelmassih.

Diretora da ONU elogia mulheres que denunciaram Abdelmassih

por Michelle Alves de Lima, da Rádio ONU em Nova York

O Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher para Brasil e Cone Sul, Unifem, se pronunciou sobre a série de crimes sexuais atribuídos ao médico brasileiro Roger Abdelmassih.

Em uma nota divulgada na última segunda-feira, a agência da ONU prestou solidariedade às dezenas de mulheres que tornaram públicos seus sofrimentos em busca de justiça.

Júnia Puglia A vice-diretora do Unifem Brasil e Cone Sul, Júnia Puglia (foto), falou à Rádio ONU, de Brasília, sobre a importância da iniciativa das vítimas para que os direitos humanos das mulheres sejam exercidos:

"Sem haver denúncia, não pode haver processo e não pode haver condenação. Quando um crime fica encoberto por qualquer razão, ele fica impune. As mulheres têm todo o direito de denunciar os crimes que são cometidos contra elas", diz Júnia.

Júnia acredita ainda que o conhecimento desses tipos de caso e a aplicação da justiça podem fazer com que outras vítimas sejam protegidas.

Segundo a vice-diretora do Unifem Brasil e Cone Sul, a vergonha, o sentimento de culpa e a falta de testemunhas são algumas das razões para que casos de abusos sexuais não sejam denunciados pelas mulheres.

"As mulheres ficam numa situação muito delicada, porque, geralmente, também estão lidando com homens numa situação de vantagem, seja na área do poder público ou social, seja na área da família, da sociedade, ou da comunidade."

Segundo agências de notícias brasileiras, o médico Roger Abdelmassih é acusado de estuprar 56 mulheres, que em sua maioria eram ex-pacientes.

O especialista em reprodução humana teve seu registro profissional suspenso pelo Conselho Regional de Medicina e está preso preventivamente desde a última segunda-feira, dia 17.

Com informação do site da Rádio ONU.

Vítima diz que valeu a pena ter denunciado abuso de médico.
agosto de 2010

> Caso Roger Abdelmassih.

Médico acusado de abuso sexual é transferido para penitenciária

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Médico foi colocado no porta-mala de um carro policial junto com outro preso com a cabeça encoberta

Na manhã desta terça (25), um pouco antes das 9h, o médico Roger Abdelmassih, 65, foi transferido de uma cela do 40º Distrito Policial, na zona norte de São Paulo, para a Penitenciária de Tremembé, no interior paulista, a 138 km da capital. Com os pulsos escondidos para não mostrar as algemas, ele foi levado no porta-mala de um carro da polícia juntamente com outro preso. A informação é da TV Globo.

O médico deu entrada na penitenciária ao meio-dia. Ele ficará isolada em uma cela por dez dias.

A prisão preventiva foi decretada no dia 17 pela Justiça. O especialista em reprodução humana assistida foi indiciado pela Polícia Civil sob a acusação de estuprar 56 pacientes.

A Justiça manda para Tremembé condenados e suspeitos que em outras prisões seriam rejeitados pelos detentos.

Entre outros, estão lá Alexandre Nardoni, acusado de assassinar a sua filha de cinco anos, a Isabella, Lindemberg Alves, que matou a sua ex-namorada Eloá Pimentel, 15, os irmãos Cravinhos, condenados pela morte de Manfred e Marísia von Richthofen, e Mateus da Costa Meira (o assassino do cinema do Shopping Morumbi, em São Paulo).

A cidade também tem uma penitenciária feminina onde se encontra Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella e acusada de participar do crime.

Tribunais de diferentes instâncias já negaram ao médico três pedidos de habeas corpus.

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Em Tremembé estão pessoas que seriam rejeitadas por detentos de outras prisões

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Clínica do médico fica na avenida Brasil, Jardim América, um bairro nobre de São Paulo

> Caso Roger Abdelmassih.

Padre é acusado de atropelamento e fugir sem prestar socorro

A polícia de São José do Rio Preto prendeu na noite de ontem o padre Aparecido Donizete Bianchi (foto), da catedral da cidade, sob a acusação de ter atropelado dois motoqueiros, André Luis de Jesus e Devair Ribeiro, e ter fugido sem prestar socorro. As vítimas foram internadas, e Ribeiro, que teve fratura expostas nos braços e pernas, encontra-se em estado grave.

São José do Rio Preto é uma cidade do interior paulista. Tem 420 mil habitantes e fica a 450 km da capital.
Jesus disse que o padre estava bêbado. “Todo mundo viu: ele nem conseguia descer do carro”, disse. “Ele veio em alta velocidade, a uns 80 km por hora, e não respeitou a placa com o sinal de “Pare”.

Na fuga, o padre foi cercado por outros motoqueiros que viram o acidente e o perseguiram por alguns quarteirões.

A polícia encontrou seis latas de cerveja no Golf de Bianchi, que se recusou a fazer exame de dosagem alcoólica. Ele estava com dois jovens no carro.

O padre falou à polícia que, quando houve o atropelamento, não era ele quem dirigia o carro e que a culpa foi dos dois motoqueiros, que atravessaram o sinal amarelo do semáforo.

Mas na esquina onde houve o atropelamento não há semáforo.

OUTRO ACIDENTE - atualização em 18 de abril de 2011

O padre O padre Donizete Bianchi se envolveu em outro acidente no sábado (16) à noite e desta vez mais grave. Ele dirigia um Gol e bateu de frente contra uma carreta, em vicinal que liga Ubarana a Santa Luzia. Mais uma vez ele estaria alcoolizado. Ele teve um pulmão perfurado e fratura no encaixe da bacia com o osso da perna, o fêmur. Até a manhã de hoje, estava em uma UTI. No domingo, dom Paulo Mendes Peixoto o visitou e deu uma unção.

Como ficou o carro do padre
Com informação e foto da Rede Bom Dia.

> Padre que assinou o Estatuto da Criança é acusado de pedofilia.
agosto de 2008

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ministra do STF nega pedido de habeas corpus a Abdelmassih

ellen-gracie A ministra Ellen Gracie (foto), do STF (Supremo Tribunal Federal), emitiu despacho hoje negando pedido de habeas corpus ao especialista em reprodução humana assistida Roger Abdelmassih que está sendo acusado de estuprar 56 pacientes. A informação é do site do Supremo.

Trata-se do terceiro pedido de liberdade negado ao médico.

Ellen argumentou que o STF só vai poder decidir sobre o habeas corpus depois que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) julgar o mérito do pedido apresentado pelos advogados do médico.

No dia 21, o STJ, em decisão provisória, manteve a prisão preventiva do médico decretada pelo juiz Bruno Paes Straforini, da 16ª Vara Criminal Central de São Paulo. O STJ ainda não tem data para julgar o mérito do pedido.

Desde 17 de agosto, o médico está preso em uma cela do 40º Distrito Policial, zona norte de São Paulo. Nas próximas horas ele deverá ser transferido para um presídio do interior paulista.

O MPE (Ministério Público Estadual) de São Paulo abriu um novo inquérito contra o especialista, deste vez para investigar se o médico fazia manipulação genética indevida.

Há indícios de que a clínica do médico tinha um banco clandestino de óvulos e espermas.

Os advogados de Abdelmassih argumentam que a prisão é ilegal, porque o médico é réu primário, tem bons antecedentes e endereço fixo.

Mas para o juiz Straforini, o médico oferece perigo à  sociedade.

> Caso Roger Abdelmassih.

Pena para usuário racista do Orkut é prestar serviço a índios

Reinaldo A.S.J. foi condenado a dois anos e seis meses de reclusão pela Justiça Federal do Pará por racismo contra os índios. No Orkut, ele era o dono da comunidade “índios... Eu Consigo Viver Sem”.

Pelo fato de o Reinaldo não ser reincidente e a condenação não ultrapassar os quatro anos de reclusão, o juiz Wellington Cláudio Pinho de Castro substituiu a pena por uma multa de R$ 20 mil e por uma hora de serviços por dia à Funai (Fundação Nacional do Índio) nos próximos dois anos.

Reinaldo argumentou que, ao criar a comunidade, não teve intenção de promover o racismo. Disse que, quando foi denunciado (acusado formalmente) pelo Ministério Público à Justiça, chorou e pediu desculpas.

Mas para o juiz Castro, o preconceito de Reinaldo fica evidente em postagens como esta: “Sou capaz de viver sem os índios porque eles são incapazes, não têm responsabilidade civil, portanto não existem (...) Concordo com a política norte-americana: deveríamos matar todos os índios e passar a estudar a sua história.”

Reinaldo poderá recorrer da condenação.

> Casos de racismo.

Laboratório é condenado a pagar indenização por erro em exame

A menina de 12 anos estava com excesso de peso, e o endocrinologista lhe solicitou alguns exames de laboratório. No laudo do exame de urina, houve uma surpresa: foi detectada a presença de espermatozóides.

erromedico A família da garota chegou a pensar que se tratava de uma gravidez.  Mas um ginecologista atestou que a menina nunca tinha tido um contato sexual. A família recorreu à Justiça contra o laboratório.

Isso ocorreu em 2003 em Contagem, a maior cidade de Minas, com 618 mil habitantes. E só agora, cinco anos depois, é que saiu a condenação do Tribunal de Justiça de Minas: o laboratório vai ter de pagar uma indenização por danos morais. A informação é do site do TJ.

A defesa do laboratório foi de que um exame pode detectar a presença de espermatozóide mesmo quando a ejaculação ocorre próxima à vulva. Também argumentou que, na época, fez um segundo exame de urina cujo laudo, entregue na casa de menina, nada revelou.

Em primeira instância, foi fixada uma indenização de R$ 5 mil, valor aumentado pelo TJ para R$ 9.300.

Para o desembargador José Antônio Braga, do TJ, o novo valor é mais compatível com os danos causados pelo constrangimento da garota e de sua família.

> Erros médicos?

MPF-SP denuncia 18 pessoas por tráfico de mulheres

da Agência Brasil


O MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo denunciou à Justiça Federal 18 pessoas acusadas de integrar seis grupos que promoviam tráfico de mulheres no mercado de prostituição de luxo no Brasil e exterior. O esquema foi investigado pela Polícia Federal na Operação Harém, deflagrada no início deste mês.

As mulheres eram agenciadas pelos acusados e escolhidas pelos clientes mediante um catálogo eletrônico com fotos. Algumas delas eram enviadas para cassinos de Las Vegas, nos Estados Unidos, e em resorts da República Dominicana, no Caribe.

Os acusados poderão responder pelos crimes de tráfico de pessoas com fins de prostituição, rufianismo (tirar proveito da prostituição alheia), formação de quadrilha e favorecimento à prostituição.

Ex-paciente de Abdelmassih diz às vítimas de abuso: ‘Não se calem!’

por Crystiane Cardoso de Souza, advogada

Crystiane Cardoso de Souza
Logo após sofrer os abusos pelo Roger Abdelmassih optei por não retornar mais à clínica, perder o dinheiro das demais tentativas (foram três pagas) e manter segredo. Contei apenas para duas grandes amigas.

Eu tive muito medo que o meu marido e o meu pai perdessem a cabeça e pudessem praticar alguma violência. Neste caso, minha família ficaria destruída e até poderia ser presa, pois sem qualquer prova material ninguém acreditaria em nós, ao contrário dele, que tinha credibilidade no mundo das estrelas e consequentemente na mídia. Era a minha única palavra contra a dele. Em quem as pessoas acreditariam? Numa desconhecida ou num médico poderoso, conhecido, entrevistado pelos mais renomados programas jornalísticos?

Após a primeira denúncia constatei que eu não era a única pessoa e que talvez a minha palavra ganhasse força se aliada a mais uma. Enfim tomei coragem, contei tudo ao meu marido e resolvemos juntos denunciar com a intenção de buscar a justiça em nosso país, mas para fins de preservação da nossa vida íntima optamos por manter o anonimato.

Agora que o caso veio com muita intensidade à mídia e que o médico começou a acusar as vítimas de “não ter rosto”, optamos por aparecer e mostrar as nossas “caras”.

Na verdade, a nossa intenção maior não é mostrar o nosso rosto para ele. Agora o nosso objetivo é alertar a outras famílias que isso pode acontecer e que embora, não seja nada normal, existem seres humanos com instintos selvagens que estão à solta por aí e nós só iremos contribuir para um mundo melhor se fizermos a nossa parte. A nossa parte é denunciar, exercer a nossa cidadania, não podemos simplesmente acusar o governo se não fizermos a parte que nos cabe.

Não sintam vergonha ou medo, temos que buscar um mundo melhor para as próximas gerações. A revelação da verdade nos proporciona alívio para a dor, acalenta a nossa alma e nos devolve a dignidade para fazer o nosso papel diante de Deus. De outro lado, os profissionais que nos ouvem estão preparados para isso e também nos proporcionam conforto.

Assim, a minha vergonha e dor foram substituídas pela coragem e pela vontade de impedir que outras mulheres sejam vítimas desse tipo de crime. Não se calem!

> CRM condena Abdelmassih em mais um caso de abuso sexual.
agosto de 2010

> Caso Roger Abdelmassih.    > Posts de leitor.

Jovem que teria se suicidado deixa sua despedida no Twitter

ematoma
A publicitária Marisa Mitsue Toma escreveu na quinta (20) em seu Twitter: “bai pipou! Foi bom brincar com vocês! Bjo bjo”. Essa mensagem teria sido a despedida dela antes de se suicidar com uma faca cravada no peito, em seu apartamento, no Alto de Pinheiro, bairro de classe média de São Paulo. A mensagem anterior foi “tomando algumas decisões bastante definitivas”.

O corpo de Marisa foi encontrado pela empregada na manha de sexta.

No Orkut, há vários casos de suicidas que ali deixam a sua despedida. O caso de Marisa, cuja nickname era ematoma, seria o primeiro caso registrado no microblog que também caiu no gosto dos brasileiros.

Marisa-Toma Marisa (foto) tinha 33 anos, escrevia o blog Objetos de Desejo, sobre tecnologia, moda e design, e era coordenadora de mídia social da Agência Click. Estudou na USP e Harvard.

O perfil de ematoma foi deletado, e e o seu suposto suicídio já é considerado  notícia velha no microblog, onde há uma pessoa que diz não aguentar mais ler sobre a morte da publicitária.

> Patrícia diz no Orkut: ‘Queria morreeeer!’ E dá um tiro no peito.
fevereiro de 2009

> Redes sociais. 

O CVV É UM SERVIÇO DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO.
TEL: 141. Atende também por e-mail e on-line

Médico de fertilização humana é acusado de usar células de animais

Paulo-Henrique-Ferraz-Bastos Roger Abdelmassih, o especialista em reprodução humana assistida mais conhecido do país, manipulava em sua clínica culturas de células de animais cultivadas por uma empresa de pesquisas veterinárias. A denúncia é do engenheiro químico Paulo Henrique Ferraz Bastos (foto), sócio dessa empresa do interior paulista que prestou serviços à clínica de Abdelmassih por mais de dois anos.

O engenheiro disse que rompeu o contrato com o médico porque lhe incomodava ter as suas pesquisas feitas com animais sendo aproveitadas por uma clínica de fertilização de humanos.

Ao dar entrevistas ao Fantástico que foi apresentado ontem à noite, Bastos não entrou em detalhes sobre o serviço que prestou a Abdelmassih. Não revelou, por exemplo, os animais de suas pesquisas.

Uma ex-paciente do médico contou a este blog que ficou sabendo em março deste ano de Bastos que a clínica de Abdelmassih fazia experiências em mulheres com células de animais. “Ele [Bastos] me disse que coisas terríveis aconteciam lá”, afirmou essa ex-paciente, que é uma das que acusam Abdelmassih de abuso sexual.

O ginecologista Vicente, filho de Abdelmassih, era um dos contatos entre a clínica e a empresa veterinária.

Bastos falou ao Fantástico que teve de mudar de cidade porque, para não contar o que sabe, foi ameaçado de morte. “Me falaram que no Brasil é muito fácil ser assassinado.”

O MPE (Ministério Público Estadual) de São Paulo, que denunciou (acusou formalmente) Abdelmassih à Justiça por estupro e atentado violento ao pudor, agora investiga se a clínica faz manipulação genética indevida. Bastos será chamado para depor.

Recentemente, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) inspecionou os laboratórios da clínica, mas não se sabe se constatou alguma irregularidade. O órgão só decidiu suspender o registro profissional de Abdelmassih depois que a Justiça negou um pedido de habeas corpus – o médico está preso desde o dia 17 deste mês. Dias antes, a maioria dos conselheiros do órgão tinha rejeitado uma proposta de afastar temporariamente Abdelmassih de suas atividades. 

Pelo depoimento de ex-pacientes, a clínica pode ter mantido um banco clandestino de óvulos e de espermas. Se essa informação for confirmada, o Ministério Público vai quer saber como a clínica obtinha tais células, se, no caso dos óvulos, das próprias pacientes, sem que elas soubessem, o que seria furto, ou se de jovens sob pagamento.

Há o caso de um empresário do Espírito Santo que descobriu com exame de DNA que os gêmeos que sua mulher teve por intermédio de tratamento com Abdelmassih foram fecundados com o esperma de um doador. 

A Polícia Civil e o Ministério Público têm relatos de ex-pacientes segundo os quais, a mulheres de mais idade, o médico oferecia o uso de citoplasma (células que envolvem o núcleo do óvulo) de jovens, para aumentar a probabilidade de fertilização.

Roger-Negrinha A uma paciente a quem propôs “turbinar o óvulo”, o médico disse que o marido dela não precisava saber do procedimento. A paciente perguntou de quem seria o citoplasma. Abdelmassih, irritado, teria respondido que não era de “nenhuma neguinha de rua”.

Filhos de óvulos turbinados podem ter o DNA da mulher cujo citoplasma foi usado na fertilização, além o dos pais.
Abdelmassih sempre se vangloriou de obter uma taxa de êxito em fertilizações maior do que a de seus concorrentes, os quais ele chama de “invejosos”.

Os advogados do médico ainda não apresentaram à Justiça a defesa que estão preparando para refutar cada uma das acusações. Eles estão solicitando de algumas ex-pacientes testemunho em favor do médico.

Sobre a quantidade de mulheres que acusam Abdelmassih de assédio sexual – o total agora é de 65 e pode subir mais nos próximos dias --, o principal argumento dos advogados do médico será de que ex-pacientes oportunistas estão querer montar “uma indústria de indenização”. 

> Médico usou sêmen de doador sem que o casal de pacientes soubesse.
agosto de 2009

> Caso Roger Abdelmassih.

sábado, 22 de agosto de 2009

Médico usou sêmen de doador sem que casal de pacientes soubesse

Roger-Abdelmassih
O especialista em reprodução humana assistida Roger Abdelmassih (foto), 65, usou o esperma de um doador para fertilizar uma paciente sem que ela e seu marido soubessem. É o que revela a Veja desta semana.

Um empresário do Espírito Santo contou à revista que em 1993 ele e sua mulher procuraram o médico para saber se era possível contornar a infertilidade dele. O casal queria ter filho, mas  sem o uso do sêmen de outro homem.

O médico disse que havia um jeito de resolver o problema com novos recursos da medicina. Após o tratamento, a mulher ficou grávida de gêmeos.

Desconfiado, o empresário mandou fazer exame de DNA nas crianças e comprovou que ele não era o pai biológico delas. O casal tinha sido enganado pelo médico.

O empresário exigiu uma explicação de Abdelmassih, que propôs um acordo: pagaria R$ 600 mil pela assinatura de um documento com data retroativa autorizando a inseminação com o esperma de um doador.
O marido assinou o documento, mas não conseguiu aceitar os gêmeos como antes, e o seu casamento naufragou. Desde então, o empresário acusa o médico de ter destruído a sua vida. A ex-mulher do empresário disse à revista que contou aos filhos a verdade sobre a paternidade deles.

Haveria pelo menos outro caso parecido que chegou ao conhecimento do MPE (Ministério Público Estadual), que teria decidido não tomar depoimento do marido para não constrangê-lo.

Diante das denúncias de mulheres de que foram vítimas de assédio sexual, pacientes de Abdelmassih estão preocupados sobre a origem de seus filhos.

Como o médico tem uma personalidade megalomaníaca, há o temor de que ele, em alguns casos, teria usado o seu esperma na fertilização de óvulos.

Celso Sebranic, marido de uma das mulheres que acusam o médico, afirma ter conhecimento de que muitos casais passaram a duvidar da paternidade de seus filhos.

A clínica de Abdelmassih é a maior do país e já possibilitou o nascimento de mais de 5.000 bebês, com uma taxa de êxito de fertilização acima da média.

> Caso Roger Abdelmassih.

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