sexta-feira, 31 de julho de 2009

Psicóloga que diz curar gays se livra da cassação profissional

Rozângela uso máscara
para não ser reconhecida
O CFP (Conselho Federal de Psicologia) não cassou o registro profissional da psicóloga Rozângela Alves Justino (foto), que diz ter tratamento para curar a homossexualidade. Nesta sexta (31), a entidade apenas confirmou a censura que o conselho regional do Rio tinha aplicada à psicóloga em 2007.

A tal censura significa que o CFP torna pública a sua desaprovação à conduta da psicóloga por infringir o código de ética ao, no caso, manifestar preconceito em relação a opções sexuais. Uma resolução do Conselho determina que a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e perversão. A rigor, portanto, ela não poderá mais oferecer o tratamento de “cura” de gays e lésbicas.

A expectativa de entidades do movimento gay e de conselhos regionais de psicologia era de que Rozângela tivesse cassado o seu registro profissional.

Com óculos escuros e máscara, para não ter, segundo ela, o seu rosto reconhecido pelos ativistas gays, a psicóloga disse que vai continuar oferecendo tratamento aos gays que lhe procurar. A quem tem “sofrimento psíquico” por ser gay ou lésbica, ela recomendou que procure um psicólogo de sua cidade.
O tratamento de Rozângela utiliza argumentação religiosa. Ela é evangélica. Em 28 anos de profissão, diz ter curado muitos gays. Em seu blog, há depoimento de alguns deles.

Rozângela afirmou estar sendo perseguida por entidades de gays que querem amordaçá-la. Ela teve de mudar o endereço de seu consultório no Rio por temer represália. “Não quero ser atingida pela ira dessa gente [ativistas gays]”, disse, segundo a Agência Brasil.

Paulo Fernando, advogado da psicóloga, informou que vai recorrer à Justiça contra a decisão do CFP.

“A censura pública fere a liberdade de expressão e a científica e ofende as pessoas que voluntariamente procuram a ajuda da psicóloga”, disse.

Psicóloga evangélica que diz curar gay pode ser cassada por conselho.
14 de julho de 200

 Homofobia.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Homem que se recusar ao teste de DNA terá paternidade presumida

dna
Juízes já vinham adotam o critério, inclusive os ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) desde 2004, mas agora virou lei: o homem que se recusar ao exame de DNA terá automaticamente a paternidade presumida. Ou seja, a recusa servirá de confissão de que ele é pai da criança cuja mãe ou responsável pede o reconhecimento da paternidade.

A lei 12.004, de 29 de julho de 2009, foi sancionada nesta quinta (30) sem veto pelo presidente Lula. A informação é da Agência Brasil e do site do STJ.

Um dos parágrafos da lei diz: “A recusa do réu em se submeter ao exame do código genético (DNA) gerará a presunção da paternidade a ser apreciada em conjunto com o contexto probatório.”

A nova lei estabelece que, na investigação das autoridades, todos os meios legais e moralmente legítimos são válidos para provar a paternidade.

Embora não esteja explicitado na lei, a mãe que impedir que o filho seja submetido ao exame de DNA não conseguirá o reconhecimento da paternidade da criança ou adolescente, conforme já decidiu em um caso o STJ em maio deste ano.

Pedidos de reconhecimento de paternidade.  > Pensão alimentícia.

Fundações excluem portadores de deficiência de concurso público

Hilton da Silva e Deoclecio Rodrigues foram impedidos de participar da segunda fase de um concurso publico da Fundação Municipal de Educação de Niterói e da Fundação Euclides da Cunha por serem portadores de deficiência física.

O concurso era para vagas de técnico em manutenção de computadores.

Quando os dois se apresentaram para fazer as provas, foram avisados por fiscais de que o concurso não previa a contratação de deficientes, embora  Constituição Federal garanta uma cota de vagas a essas pessoas.

Silva e Rodrigues recorreram à Justiça, e as fundações foram condenadas pelo TJ (Tribunal de Justiça) do Rio de Janeiro a pagar a indenização de R$ 20 mil aos dois por danos morais. A decisão confirma sentença de primeira instância.

Para o desembargador José Geral Antônio, relator do processo no TJ, a administração pública submeteu os dois candidatos à humilhação, afetando-os emocionalmente. Portanto, escreveu na sentença, trata-se, sim, de um caso de danos morais. As informações são do site do TJ-RJ.

Até agora, as duas entidades não se manifestaram sobre a condenação.

> Funcionários do McDonald's zombam de menino gago. (julho de 2009)

Idosos e doentes graves têm prioridade na tramitação de processo

Pessoas com mais de 60 anos (idosos, pelo critério do IBGE) e portadores de deficiências graves físicas e mentais que estejam em tratamento médico passam a ter prioridade na tramitação de processos administrativos e judiciais.

idoso Entre as doenças graves estão a esclerose múltipla, neoplasia maligna, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, nefropatia grave, Aids e contaminação por radiação.

No caso da morte do beneficiado, a prioridade é ‘herdada’ pelo cônjuge, companheiro ou companheira, em união estável.

É o que determina a lei 12.008/09 sancionada pelo presidente Lula e que entrou em vigor ontem (29). A informação é do Diário Oficial da União.

A lei modifica os artigos do Código do Processo Civil e a Lei 9.784/99, que regula o processo administrativo da administração pública federal.

Para obter a prioridade, o interessado deverá de requerê-la à Justiça, como a apresentação de documentos.
Comento: é curioso que uma lei coloque idosos juntos com doentes físicos e mentais, equiparando-os, ainda que involuntariamente.
> Qualidade de vida do idoso.

Melissa tenta de novo na Justiça tirar da internet fotos eróticas

A ex-professora Melissa (esse é um dos pseudônimos que passou a usar) recorreu ontem mais uma vez, a quarta, à Justiça para que a Google cumpra a determinação de deletar do Orkut cerca de 50 fotos eróticas nas quais aparecem ela e um rapaz, então seu namorado. Na maioria, são fotos de sexo oral.

Melissa (foto) afirma que as fotos foram postadas no Orkut e em outros sites pelo rapaz em 2005, dois anos após o fim do namoro, como se ela fosse uma garota de programa, com seu nome e telefone verdadeiros. Eles se conheceram na USP, onde eram estudantes.

Em abril deste ano, a Justiça condenou o ex-namorado a pagar indenização a Melissa de R$ 50 mil por danos morais e determinou ao site de relacionamento que as fotos fossem removidas.

Quatro meses depois, segundo André Luis Moura Curvo, advogado da Melissa, as fotos ainda podem ser acessados. Na busca do Google, há pelo menos 190 links que remetem às fotos ou a difamações a Melissa.

"Não houve cumprimento integral da decisão judicial", disse Curvo ao portal G1. Ele quer que a Google, proprietária do Orkut, seja penalizada por desobediência.

Melissa, que tem 30 anos, teve de desistir da carreira de professora. Hoje ela trabalha no setor administrativo de uma empresa.

A Google ainda não se manifestou.

Melissa sai no Orkut em fotos de sexo oral, e sua vida desaba.
maio de 2009

>  Casos de difamação pela internet.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Filha de médico acusado de abuso diz que clínica não foi afetada

Embora Roger Abdelmassih, especialista em reprodução humana assistida, esteja sendo acusado por mais de 60 ex-pacientes de assédio sexual, a clínica dele não tem sido abalada pelo escândalo, de acordo com entrevista que a médica Soraya (foto), filha do médico, deu ao jornal DCI (Diário Comércio, Indústria & Serviços), de São Paulo.

Ela disse que a clínica deverá realizar este ano o total aproximado de 1.700 ciclos de fertilização (tentativas de gravidez), que é o mesmo número registrado no ano passado. É possível até que ocorra um desempenho superior ao de 2008, disse.

“Nas férias, a procura de casais de São Paulo diminui, mas é compensada pela busca de casais de outros estados”, falou.

A reportagem, assinada pela jornalista Erika Sena, não menciona as acusações ao médico e o indiciamento dele pela Polícia Civil de São Paulo sob a acusação de atentado violento ao pudor e estupro.

A médica anunciou a compra nos Estados Unidos de um equipamento – o Via Test-E – que, segundo ela, fará melhor análise da cultura de embriões selecionada, de modo que seja implantado na paciente um único embrião com a elevada taxa de 87% de fertilização.

O negócio de reprodução humana assistida está se expandindo rapidamente no Brasil e já movimenta por ano cerca de R$ 300 milhões, informou o suplemento “EU&” da semana passada do jornal Valor Econômico.

No Brasil, existem 120 clínicas especializadas, que vão realizar este ano cerca de 20 mil ciclos de fertilização, contra 12 mil de 2004, conforme dados apurados pelo jornal.

Embora o mercado tenha crescido e aumentado a concorrência entre as clínicas, o preço do tratamento permanece elevado, reconheceu Eduardo Motta, diretor da Huntington, clínica citada pelo suplemento como a maior do Brasil por ter se expandido por intermédio da abertura de unidades para atender casos menos complexos.

Jorge Hallak, coordenador técnico-científico do Núcleo de Pensamento Jurídico em Reprodução Humana e chefe do laboratório de andrologia da Faculdade de Medina da USP, não cita Roger Abdelmassih, mas deixa subentendido que a clínica dele, uma das pioneiras, perpetuou no Brasil a “cultura da proveta”, em prejuízo de procedimentos médicos mais demorados de investigação da infertilidade feminina e masculina.

Jorge-Hallak “Na década de 1980, criou-se uma cultura imediatista no país, por influência da indústria farmacêutica e interesse de médicos que faziam o marketing da fertilização”, disse Hallak (foto) à repórter Marta Barcellos, que registrou em seu texto o indiciamento de Abdelmassih.

Hoje, disse Hallak, é comum uma clínica submeter uma paciente à fertilização in vitro sem que seja feito um diagnóstico das causas da infertilidade.

> Caso Roger Abdelmassih.

Papa cassa o padre que promove falsas aparições da Virgem Maria

Bento 16 destituiu do sacerdócio o padre Franciscano Tomislav Vlasic (foto) por ‘promover’ falsas aparições da Virgem Maria em Medjugorje, no sul da Bósnia-Herzegovina. O papa tomou a decisão em março, mas só agora o Vaticano liberou a informação para a agências internacionais de notícia.
Vlasic está proibido de exercer qualquer atividade apostólica e de falar sobre aparições.

Ele se encontra incomunicável em um convento em Parma, na Itália. Nem seus advogados podem visitá-lo. Não é a primeira vez que o padre fica confinado.

Em 1981, seis crianças (Mirjana Dragićević, Marija Pavlović, Vicka Ivanković, Ivan Dragićević, Ivanka Ivanković e Jakov Colo) afirmaram ter visto a Virgem Maria com o menino Jesus nos braços. Logo depois,  Vlasic se assumiu como “diretor espiritual” das videntes. 

Para o bispo local, Pavão Zanic, o padre “criou” as aparições, e o Vaticano nunca reconheceu os milagres.

Mesmo assim Medjugorje, que era uma aldeia pobre, prosperou como santuário. Já foi visitado por milhões de féis de todo o mundo, incluindo brasileiros, em peregrinações organizadas pela comunidade Canção Nova, que é ligada aos católicos da linha carismática.

A situação de Vlasic dentro da igreja complicou-se quando ele engravidou uma irmã de nome Rufina. O casal teve um menino.

Os seis videntes também se enriqueceram. Tornaram-se pessoas de negócios e possuem carros importados. Um deles tem uma casa com um campo de tênis.

Eles afirmam que em 28 anos a Virgem Maria apareceu na região mais de 40 mil vezes e sempre  deixou uma mensagem. Como esta de outubro de 2008: “Queridos filhinhos! Convido a todos a rezarem para que se detenha o plano de Satanás sobre este mundo que, a cada dia, está mais longe de Deus”.

O próprio padre chegou a dizer que viu a Virgem algumas vezes.

Vlasic teria resolvido que vai se tornar um devoto “autônomo” da Virgem Maria quando for “libertado” do convento.

O Vaticano não explicou como consegue diferenciar uma falsa aparição da Virgem Maria de uma verdadeira.

aparicão-Virgem
Local de uma das 40 mil aparições da Virgem
Com informações da BBC Brasil e agências internacionais de notícia.

> Padre Marcelo diz ver 'coisas que vão acontecer’ ao tocar em pessoas.
dezembro de 2010

Milagrentos.   > Turismo religioso.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Idosos começam a se destacar na estatística de abuso de crianças

Nesta terça (28), um homem de 73 anos foi preso em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, sob a acusação de abusar de crianças. Em sua casa, a polícia apreendeu um álbum de fotos pornôs com garotas e garotos.

No dia 25, em Lençóis Paulista (SP), a Justiça decretou a prisão preventiva de um advogado de 70 anos sob a acusação de abusar de uma menina de 9 anos.

No dia 22, C.P.M., de 77 anos, foi pego em fragrante pela polícia violentando uma menina de 12 anos. Ocorreu em Santo Antônio do Leverger, pequena cidade de Mato Grosso.

exsecretario-Açailândia No dia 2, de acordo com a TV Mirante, Francisco Vieira (foto), ex-secretário de Educação de Açailândia, cidade de 100 mil habitantes do Maranhão, foi preso sob a acusação de abusar de sua neta de três anos.

Casos como esses – de pessoas acima de 60 anos (idosas, pelo critério do IBGE), avós e bisavós – começam a se destacar nas estatísticas de abusos a crianças e adolescentes, como as da Rede Criança de Combate à Violência Doméstica.

Levantamento feito pela entidade, como dados de outubro de 2008 a meados de maio de 2009,  mostra que, nas zonas Leste e Sul da cidade de São Paulo, no ranking do abuso, os avôs estão  em quarto lugar e as avós, em quinto. Nos três primeiros lugares, como era de esperar, estão os pais, os padrastos e as mães, nessa ordem.

Ana Cristina Silva, coordenadora da rede, informa que os avôs abusadores geralmente são homens e/ou mulheres que passam a maior parte do dia com os netos, cuidando deles enquanto os pais trabalham.
“São pessoas que perderam seus parceiros, ou que não têm prazer com eles, e se envolvem com os netos quando lhes dão banho, trocam de roupa”, disse Ana Cristina à Agência Estado.

Para ela, sempre houve abuso por parte dos idosos. Agora essa violência aparece nas estatísticas porque mais pessoas estão tomando iniciativa de fazer denúncias, diz.

A Rede Criança recebe denúncias encaminhadas pelas varas de infância, varas criminais, conselhos tutelares e mais recentemente de hospitais e das pessoas envolvidas com as vítimas.

No caso de Vieira, de Açailândia, ele foi denunciado pela avó materna da menina, que vinha sendo estuprada já há algum tempo, conforme exame de corpo de delito. E é o estupro, e não a 'bolinação’, que tem sido denunciado com maior frequência.

O levantamento da Rede Criança revela que, naquele período, triplicou o número de vítimas. “Há casos de mães que abusam, de pais que abusam e de casais em que ambos abusam”, informa Ana Cristina.

Maria José de Morais, também ligada à Rede Criança, constata que alargou a faixa etária não só dos abusadores, mas também a das vítimas. “Os casos que atendíamos eram de crianças de 7 a 14 anos, mas agora têm aparecido vítimas de até 2 anos”.

Maus-tratos à criança.   > Vida de idoso.

Médico britânico diz que financiou suicídio assistido de amigo

O britânico Irwin, médico aposentado de 77 anos, se apresentou hoje à polícia para dizer que financiou o suicídio assistido de um amigo em uma clínica na Suíça.

“Não é certo as pessoas [doentes terminais] terem de viajar ao exterior quando poderiam morrer aqui com dignidade”, disse ele, segundo a agência EFE.

O amigo do médico que cometeu em 1997 a morte assistida é o empresário Raymond Cutkelvin, que estava com 58 anos.

Na Suíça, esse tipo de suicídio é legalizado e em Zurique, capital, existe uma clínica, a Dignitate (ou Dignitas) só para atender os estrangeiros. Os britânicos são os que mais têm procurado o serviço. Recentemente, morreram ali o conhecido maestro Edward Downes e a sua mulher Joan.

Cerca de 150 britânicos estão inscritos na fila da morte.

O médico Irwin, cujo sobrenome não foi revelado, apresentou à polícia o comprovante de que pagou 1.740 euros (cerca de R$ 4.665) à clínica.

Ele disse que financiou mais de uma vez o suicídio assistido, acrescentou que voltará a fazê-lo caso necessário e desafiou as autoridades a prendê-lo.

Se ele for levado à Justiça, poderá ser condenado a 14 anos de prisão.

Dignitas

Sede da Dignitas, em Zurique

O CVV É UM SERVIÇO DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO. TEL: 141. Atende também por e-mail e on-line

> Mais sobre suicídios.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Dança de padrinhos e noivos na igreja vira hit na internet


Este vídeo virou hit. A ideia de que todo mundo - noivos, pais e padrinhos - entrasse dançando na igreja foi de Jill Peterson, a noiva. O futuro marido concordou na hora. Para os convidados, foi uma surpresa: ninguém sabia da performance.

O casamento ocorreu ao som da canção Forever, de Chris Brown, na igreja de St. Paul, no estado de Minnesota (EUA), no dia 25 de julho de 2009.

“Foi um sonho que realizei”, disse Jill.

Posts com vídeo.

Site publica obituários de relacionamento amoroso

O namoro entre Neicey e Reggie começou em setembro de 2007 e terminou em junho de 2008. Ela lamenta não ter mais ao seu lado “um corpo quente”, mas, em compensação, livrou-se das traições do namorado. “Agora não mais levarei facadas pelas costas.”

relacionamento-obituarios Quando Chris conheceu Rich, em setembro de 2004, ele lhe parecia perfeito. Mas logo ela soube que o rapaz era casado, tinha várias namoradas e era alcoólatra. Mas como o amor não leva em conta ‘detalhes’ como esses, Chris se apaixonou. Ela perdoou Rich por ele ser mulherengo e acreditou na promessa de que ele ia pedir divórcio. Rich continuou sendo o que sempre fora, e só em maio deste ano Chris desistiu dele.

Histórias como essas podem ser lidas no site Relationship Obituaries (Obituários de Relacionamento) criado pela jornalista britânica Kathlenn Horan. Quem ali se expõe geralmente usa pseudônimo e só o seu primeiro nome.

Há histórias de traições (muitas), de paixões não correspondidas, de indiferença, de ódio, de ressentimento, de desejo de vingança. Há também – é verdade – algumas poucas histórias de ternura, de enternecimento. Mas todas são perpassadas pela ingenuidade típica das pessoas românticas.

Algumas histórias são tão bem escritas que parecem coisa de profissional, de escritor ou de jornalista, talvez de autoria da própria Kathleen. O fato é que ela publicou um livro com os melhores casos.

No site, há espaço para que os leitores comentem as histórias, para que manifestem solidariedade.
No Brasil, havia um site, o Não Saia Com Ele, onde as mulheres denunciam os “foras” e as traições de namorados, com direito a publicação do nome e da foto dos supostos canalhas. O curioso é que não havia espaço para que os homens denunciassem as infiéis, como se a canalhice fosse monopólio dos machões. O endereço saiu do ar provavelmente por problemas jurídicos.

Se a psicoterapia não fosse cara talvez sites que expõem a intimidade das pessoas não fizessem tanto sucesso.

> Relationship Obituaries.

> Casos de adultérios.

Procura de mulher e homem.

É conforto canalha associar o nazismo a algum tipo de monstruosidade

Título original: Pequena sociologia do fungo

por Luiz Felipe Pondé para Folha

Os filmes "O Leitor" e "Um Homem Bom" receberam críticas que circulam até hoje em jantares frequentados por pessoas éticas até os últimos fios dos cabelos. A acusação é que pecam por "humanizar o nazista". Há uma farsa moral nesse tipo de crítica, e pretendo desnudá-la hoje diante de seus olhos, caro leitor.

Hannah Arendt recebeu críticas iguais quando escreveu sobre o julgamento do nazista Eichmann em Jerusalém. Foi acusada de "traidora da raça" -sendo judia- porque dizia que o carrasco nazista era banalmente humano: nascia seu essencial conceito de banalidade do Mal.

Sua análise decorre do impacto que a burocracia tem sobre as pessoas, gerando uma espécie de zumbi moral. Carimbos, prazos de entrega, estatística, logística, defesa do próprio emprego calam o tato moral. A metáfora do Mal como fungo aí aparece: o Mal se espalha sobre o mundo, como um parasita que corrói a alma abandonada à inércia da burocracia carreirista, muda para o mal-estar moral.

A frase "humanizar o nazista" me soa estranha, apesar de que sei que os hipócritas a consideram óbvia como uma manhã de sol. "Humanizar o nazista" me soa como "cachorrar o cachorro", "arvorizar a árvore", "baratizar a barata".

Absurdo? Não, porque os nazistas e seus colaboradores silenciosos são tão humanos quanto você e eu. E não me venha dizer, entre dois goles de vinho, que não. Humano nunca foi sinônimo de retidão moral. Optamos racionalmente pelo Mal. "Racionalmente" aqui quer dizer "atos justificados do ponto de vista dos nossos interesses cotidianos" e "Mal" aqui significa "ser cruel com os indefesos".

A (falsa) indignação com a afirmação da humanidade dos nazistas por parte dos hipócritas já anuncia a farsa moral: nego a justificação silenciosa (humana e banal) do ato cruel para defender minha imagem de "bom". E por quê? Porque não suporto que desnudem o fato de que eu, provavelmente, agiria da mesma forma naquela situação. Nosso hipócrita perde o sono com isso. Sente-se nu. E por quê? Façamos uma pequena sociologia desta farsa.

Há um conforto canalha em remeter os anos nazistas a algum tipo de monstruosidade.

Perceber a humanidade do nazista não é desculpá-lo ou justificá-lo moralmente, mas sim iluminar nosso parentesco com ele, é denunciar um cotidiano de pequenos interesses e medos que sufocam o mal-estar moral numa praga de fungos. É aí que reside a farsa moral: remeter o nazismo a uma monstruosidade é supor que foi algo "não humano" que o produziu. Essa suposição é a farsa moral: o monstro nele provaria que estamos a salvo.

A verdade é que a maioria esmagadora agiria como todos os que colaboraram durante o terror fascista. Denunciaríamos judeus, gays, ciganos, comunistas, desgraçados de todos os tipos. E por alguma causa maior? Não, denunciaríamos apenas para garantir nosso cotidiano.

Venha cá, caro leitor. Acompanhe-me neste exercício com o hipócrita. Você, hipócrita, perderia o emprego por um desconhecido? Abriria mão de melhorar sua situação social para defender uma mulher e suas duas filhas estranhas, que não tomam banho há dias? Perderia a chance de "garantir" o futuro do seu filho, incitando-o a combater o poder que pode lhe ser favorável? Escolheria essas estranhas, mesmo que sob dura crítica da mulher ou do homem que dorme com você e torna sua vida viável? Saberia responder ao seu filho a seguinte questão: "quem você ama mais? Eu ou essas estranhas?".

Provavelmente você produziria o que Woody Allen, em seu maravilhoso "Crimes e Pecados", chama de "racionalizações": "Não tenho nada a ver com essa gente", "Atrapalham nossa vida mesmo", "Deve haver uma razão para serem tratados dessa forma" ou "Melhor cuidar dos meus filhos". Enfim, viraria de lado, trocaria o canal da TV, e dormiria seu sono profundo. Sessenta anos depois, fica fácil desfilarmos, entre taças de vinho, juras morais. Se situações semelhantes se repetirem (e não falo de grandes catástrofes políticas), faremos o mesmo em nossa família, em nosso trabalho, em nossas relações sociais próximas. Assédio moral, indiferença, oportunismo, medo, são todos faces desta banal maldade humana.

No filme "Um Homem Bom", a bela esposa do homem bom, quando o vê pela primeira vez vestido com o seu uniforme da SS (coisa que ele detestava), não resiste, cai de joelhos e lhe faz um delicioso sexo oral. Eis nosso prêmio.

O pior canalha pode dizer o jargão 'por uma sociedade mais justa'.
agosto de 2010

Artigos de Luiz Felipe Pondé.

Colégio Militar do Rio afasta capitão suspeito de pedofilia

colegio_Aman

O capitão de intendência L.E.D.F., 35, foi afastado do tradicional Colégio Militar (foto), na Tijuca, Rio, onde está ligado à disciplina de Educação Física, e ficou preso por 30 dias por suspeita de ser pedófilo.

A PE (Polícia do Exército) encontrou na sala do oficial CDS e DVDs com fotos pornográficas de crianças. Em um disco rígido externo de grande capacidade de armazenamento e no laptop dele também havia fotos de pedofilia.

A informação é do jornal carioca O Dia, que não conseguiu saber se, na coleção do capitão, há fotos de crianças e adolescentes do colégio.

Solto na semana passada, agora L.E.D.F. vai responder a um IPM (Inquérito Policial Militar).
Ele se formou com distinção em 1996 na Aman (Academia Militar das Agulhas Negras). Estava servindo no Rio dede 2007.

Em março deste ano, foi diretor de prova de esgrima da Sétima Copa Aman de Pentatlo Moderno.

> IPM conclui que morte de cadete foi de 'causa desconhecida'.
outubro de 2008

sábado, 25 de julho de 2009

Cerca de 700 mil crianças ‘sem-pai’ nascem por ano no Brasil

Emocionalmente, dar presente (ou prestar homenagem) é tão importante quanto recebê-lo. E no entanto todo segundo domingo de agosto, Dia dos Pais, cerca de 30% dos brasileiros não têm a quem dar presente porque desconhecem o seu pai. Estima-se que a cada ano o número de crianças que nascem de pai desconhecido seja de 700 mil.

A cineasta Susanna Lira, 37, uma “sem-pai”, fez o documentário “Nada sobre o meu pai”, onde expõe “histórias de amor que querem e poder ser vividas”, conforme disse a Ruth de Aquino, de Época.
Uma dessas histórias é a de um homem cuja vergonha de estar preso se equipara com a de ter pai desconhecido.

Outra história é a de Marco Paulo. Aos 30 anos de idade, ele ainda se incomoda e certamente se incomodará para o resto da vida com os XXX que aparecem em sua certidão de nascimento, no campo destinado ao nome do pai.

Susanna afirma que foi criada por uma mãe “forte e guerreira”, como tantas outras que assumem sozinhas a criação dos filhos.

Mas ainda assim o pai sempre faz falta. O que, aliás, os psicólogos e psiquiatras sabem desde sempre, mas o documentário consegue dar a idéia da dimensão que assume tal carência emocional na população brasileira. Tanto que 80% dos jovens infratores são só “filhos só da mãe”.

Mauricio-Miguel-Gadbem Para o psiquiatra e psicanalista Maurício Miguel Gadbem (foto), a ausência do pai, ainda que seja por omissão, por desinteresse pela vida do filho, é uma das principais causas que levam os jovens às drogas.

Em seu consultório e na Clínica Cristália, em Itapira (SP), ele vem observando há mais de 20 anos que a maioria dos usuários compulsivos de drogas ou não conheceram seus pais ou são filhos adotivos. “Essas pessoas se negam a amadurecer.”

O documentário mostra um menino de 13 anos de Porto Alegre que é muito bem cuidado pela mãe, mas ele diz: “Queria meu pai pra jogar bola comigo”.

Para a filósofa e socióloga Ana Liese, que foi consultora de Susanna no documento, a imagem do pai desse menino vai lhe fazer falta o resto da vida.

“Esses homens [os pais desconhecidos] nem suspeitam que são o maior objeto do desejo de seu filho ou sua filha”, diz Ana.

Susanna completa: “A ausência do pai é um vazio que não é preenchido, é parte do significado da existência que você não consegue entender".


sexta-feira, 24 de julho de 2009

Brad Pitt afirma ser 20% ateu e 80% agnóstico

Brad Pitt (foto) assumiu ser ateu. Na verdade, segundo o site PerezHilton, ele disse ser “20% ateu e 80% agnóstico”.

O ator americano não quis se alongar sobre o assunto, segundo a Reuters, afirmando apenas, com ironia, que vai confirmar a existência ou não de Deus quando morrer. “Até lá, não há motivos para se pensar nisso”.

No Brasil, entre os famosos ateus estão Paulo Autran, Chico Buarque, Arnaldo Jabor, Camila Pitanga e o médico Drauzio Varella.

Exceto Varella, eles também evitam discutir o ateísmo em público. Uns porque temem sofrer discriminação, que é o caso da Camila, e outros porque não querem ser acusados fazer de proselitismo, de quer impor o seu ponto de vista, coisa típica dos sacerdotes e pastores.

Brad Pitt afirma que sua infância foi sufocada pela religião da família.
maio de 2011

Ateísmo.

Pastor americano pega 175 anos de prisão por pedofilia

Tony-Alamo

O pregador evangélico Tony Alamo (foto), 74, foi condenado nesta sexta (24) a 175 anos de prisão nos Estados Unidos pela prática de pedofilia. Ele se tornou conhecido por fazer pregações preferencialmente em ruas e praças movimentadas.

Ele também terá de pagar multas de US$ 250 mil (cerca de R$ 474 mil) – quantia que nada representa para a igreja milionária de Alamo.

Aos jornalistas, ele disse que é mais um profeta punido por pregar o Evangelho.

A condenação foi anunciada na presença do pastor e de cinco de suas vítimas. Uma delas teve de ser “casar” com ele quando tinha oito anos.

Os advogados do pastor informaram que vão recorrer da condenação. As informações são da AP.

> Preso pastor que engravidou duas jovens 'escolhidas por Deus'
julho de 2010

> Casos de pastores evangélicos pedófilos.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Volta para a cadeia o pastor que abusava de fiéis com óleo de unção

O pastor Laertes Rogério Berbek, 38, da Igreja do Evangelho Quadrangular, recorreu em liberdade da condenação sob a acusação de estupro e atentado violento ao pudor, mas perdeu. A Justiça acaba de confirmar a sentença, e ele teve de voltar para a cadeia.

Em 2005, Berbek foi condenado a quatro anos de reclusão e um ano de cinco meses de detenção em regime fechado. Na época, ele era o responsável por um templo em Jardim, cidade de 24 mil habitantes de Mato Grosso do Sul que fica a 233 km de Campo Grande, a capital do Estado.

A polícia apurou que Berbek aproveitava-se das fiéis  emocionalmente frágeis que o procuravam à procura de amparo espiritual.

Em alguns casos, para abençoar a mulheres, ele passava o óleo de unção no corpo delas, e o líquido acabava sendo usado como lubrificante sexual.

Pelo menos oito mulheres deram queixa na polícia. Elas disseram que tiveram relações sexuais com pastor várias vezes porque foram ’hipnotizadas’ pelo óleo santo durante as orações.

A perícia policial examinou o líquido para averiguar se continua algum tipo de entorpecente, mas confirmou  que era mesmo óleo de unção.

O pastor ficou na cadeia apenas três meses. No dia 5 de abril de 2005 foi solto por intermédio de um habeas corpus para recorrer da condenação em liberdade.

Ao sair da cadeia, ele foi recebido com festa por Marilda de Fátima, sua mulher, e integrantes da igreja. Ele disse que ia provar sua inocência e que estava sendo vítima de um complô. Houve uma carreata na cidade.

Em julho daquele ano, a igreja o transferiu para Curitiba (PR), onde agora vai cumprir a condenação.

Com informação de Campo Grande News, Midiamax e Consul.

 Pastores pedófilos.

Adúlteras das Ilhas Maldivas são condenadas a chicotadas

Nas Ilhas Maldivas, desde 2006, cerca de 150 mulheres e 50 homens foram condenados por tribunais mulçumanos a chicoteadas em público por cometer adultério. A informação é do site do Huffington Post.

Maldivas

As Maldivas são uma república constituída por 1.196 ilhas no Oceano Índico, ao sudoeste do Sri Lanka e da Índia. Apenas 203 das ilhas são habitadas.

O conjunto de ilhas já foi colônia de Portugal, da Holanda e da Grã-Bretanha. Possui 400 mil habitantes, e a religião predominante é o Islã.

O número de chicoteadas varia de acordo com o caso. No início deste mês, uma mulher de 18 anos não aguentou mais de cem e desmaiou.

A jovem teria tido relações sexuais com dois homens, em diferentes oportunidades, e foi condenada mesmo não sendo casada com nenhum deles.

Ela ficou grávida, o que foi considerado como prova do seu ‘crime’.

Os dois supostos parceiros dela foram considerados inocentes. Eles teriam sido vítimas da sedução da jovem devassa.

Para mostrar o quanto é magnânimo, Abdulla Mohamed, chefe do Tribunal Penal, só aplicou a condenação à jovem após o nascimento do bebê.

Ele disse que o principal objetivo das chicotadas não é ferir adúlteras e adúlteros, mas impedir que o crime seja cometido por outras pessoas.

Tanto que, acrescentou Mohamed, que o chicoteador não pode levantar o braço acima do seu ombro quando estiver aplicando a pena. É para que o chicote doa menos.

> Casos de traição.

Aí o médico levantou a camisola da paciente atordoada e a estuprou

Sob efeito de medicamentos e se sentindo frágil, sem forças, a paciente não pôde reagir quando o médico Roger Abdelmassih, 65, aproximou-se, levantou a camisola dela, abaixou a sua calça, pôs o pênis para fora e a estuprou.

Esse é um dos depoimentos que constam no relatório do inquérito policial sobre as 61 mulheres que acusam o especialista em reprodução in vitro de abuso sexual.

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Trecho do depoimento de uma ex-paciente

Outra ex-paciente afirmou que Abdelmassih tocou nos seios dela e quis beijá-la. “Ele tentou colocar a língua dentro de minha boca.”

Uma terceira ex-paciente contou que os ataques do médico ocorriam geralmente no pós-operatório. “Ele beijava e a gente ficava confusa, achando que se tratava do efeito da anestesia.”

O Jornal da Band teve acesso aos seis volumes do relatório final do inquérito da Polícia Civil de São Paulo. Ali estão em detalhes as acusações ao médico.

Os advogados do médico afirmam não haver prova de que tenha existido abuso sexual. “O doutor Roger jamais praticou qualquer ato ilícito”, disse o criminalista José Luis Oliveira Lima, 44, um dos dois advogados contratados pelo especialista.

Abdelmassih não quis dar entrevista.

O médico voltou recentemente da Europa e, apesar da gravidade e da quantidade das acusações, sem nenhum paralelo no Brasil, ele continua trabalhando normalmente na sua clínica em São Paulo, segundo apurou o telejornal.

O CRM (Conselho Regional de Medicina) do Estado de São Paulo abriu uma sindicância, a 2067/2009, e não cogita a possibilidade de afastar o médico de suas atividades pelo menos até que as denúncias sejam apuradas e o processo judicial finalizado, de modo a decidir então pelo cancelamento ou não do registro profissional do especialista.

Roger-AbdelmassihNo dia 23 de julho, a polícia indiciou [acusou formalmente] o médico (foto) por estupro e atentado violento ao pudor. O inquérito foi remetido ao Ministério Público do Estado de São Paulo, que vai encaminhá-lo à Justiça. Se for condenado, o médico poderá pegar até 30 anos de prisão.

Os advogados de Abdelmassih tentaram anular o indiciamento com o argumento de que não houve o amplo direito de defesa porque eles não tiveram acesso aos depoimentos de algumas das ex-pacientes. No dia 29, o STF (Supremo Tribunal Federal) negou o pedido apresentado pelos advogados.

De acordo com o inquérito policial, as ex-pacientes demoraram para denunciar o abuso por temer não realizar o sonho da maternidade. Algumas delas afirmaram que também tinham medo de sofrer represálias do médico.

Mas agora, disse uma ex-paciente, “eu quero este homem na cadeia.”

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Ex-paciente fala à reportagem da Band

> Caso Roger Abdelmassih.

terça-feira, 21 de julho de 2009

‘Apóstolo’ concede a Kaká a unção de presbítero da Renascer

No domingo, 19 de julho, Kaká, jogador da Seleção Brasileira e do Real Madrid, recebeu de Estevam Hernandes, autoproclamado apóstolo, e da ‘bispa’ Sônia a unção de presbítero da Igreja Renascer em Cristo.

Como presbítero, Kaká agora está pronto para ser consagrado pastor, que é o desejo dele.

O jogador vem dizendo que, quando deixar do futebol, vai se dedicar à Renascer. Como Caroline Celico, a mulher dele, anunciou que abrirá um templo em Madrid, é possível que Kaká concilie suas atividades de jogador com a de pastor.

Antes de derramar o óleo da unção sobre a cabeça de Kaká, Estevam disse que o submeteu a uma prova para ser consagrado como presbítero.

“Posso garantir que a prova foi dura, muitos bispos tentaram a primeira vez e não conseguiram passar”, disse o fundador da Renascer. Mas Kaká passou com bom desempenho, segundo Estevam.

O ‘apóstolo’ falou que vinha dando aulas ao jogador desde 2007.

Kaká disse estar agradecido a Deus pelo sucesso de sua carreira de jogador. Ressaltou que a sua contratação pelo Real de Madrid é uma das “três maiores transações de futebol do mundo”.

Para Carolina, foi Deus que possibilitou que o time espanhol tivesse dinheiro nesta época de crise econômica para contratar Kaká.

A cerimônia se realizou em um templo da Renascer na Flórida, nos Estados Unidos, e foi transmitida via satélite aos fiéis brasileiros.

Estevam e Sônia estão se preparando para voltar ao Brasil. Eles cumpriram pena de 140 dias de prisão em períodos alternados na Flórida porque entraram nos Estados Unidos com cerca de US$ 56,5 mil (cerca de R$ 107 mil) não declarados. Havia dólares escondidos até dentro de uma Bíblia.

Contra os dois fundadores da Renascer, tramitam pela Justiça brasileira vários processos nos quais são acusados de lavagem de dinheiro e de calotes, entre outros golpes.

Servo da Igreja Renascer

De cada 1 mil adolescentes, dois serão vítimas de homicídio

Levantamento do Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro confirma que o índice de homicídios de adolescentes brasileiros é um dos mais elevados do mundo.

homicidios

O IHA (Índice de Homicídio na Adolescência) médio do Brasil é de 2,03. Isso significa que, de cada 1 mil adolescentes, 2,03 serão vítimas de morte violenta.

Em parceria com a Unicef, a Uerj colheu os dados em 267 municípios sobre as causas de mortes entre jovens de 12 a 19 anos em cidades com mais de 100 mil habitantes.

A cidade campeã é Foz do Iguaçu (PR), com IHA de 9,7. Ou seja, a cada 1 mil adolescentes, quase 10 são assassinados por ano.

Governador Valadares (MG) está em segundo lugar, como 8,5, e Cariacica (ES) em terceiro, com 7,3.

Tida pelo noticiário como uma das cidades mais violentas do Brasil, o Rio está na 21ª posição, com 4,0 de IHA. São Paulo ocupa o 151º lugar, com 1,4 – bem abaixo, portanto, da média brasileira.

O estudo mostra que, para os homens, a probabilidade de morrer por homicídios é 12 vezes maior em relação às mulheres.

Os riscos de os jovens negros morreram por violência são o dobro em relação aos brancos, na média do país.

Em Rio Verde (GO), registrou-se a maior probabilidade: lá, as chances de os adolescentes negros serem mortos por violência são 40 vezes maior do que os brancos da mesma faixa etária.

Pelo levantamento, cujos dados são de 2006, os homicídios respondem por 46% das mortes entre os jovens. Do total de óbitos, 26% foram por causas naturais, 22% por acidentes, 3% de suicídios e 3% de causas indefinidas.

Divulgados nesta terça (21) pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, o levantamento estima que o total de jovens assassinados nos período de 2006 a 2013 chegue a 33.504.

> Download da íntegra da pesquisa do IHA, em pdf. (7,3MB)

> Índices de homicídios.

Índices de mortes violentas

Uma brasileira é assassinada a cada duas horas em média.
julho de 2010

Mulheres negras no Rio sofrem mais violência que as brancas.
maio de 2010

> Uma vida foi poupada a cada 18 armas apreendidas em São Paulo.
abril de 2010

> Risco de negro se vítima de homicídio é 130% maior.
março de 2010

A cada 27 pessoas presas no Rio, uma é morta pela polícia.
dezembro de 2009

> Violência matou 27 mil jovens em 2008, revela IBGE.
novembro de 2009

> A cada 1 mil adolescentes, dois serão vítimas de homicídio.
julho de 2009

> Brasil é campeão em mortes de torcedores de futebol.
julho de 2009

> Brasil é o 5º no ranking de homicídio juvenil.
novembro de 2008

> Taxa de homicídios em SP fica perto do aceitável pela ONU.
outubro de 2008

> Homicídios no Brasil superam a média mundial.
setembro de 2008

> Revista britânica destaca que a violência caiu no Brasil.
agosto de 2008

> Polícia do Rio é a que mais mata no mundo já desde 2003.
julho de 2008

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Brasil é campeão em mortes de torcedores de futebol

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Da Agência Brasil

Nos últimos dez anos, 42 torcedores morreram em conflitos dentro, no entorno ou nos acessos aos estádios de futebol. Os dados foram contabilizados e estudados pelo sociólogo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universo, Maurício Murad, baseado em dados fornecidos por jornais, revistas e rádios das principais cidades do país entre os anos de 1999 e 2008. As informações foram mais tarde checadas nos Institutos Médico Legais (IMLs) e nas delegacias de polícia das cidades onde as mortes ocorreram.

"Quando começamos a fazer o levantamento, o Brasil estava em terceiro lugar na comparação com outros países no número de óbitos. A ordem era Itália, Argentina e Brasil. Hoje, dez anos depois, o Brasil conquistou o primeiro lugar. É uma conquista trágica, perversa", afirmou o professor.

Essa constatação deveria ser uma grande preocupação para um país que vai abrigar um grande evento como a Copa do Mundo de 2014, disse.

A intensificação dos conflitos entre os torcedores deve-se, segundo o professor, ao fato de não ter ocorrido aqui uma reação a esse tipo de violência, tal como fez a Itália, promovendo reformas na legislação até para punir os dirigentes que incitam a violência.

A proporção dos óbitos vem aumentando nos últimos cinco anos. Se no período de dez anos a média é de 4,2 mortes a cada ano, no período entre 2004 e 2008 o número de mortos totaliza 28 -uma média de 5,6 mortos por ano.

A proporção é ainda bem maior se contabilizados apenas os dois últimos anos: 14 mortes ocorreram entre 2007 e 2008, uma média de sete mortos por ano.

A maior parte dos mortos, de acordo com a pesquisa, era composta por jovens entre 14 e 25 anos, de classe baixa ou média baixa, com escolaridade até o ensino fundamental e, em geral, desempregada. E também foi constatado que, em grande parte, esses torcedores não eram ligados a práticas de violência.

"Em quase 80% dos óbitos, as pessoas não tinham nenhuma ligação com setores violentos ou delinquentes de torcidas organizadas. Apenas em 20% é que os óbitos eram de pessoas ligadas a grupos de vândalos", afirma Murad.

A pesquisa de Murad propõe como soluções de combate a essa violência nos esportes, no curto prazo, ações mais repressivas tais como a proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios; o controle da venda de ingressos, proibindo a ação de cambistas, e o aumento da oferta do transporte coletivo principalmente na saída dos estádios.

"Chegar aos estádios, cada um chega mais ou menos numa hora, mas sair, sai todo mundo junto. Ali é que mora o perigo. E quanto mais rápido a multidão escoar, menor é a possibilidade de violência, de roubo e de brigas", conclui. (Elaine Patricia Cruz)

> Índices de homicídios.

Mil pênis são amputados por ano pelo SUS por causa de câncer

Cerca de mil brasileiros são submetidos anualmente à amputação de pênis pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em consequência de câncer, informa a SBU (Sociedade Brasileira de Urologia).

Tais amputações poderiam ser evitadas, porque a prevenção a esse tipo de câncer consiste em apenas manter a higiene da área genital, informa o médico Aguinaldo Nardi, coordenador de campanhas públicas da SBU.

“Na fase inicial, o tratamento da doença é simples”, diz. “Basta tirar a lesão, e o paciente fica curado.”

O médico lamenta o fato de os brasileiros não se consultarem com frequência com um urologista. Além disso, há o agravante de haver poucos médicos urologistas que atendem pelo SUS.

Nardi adverte que o médico tem de ser procurado toda vez que uma lesão no pênis não sarar em 15 dias, no máximo.

Dados levantados em 2007 pelo SBU revelam que a doença se manifesta preferencialmente em pacientes brancos, de baixa renda, não circuncidados no nascimento e moradores no Norte e Nordeste.
Do total dos casos, 81,62% ocorreram em homens acima de 46 anos.

O HPV (vírus transmitido em relações sexuais) é um dos fatores que predispõem ao câncer de pênis. Geralmente, a presença dele se manifesta com uma verruga, que é contagiosa, provocando, inclusive, outros tipos de câncer, como o do colo na mulher, no útero.

Zico está participando da campanha de prevenção à doença deste ano. Em 2007, o ex-jogador da Seleção Brasileira e atual técnico do time russo CSKA já tinha ajudado a SBU.

“Muita gente se assustou quando fiz a campanha”, diz Zico, que nunca sofreu da doença. “A repercussão foi muito boa, porque existe desinformação sobre a incidência desse câncer.”

Joel decepa sua mão direita e pênis 'porque Deus quis'.
outubro de 2008

Campanhas de interesse público.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Time contratou Kaká com dinheiro de Deus, afirma mulher do jogador

Kaká e Carol tiveram a
ajuda do 'dinheiro de Deus'
Ao falar de um púlpito da Renascer na Flórida, Estados Unidos, Caroline Celico (foto), mulher do Kaká (foto) e pastora da igreja, disse que foi Deus que arrumou dinheiro ao Real Madrid para que pudesse contratar o jogador. A informação é da Mônica Bergamo, da Folha.

“Como pode no meio da crise [da economia mundial] alguém ter dinheiro?”, perguntou Caroline, para ela própria responder que foi uma decisão divina.

O Real Madrid pagou € 65 milhões de euros (R$ 180 milhões) ao Milan pela transferência de Kaká.

"O Senhor estava nos querendo lá em Madri", disse a mulher do jogador.

Em vídeos no Youtube, Caroline informa que vai abrir uma igreja da Renascer em Madri.


Carol se arrepende de ter atribuído contrato de Kaká ao dinheiro de Deus.
novembro de 2011


Na Flórida, Caroline disse que teve o seu primeiro “encontro com o Senhor” ao 15 anos, ao entrar em templo da Renascer em Lins (SP).

“Vi pela primeira vez jovens lindos numa igreja. Normalmente, não é assim. A gente é diferente mesmo”, disse.

Olhando para a bispa Sônia Hernandes, fundadora da Igreja, Caroline disse: “Vocês derrubam o inferno só com a beleza. Amém.”

Para a bispa, “enquanto papai tá fazendo gol, a gente vai aqui pisar na cabeça do diabo”.

'Apóstolo' concede a Kaká a unção de presbítero da Renascer.
julho de 2009

Kaká usa Copa e Seleção Brasileira para promover filme evangélico.
junho de 2010

Fanatismo religioso.    Religião nos esportes.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Bispo britânico teme que gripe suína se prolifere na água benta

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Ao que se sabe, até agora ninguém ainda contraiu a gripe suína após se benzer com água benta. Mas o bispo John Gladwin, da Igreja Anglicana de Chelmsford, no sudeste da Inglaterra, recomendou às igrejas de sua diocese para que esvaziem as pias de água benta, de modo que ali não se prolifere o vírus da doença. A informação é da BBC Brasil.

A ironia é que, pela tradição da Igreja Católica, a água benta, que contém uma pequena porção de sal, purifica os fiéis, afastando-os do Satanás e dos males em geral. Exceto, como se sabe agora, da gripe suína.

O bispo Gladwin mostrou-se pragmático: embora acredite no poder da oração, mandou que os sacerdotes usem gel desinfetante antes de manusear o pão e cálice sagrado para dar a comunhão aos fiéis. “É para diminuir a possibilidade de espalhar o vírus”, disse.

Ele também pediu aos clérigos que, em vez de visitar os doentes, telefonem ou mandem e-mail.

“Caso a visita seja absolutamente necessária, se alguém está tão doente que pode estar à beira da morte, o sacerdote deve usar luvas, avental e máscara facial”, diz documento que ele distribuiu às igrejas de sua paróquia.

Na Argentina, onde se registra o segundo maior número de mortos até agora, 137, algumas igrejas suspenderam a realização de missa, para evitar a aglomeração de pessoas.

No Brasil, a situação está sob controle, é o que o governo diz, mas preocupa: já morreram quatro pessoas e existem mais de mil internadas, algumas em estado grave. Além disso, a Argentina é logo ali. O fluxo de pessoas entre os países é grande. Já houve brasileiro que se contaminou lá.

Como a transmissão da doença ocorre com muita facilidade, talvez o governo brasileiro venha a recomendar que se evita as aglomerações, o que incluiria as de cunho religioso. Cultos com milhares de pessoas, como os da Igreja Universal do Reino de Deus, podem vir a ser um banquete ao vírus da gripe suína.

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Aglomerações como as da Igreja Universal facilitam a transmissão do vírus da gripe suína

> País com mais doenças tem mais religiões. (agosto de 2008)

CQC mostra ‘tiozinhos’ assediando adolescente pela internet

 

> Diretor do Cristo Rei fingia na internet ser a jovem Thais Cooler. (março de 2009)

Acabou a era de privacidade. Com a informática, tudo se sabe

por Bruce Shneier, do Sheier.com

Se seus dados estiverem on-line, eles não são privados. Talvez eles pareçam privados. Certamente, só você tem acesso ao seu e-mail. Na verdade, você e o seu provedor. E o provedor de seu remetente. E qualquer provedor das principais conexões de internet que por acaso acompanhe o percurso desse e-mail do remetente até você.

Se você lê seu e-mail pessoal no trabalho, a sua empresa tem acesso a ele. E, se instalar mecanismos de rastreamento nos pontos certos, a Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) e qualquer outro órgão de inteligência do governo norte-americano, também.

É evidente que você poderia codificar o seu e-mail, mas poucos entre nós fazem isso. A maioria das pessoas agora usa webmail. O problema é que, normalmente, seus dados on-line não estão sob seu controle. Seu webmail está menos sob seu domínio do que poderia estar se suas mensagens fossem baixadas em seu computador.

Se você usa o Salesforce. com, está contando com essa empresa para proteger seus dados. Se usa o Google Docs, você está confiando no Google. Esse é o motivo pelo qual o Centro de Informações sobre Privacidade Eletrônica (Epic, na sigla em inglês) registrou queixa na FTC (agência reguladora governamental norte-americana): confiamos no mecanismo de segurança do Google, mas não sabemos o que ele é.

Isso é uma novidade. Há 20 anos, se alguém quisesse vasculhar a sua correspondência, teria de invadir a sua casa. Agora, essa pessoa pode simplesmente entrar no seu servidor. Há dez anos, suas mensagens de voz eram guardadas em uma secretária eletrônica no seu escritório; agora, estão em um computador que pertence a uma empresa de telefonia.

Suas movimentações financeiras encontram-se em websites remotos, que são protegidos apenas por meio de senhas; os dados sobre os empréstimos que você fez são recolhidos, armazenados e vendidos por empresas que você nem sequer sabe que existem. E mais dados estão sendo gerados. Listas de livros que você compra, assim como de livros pelos quais você dá uma passada de olhos, são armazenadas em computadores das livrarias.

Seu cartão de fidelidade informa ao seu supermercado quais alimentos você aprecia. O que era uma moeda anônima colocada em uma cabine de pedágio transformou-se em pedágio eletrônico, que registra em que estrada você esteve e quando. 

O que costumava ser uma conversa cara a cara tornou-se agora um bate-papo eletrônico, uma troca de mensagens de texto por celular ou uma conversa no Facebook.

Quanto a nossa segurança e privacidade, não temos nenhuma escolha, além de confiar nessas empresas, mesmo que elas tenham pouca motivação para nos proteger. Tanto a ChoicePoint e a Lexis Nexis (empresas de internet norte-americanas de banco de dados) quanto o Bank of America ou a T-Mobile não assumem os custos relacionados a violações de privacidade ou a roubos de identidade digital.

Essa perda de controle sobre nossos dados tem outros efeitos também. Nossas proteções contra casos de abuso policial foram drasticamente diluídas.

Os tribunais têm autorizado a polícia a investigar nossos dados sem um mandado se esses dados se encontrarem sob o domínio de terceiros. Se a polícia quiser ler um e-mail no seu computador, ela precisa de um mandado, mas isso não será preciso se o e-mail for lido a partir dos arquivos de backup localizados em seu provedor.

Isso não é um problema tecnológico, é um problema jurídico. Os tribunais precisam reconhecer que, na era da informação, privacidade virtual e privacidade física não têm as mesmas fronteiras. Nós deveríamos ser capazes de controlar nossos próprios dados, independentemente de onde eles estivessem armazenados. Deveríamos ser capazes de tomar decisões sobre a segurança e a privacidade de nossos dados e ter respaldo legal no caso de as empresas falharem em honrar essas promessas. (Tradução de FABIANO FLEURY DE SOUZA CAMPOS, para a Folha)

> Redes sociais.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Maestro britânico e sua mulher morrem de suicídio assistido

BRITAIN OBIT DOWNES Caractacus e Boudicca, filhos do conhecido maestro do Reino Unido Edward Downes (foto) e de Joan, informaram que os seus pais morreram em uma clínica de suicídio assistido na Suíça. A notícia foi publicada pelo The Guardian desta terça (14)

Downes estava com 85 anos e Joan, 74,

De acordo com o comunicado dos filhos, os dois estavam muito doentes e “morreram pacificamente”, do jeito que escolheram.

A agência AP reproduz o seguinte trecho do comunicado:

"Depois de 54 anos juntos e felizes, eles decidiram por acabar com a própria vida a lutar contra sérios problemas de saúde. Nosso pai, que aos 85 anos estava quase cego e cada vez mais surdo, teve uma longa, vigorosa e distinta carreira como maestro. Nossa mãe, que tinha 74 anos, começou a carreira como bailarina e, posteriormente, trabalhou como coreógrafa e produtora de TV, antes de dedicar os últimos anos de sua vida a trabalhar como assistente pessoal do nosso pai. Eles viveram uma vida plena e consideravam-se extremamente sortudos, tanto profissionalmente como pessoalmente".

Downes trabalhou com a filarmônica BBBC e com a Royal Opera House, entre outras.

> Portugueses procuram clínica suíça de suicídio assistido. (fevereiro de 2009)

> Casos de suicídios

Psicóloga evangélica que diz curar gay pode ser cassada por conselho

Rozangela-Alves-Justino A psicóloga e evangélica Rozângela Alvez Justino (foto) afirma que vem curando pessoas do homossexualismo há mais de 21 anos e, nesse sentido, tem o testemunho de vários de seus ex-pacientes.

Agora, ela corre o risco de ter o seu registro profissional cassado sob a acusação de conselhos regionais de psicologia e de entidades representantes de gays de exercer a profissão valendo-se de um preconceito contra os homossexuais.

O CFP (Conselho Federal de Psicologia) fará reunião no próximo dia 31 para decidir o seu caso. Se houver cassação do registro, será a primeira condenação tendo como causa o preconceito sexual. Uma antiga resolução do conselho proíbe que os profissionais considerem a homossexualidade como doença. Em 2007, o Conselho Regional do Rio a puniu com uma censura pública.

>  Psicóloga desiste de atender quem quer deixar de ser gay.
16 de novembro de 2009   

Em seu blog, a psicóloga diz que é ela que sofre de discriminação por parte dos ativistas gays, inclusive e principalmente daqueles que fazem parte dos conselhos regionais de psicologia.

Afirma que o preconceito contra ela é reforçado pelo fato de dar orientação religiosa a seus pacientes, o que sempre assumiu, embora não faça pregação. Ela se sente direcionada “por Deus para ajudar as pessoas que estão homossexuais”, conforme disse a Vinícus Queiroz Galvão, da Folha.

A psicóloga acusa os ativistas gays de estarem jogando os defensores da heterossexualidade na fogueira da inquisição.

A psicóloga tem feito uma campanha contra as pessoas e entidades que querem impedi-la de exercer a liberdade de expressão, diz.
ex-gays
Campanha dos partidários da psicóloga

Em locais como a praça dos Três Poderes e a sede do CFP, em Brasília, apartidários da psicóloga têm feito manifestações com faixas com dizeres como “movimento de apoio aos que voluntariamente desejam deixar a atração pelo mesmo sexo”.

Rozângela informa que, se tiver o seu registro profissional cassado, recorrerá à Justiça com o argumento de que, entre outros, não obriga ninguém a se tratar com ela.

> 45% dos brasileiros assumem ter preconceito contra gays.
maio de 2009

> Grupo evangélico lança camiseta para ex-gay, ex-fornicador etc.
fevereiro de 2009

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Livro conta a historia de A'isha, a preferida das 12 mulheres de Maomé

Chegou ao Brasil, pela editora Record, o polêmico livro “A Joia de Medina”, da jornalista americana Sherry Jones. Trata-se da história de A'isha, uma das 12 esposas do profeta Maomé (570-632), o fundador do Islã. Ela se transformou na preferida dele.

Hoje, pelos padrões morais do Ocidente, Maomé seria pedófilo: quando se casou com a A'isha, ele estava com 50 anos e ela, com 9. A menina foi prometida a Maomé quando tinha cinco anos.

Quando se casou com Maomé, A'isha estava apaixonada por um rapaz. Mas ela se afeiçoou ao profeta, tornando-se, inclusive, conselheira dele e, entre as esposas, a preferida. A moça era esperta e inteligente.

Como era de se esperar, os muçulmanos fanáticos estão furiosos com a publicação do livro. Muitos empresários do setor livreiro tremeram as pernas de medo, como se uma das instituições mais elevadas da sociedade ocidental, a liberdade de expressão, devesse se curvar a um bando de obscurantistas.

Várias editoras recusaram o livro. Houve ameaça de bombas em uma editora da Inglaterra e a Random House, conceituada editora americana, desistiu de publicar o livro depois de ter firmado um contrato de US$ 100 mil com a autora.

Em Portugal, o livro foi recusado por duas ou três editoras, até que foi aceita por uma pequena,
Os muçulmanos se sentem ofendidos porque, para eles, uma das mulheres do Maomé, a menina A'isha, jamais desejaria outro homem que não fosse o profeta.

Irrita também os fanáticos o fato de o Islamismo ser visto no livro a partir do ângulo de uma mulher, um ser inferior ao homem, segundo eles.

Alguns trechos do livro, como aquele no qual A'isha diz que em uma noite recebeu Maomé usando roupa de dormir “sem nada por baixo, a não ser a pele”, são considerados ofensivos pelos fundamentalistas da religião.

Sherry conta que decidiu escrever o livro porque, ao se debruçar como jornalista sobre a cultura islâmica por causa dos ataques terroristas de 11 de setembro, ficou abismada com o desdém que há pelas mulheres nos países onde essa religião é majoritária. Ela se fixou em A'isha porque a menina, quando se tornou adulta, teve grande influência no Islã, importância que lhe é negada.

A'isha acabou ocupando o lugar da principal esposa de Maomé, ela pegou em espada contra os inimigos e foi bondosa com o povo, tanto que passou a ser conhecida como Mãe dos Pobres.

Há quem critique o livro por imprecisões históricas que contém e por sua suposta intenção de transformar uma história sagrada em pornografia soft. É o que pensa, por exemplo, Denise Spellberg, professora americana de história do Oriente Médio.

Mas, a rigor, mais importante do que o livro diz ou deixa de dizer é a sua publicação, porque, assim, se reafirma algo maior do que todas as religiões juntas: a liberdade de o indivíduo expressar o que lhe vai pelos pensamentos e pela imaginação.

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Muçulmana sugere uso de mulheres 'importadas' como escravas sexuais.
junho de 2011

> Casos de fanatismo religioso.

domingo, 12 de julho de 2009

Funcionários do McDonald's zombam de menino gago

André (nome fictício) e sua mãe estavam tomando um lanche em uma loja do McDonald's do Rio.

Ana Paula Nogueira, a sua mãe, lhe pediu que fosse ao balcão e pedisse guardanapos. O menino foi e virou motivo de gozação dos funcionários.

André é gago. Ou, na linguagem médica, ele possui um distúrbio de linguagem chamado de disfemia.

O menino está sob tratamento. A disfemia pode ser curada ou atenuada, dependendo do caso.

Para que haja avanço no tratamento, é importante que as pessoas tenham um mínimo de respeito para com o portador de gaguez, de modo que ele possa se interagir, sem estar marcado pela discriminação. O que não houve naquela loja do Mac.

Por isso a 6º Câmara do TJ (Tribunal de Justiça) do Rio de Janeiro condenou a rede de fast food a indenizar a mãe do menino em R$ 4.000 pelo atendimento inadequado. A informação é do site do TJ.

Estima-se que 4% da população mundial tenham gagueira temporária. Dessa quantidade, em 1% a disfemia se torna definitiva.

> Casos de maus-tratos a crianças.

sábado, 11 de julho de 2009

Garota de 11 anos é a segunda vítima fatal da gripe suína

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Ampliação do vírus da gripe suína

Uma garota de 11 anos morreu no dia 30 de junho de gripe suína, a Influenza H1N1, em Osasco, cidade de 714 mil habitantes da Grande São Paulo.

O óbito só foi divulgado nesta sexta (10) pela Secretaria do Estado de São Paulo.

A menina começou a sentir febre, vômito e dor abdominal no dia 28 de junho. Piorou no dia seguinte, com febre de 30 graus, tosse e dores no corpo. Morreu seis horas depois de ter sido internada em um hospital particular da cidade. A informação é da Agência Brasil.

Só se soube que a menina estava com o vírus da gripe suína após a sua morte, por intermédio de exames de laboratórios. Pessoas da família dela estão sob tratamento porque contraíram a doença.

A população da cidade está preocupada, principalmente os moradores da rua Paulo Soares, no Jardim Santo Antônio, onde mora a família da menina.

É a primeira morte por gripe suína no Estado de São Paulo e a segunda no Brasil. A primeira foi em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, no dia 28 de junho.

Entre os pacientes internados (são mais de mil), pelo menos cincos casos são graves.

> Orientações sobre a gripe suína (Influenza A / H1N1).

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Morre o travesti do escândalo do Ronaldo, o Fenômeno

André Luiz Ribeiro Albertini, 22, o travesti Andréia Albertini, morreu na manhã de ontem (9), quinta. Ele ficou famoso ter se envolvido em uma confusão com o jogador Ronaldo, o Fenômeno, em abril do ano passado.

ronaldo-travesti Com a saúde bastante debilitada, o travesti (foto) tinha sido internado em um hospital de Mauá, na Grande São Paulo. Ele estava com sintomas de pneumonia e meningite. Morreu após dois dias de coma. O sepultamento será na manhã desta sexta em Mauá.

A dona de casa Sônia Maria Ribeiro, 49, a mãe do travesti, disse ao jornal “O Dia” que o seu filho era portador do vírus do HIV desde 2006.

O travesti morava em um flat em São Paulo.

Adoentado, ele teria ficado dias deitado sem se alimentar. A mãe desconfiou que estava havendo algo de errado porque não conseguia falar com ele por telefone.

A porta do flat teve de ser arrombada para que o travesti fosse mandado para o hospital, onde, ao chegar, os médicos disseram que, se ele sobrevivesse, ia ser como um vegetal.

Andréia foi manchete em jornais de todo o mundo quando ele, dois outros travestis e o jogador Ronaldo foram parar na 16ª Delegacia de Polícia, Barra da Tijuca, no Rio.

Os travestis acusavam o jogador de tê-los levados para um motel e não querer pagar o preço do programa.

Ronaldo disse que pensou que fossem garotas de programa e que, depois que eles souberam com quem estavam, tentaram extorquir R$ 50 mil para nada contar a imprensa.

Andréia disse que Ronaldo sabia desde o começo que estavam com travestis. Ele falou aos policiais e à imprensa que o jogador consumiu drogas.

Ronaldo negou que tenha pedido a um dos travestis que saísse do motel para comprar cocaína. Posteriormente, Andréia admitiu ter inventado a história.

Na época do escândalo, Andréia teve dias de holofotes. Deu entrevistas a revistas e a programas de tv e protagonizou o filme pornô “Ela é um Fenômeno”.

Sonia disse que o filho estava deprimido, mas normalmente era uma pessoa alegre. “Eu o amava muito e vou amá-lo para sempre”.

> Caso do envolvimento do Ronaldo com travestis.

Caso do envolvimento de Ronaldo com travestis

> Morre o travesti do escândalo do Ronaldo, o Fenômeno. (10 de julho de 2009)

> Travesti do caso Ronaldo se envolve em outra confusão. (24 de julho de 2008)

> Aventura com travestis não abala o prestígio de Ronaldo. (19 de julho de 2008)

> Caso Ronaldo-travestis inspira comercial da Bombril. (15 de maio de 2008)

>Travestis dizem que mentiram sobre Ronaldo. (6 de maio de 2008)

> Ronaldo não é nosso embaixador', afirma Unicef. (5 de maio de 2008)

> Ronaldo admite que ao se envolver com travestis fez 'grande besteira'. (5 de maio de 2008)

> TIM diz estar analisando contrato com Ronaldo. (3 de maio de 2008)

> Uma escorregada fenomenal de Ronaldo. (maio de 2008, reportagem da Veja)

> Travesti Andréia diz que Ronaldo sabia que estava com travesti. (1 de maio de 2008)

> Ronaldo, o Fenômeno, se envolve com três travestis. (29 de abril de 2008)

O conceito da internet é liberador, diz professor


O professor no curso de Comunicação Digital e coordenador do curso de Jogos Digitais da Unisinos, João Bittencourt conversou com a IHU On-Line, por e-mail, sobre como a internet está mudando nosso “jeito” de viver. Por isso, ele explica que a web não apenas oportunizou novos instrumentos de comunicação, como também disponibilizou novas formas de conhecimento e de relação e, desta maneira, está criando uma cultura “mais cooperativa, mais comunicativa, mais informada sobre qualquer coisa”. No entanto, ele diz que essa nova cultura pode gerar também uma sociedade “mais superficial, mais impaciente”.

Ainda que a internet e suas possibilidades estejam mudando nosso cotidiano em função das novas formas de fazer funcionar o mundo, Bittencourt salienta que “o século XXI irá tornar-se um caos caso se mantiver por mais alguns anos com esta mentalidade analógica”. O professor sugere que “a sociedade atual deve se conscientizar da importância do tele-trabalho” e, assim, mudar a lógica analógica com que atuamos hoje.

A entrevista.

Hoje, em sua opinião, quais são as tecnologias que moldam o mundo?

João Bittencourt - Acredito que a mais evidente, sem dúvida, é a internet. Trata-se de uma revolução na forma de comunicação e na produção de novos conhecimentos. Além disso, a cultura web acaba influenciando as pessoas no seu cotidiano “offline”. Por exemplo, o fato de algo não funcionar 24 horas, ou um serviço ser demorado ou muito complicado/burocratizado de ser feito, acaba nos irritando. Certamente isso é influência deste mundo online. Além da internet, destaca-se a questão da mobilidade. A possibilidade de acessar a web de um celular, a qualquer hora, em qualquer lugar, é algo fascinante.

Como o senhor vê a aproximação do Direito ao campo da Comunicação Digital, principalmente no que diz respeito ao uso das tecnologias da comunicação?

João Bittencourt - Na minha visão, o Direito se aproxima da comunicação digital no que tange, principalmente, a produção do conteúdo e o direito autoral. A relação de autoria é fortemente modificada pela web. O sujeito deixa de ser meramente consumidor e passa também a ser um produtor. Fortifica-se o conceito de co-autoria e da remixagem. Partes das obras são recombinadas, recriando novos produtos. Neste contexto, surge a licença Creative Commons [1], chamada de copyleft, o contrário do copyright. Neste modelo de licença, o autor define se permite que a obra seja usada sem fins comerciais e se é possível gerar obras derivadas dela.

E como o senhor vê a relação entre comunicação e mobilidade? Qual o futuro das cidades a partir dessa relação?

João Bittencourt - Acredito que o século XXI irá se tornar um caos caso se mantiver, por mais alguns anos, com esta mentalidade analógica. As grandes cidades estão caóticas em função da grande quantidade de carros nas ruas. A sociedade atual deve se conscientizar da importância do tele-trabalho, de usar as tecnologias para trabalhar a partir de suas residências. Por exemplo, o litoral gaúcho sofre fortemente no período do inverno. Muitos profissionais poderiam morar no litoral e trabalhar remotamente. Além de evitar o tumulto no trânsito, acabaria redistribuindo as pessoas nas cidades e favorecendo a economia local. Além deste aspecto, outro lado que deve ser revisto é a mobilidade que as cidades irão receber com uma camada adicional de informação acessível de qualquer lugar e usando diferentes dispositivos (um celular, um notebook...). A computação ubíqua trata exatamente deste aspecto. Por exemplo, poderíamos ir a um museu, apreciar uma determinada obra de arte e, com um celular, apontar para uma obra e obter mais informações sobre o autor, sobre a técnica usada. Essas tecnologias vão acabar mudando a relação do homem com a cidade.

 O Brasil "invadiu" o Orkut e, de acordo com o relatório do O'Reily Radar sobre o crescimento do Facebook, é o país onde o Facebook mais cresceu na América Latina. Como o senhor vê nosso país no cenário da comunicação digital no mundo?

João Bittencourt - O brasileiro é conhecido no exterior pela sua espontaneidade; é um povo alegre e comunicativo. Sem dúvidas, se sentirá atraído por estes ambientes online, onde poderá conhecer novas pessoas, formas, amizades, namoros, contatos. É muito interessante observarmos nas lan houses da periferia das cidades da Grande Porto Alegre placas anunciando o acesso ao Orkut e ao MSN. O brasileiro também gosta muito da sociedade do espetáculo, de bisbilhotar a vida dos famosos e de ter seus quinze minutos de fama. Se não gostasse, o Big Brother Brasil não estaria indo para a décima edição. As redes sociais são uma forma de oportunizar estes minutos de fama, do sujeito se tornar conhecido e poder bisbilhotar não só na vida dos famosos, mas dos colegas, vizinhos e amigos.

Como o senhor vê o conceito de poder liberador das redes sociais?

João Bittencourt - Na verdade, o poder liberador está no conceito da internet, de uma grande rede de comunicação e informação. A riqueza revolucionária está na capacidade de transformar o receptor/consumidor em emissor/produtor de conteúdo. O caso recente do Irã é um exemplo disso. No século XXI, as ditaduras se tornam mais difíceis, fica mais complicado querer oprimir a imprensa oficial, pois existem centenas de pessoas com acesso à tecnologia e à internet, que podem transmitir a informação para todo o mundo, no momento em que o fato está ocorrendo. Não é só politicamente que as coisas mudam, mas o perfil do consumidor também se altera. As próprias campanhas publicitárias perdem a força no sentido de que hoje muitas pessoas não compram nada antes de ver a opinião de outros na internet. Antes, só uma campanha publicitária bem feita era suficiente. Atualmente, é mais difícil efetuar este convencimento.

A internet comercial no Brasil começou há 14 anos, com a conexão discada e o modem de 14.4 Kbps, ocupando a linha telefônica, com contas altíssimas por um serviço lento. É óbvio que o nosso cenário tecnológico atual não é dos melhores, mas muita coisa mudou. Hoje temos mais acesso à banda larga, novos planos mais acessíveis para a internet discada e até a internet 3G. Sem ter uma postura alienante, considerando nossos problemas sociais, podemos dizer que um jovem de classe média, nascido há 14 anos, já tinha em casa um mundo com água, luz, telefone e internet. No início do século passado, aqui mesmo em Porto Alegre, nas regiões rurais, só havia água do poço ou do córrego mais próximo. Isso, sem dúvida, muda fortemente nossa sociedade, nossos valores e nosso comportamento de uma forma radical. As redes sociais são meramente mais um modismo tecnológico deste universo em rede. A libertação está no protagonismo do sujeito.

O conceito de web 2.0 ainda pode ser considerado atual?

João Bittencourt – Na minha opinião, ainda é. Na verdade, a internet pensada por Tim Berners Lee [2] é a web 2.0 - do compartilhamento, da co-autoria, da sociedade em rede. A geração web 1.0 só existiu pela falta de tecnologia da época. Só hoje estamos realmente vivendo a web 2.0. Ainda não temos boas aplicações para dizermos que já estamos em uma web 3.0, que seria o uso mais inteligente da informação disponível na web. Temos exemplos de agregadores de RSS, feeds, também os mashups, que agregam várias informações em um site. Mas ainda estamos longe de um uso inteligente e adaptativo desta informação. Para isso, precisamos de agentes artificiais que apliquem inteligência artificial nestas ferramentas, para adaptar o conteúdo conforme o perfil do usuário.

Nicolas Negroponte [3] em seu livro Vida Digital (São Paulo: Companhia das Letras, 1995) já tratava da necessidade de termos estes agentes inteligentes para organizar a informação para o sujeito. Imagine a quantidade de vídeos que são criados pelas produtoras e pelas pessoas. Chegamos em casa cansados e queremos assistir a um vídeo para relaxar. Queremos ligar a TV e ver o que está passando, sem ficar horas fazendo buscas. Neste caso, seria ótimo se houvesse um agente que sabe meu perfil, meus gostos, o que gosto de assistir em determinado dia/horário e, quando eu ligar a TV, já assistir a um vídeo adequado ao meu perfil. Quando estivermos nesse nível, podemos começar a falar de uma web 3.0.

Que sociedade a cibercultura está ajudando a criar?

João Bittencourt – Uma sociedade mais cooperativa, mais comunicativa, mais informada sobre qualquer coisa (sem entrar no mérito do julgamento da qualidade e da relevância desta informação). Algumas pessoas têm a oportunidade de serem criativas e colaborarem na criação de novos artefatos digitais. Outras, mais críticas, podem construir uma sociedade mais democrática, no sentido de oportunizar a difusão de ideias e conceitos. Em contrapartida, também gera uma sociedade mais superficial, mais impaciente, com síndrome de 24 horas por 7 dias na semana, mais efêmera, mais casual, sem heróis, mas cheia de personalidades relâmpagos, que são conhecidas por campanhas virais.

Notas:

[1] Creative Commons pode denominar tanto um conjunto de licenças padronizadas para gestão aberta, livre e compartilhada de conteúdos e informação (copyleft), quanto a homônima organização sem fins lucrativos norte-americana que os redigiu e mantém a atualização e discussão a respeito delas.

[2] Timothy John Berners-Lee é o inventor do World Wide Web e diretor do World Wide Web Consortium, que supervisiona o seu desenvolvimento.

[3] Nicholas Negroponte é um cientista estadunidense, formado em Arquitetura. É um dos fundadores e professor do Media Lab, o laboratório de multimídia do Massachusetts Institute of Technology (MIT)


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