quinta-feira, 30 de abril de 2009

Economista vê dois mendigos se beijando na praça e mata os dois

O economista José Cândido do Amaral Filho (foto), 48, passou com seus dois filhos no dia 18 de janeiro, um domingo, pela praça do Índio, em Brasília, e não gostou do que viu: dois moradores de rua estavam trocando carícias.

“Um homem estava beijando o peito de outro homem”, diria ele depois à polícia.

Um dia depois daquele domingo, Amaral foi de moto à praça, que fica a 200 metros de sua casa, e matou com tiros na cabeça Paulo Francisco de Oliveira Filho, 35, e Raulhei Fernandes Mangabeiro, 26.

Ao Correio Braziliense, ele disse que o seu “sangue subiu à cabeça” quando achou que os mendigos tinham roubado uma tocha de iluminação de seu jardim.

“Eu queria limpar a praça”, falou.

Amaral confessou tudo porque as investigações indicavam ser ele o assassino. Há testemunhas de que o matador usava uma moto Falcon.

Três dias depois do crime, Amaral deu queixa de furto da moto, mas não convenceu os policiais e passou a ser suspeito. Ele admitiu que ter registrado um B.O. (Boletim de Ocorrência) foi “um tiro no pé”.

A polícia não descarta a possibilidade de o Amaral ter matado pelo menos duas outras pessoas. Ele também teria abusado sexualmente de um adolescente. O advogado do economista já elaborou uma defesa: Amaral teria problemas psicológicos.

Ele é funcionário do Banco Central e tem salário de R$ 11 mil.

praca-do-indioEm 1997, no dia 20 de abril, na mesma praça do Índio cinco jovens de classe média mataram o índio Pataxó Galdino Jesus ateando fogo no corpo dele. Ali, há um monumento (foto) lembrando a morte de Galdino e agora também a dos dois sem teto.

> Vendedor de amendoim morre queimado por dois homens.
fevereiro de 2009

> Casos de homfobia.

Justiça mantém as fotos sobre os males dos cigarros

A Justiça Federal recusou o pedido do Ministério Público de impedir que a campanha contra o fumo nas embalagens de cigarros use fotos tidas como chocantes.

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O argumento do MP foi de que as fotos selecionadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ofendem a dignidade das pessoas. Para a instituição, como há informação disponível a todos, os fumantes não precisam ser impactados porque já teriam conhecimento das consequências do tabaco.

Mas no entendimento da 1º Vara Federal de Blumenau, que foi a acionada pela AGU (Advocacia-Geral da União), a campanha apenas retrata casos de doenças deflagradas pelo fumo. Assim, em vez de ofensa, o que há, nas fotos, é “comiseração”.

Essa é a segunda decisão judicial a favor das fotos. Na primeira, a derrota foi do Sindicato da Indústria do Fumo (Sinditabo).

> Setor de tabaco já usou bebê e Papai Noel em propaganda.

Campanhas de interesse público. 

BB indenizará por danos morais correntista vítima de hackers

Hackers invadiram a conta de Sabrina Freitas de Almeida Fioravante em uma agência do Banco do Brasil em Osório (RS) e fizeram o rapa, deixando um saldo negativo. O banco restituiu o dinheiro, mas, conforme decisão judicial, vai ter também de indenizar a correntista por danos morais.

A1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis do Rio Grande do Sul estipulou o valor da indenização em R$ 3 mil.

Em primeira instância, a Sabrina tinha perdido a causa: o juiz de Osório entendeu não ter havido danos morais. Mas para o juiz Ricardo Torres Hermann, da Recursal, houve, sim, e a responsabilidade cabe ao BB, porque as operações do sistema on-line do banco “são passíveis de fraude”, como é “notório”. As informações são do site do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

Pelo Código de Defesa do Consumidor, os bancos têm de repor os saques feitos por hackers, o que tem ocorrido. Mas pagamento de indenização por danos morais é raro.

> BB é condenado por acusar sem prova funcionário de ser ladrão. (setembro de 2008)

> Defesa do consumidor.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Game de Jesus versus Maomé é acusado de ofensivo por islamitas

JesusXMaome

De um lado está Jesus com uma roupa sumária, do jeito em que é representado na cruz. Talvez esteja magro demais, mas ele se mostra extremamente ágil, cheio de truques, entre os quais o arremesso de uma pomba, a simboliza o Espírito Santo.

Do outro, está Maomé vestido impecavelmente de verde com uma adaga à cintura. Ele também é ligeiro nas artes marciais: dá saltos incríveis, e uma de suas armas secretas é uma bola de fogo.

Quem vai ganhar?

Depende da habilidade do usuário desse game, o Faith Fighter (Combate da Fé), uma versão do conhecido Street Fighter.

O usuário tem como opções outros combatentes, como o Deus cristão (do Velho Testamento, claro), um divertido Buda e Ganesh, um deus hindu meio mulher e meio elefante. Na abertura, o jogo informa que o usuário colocará à prova a sua tolerância religiosa.

Um porta-voz da italiana Molleindustria, que desenvolveu o game, disse que a ideia foi fazer com que “os jogadores reflitam sobre como as suas religiões muitas vezes são usadas para justificar conflitos entre nações ou pessoas”.

Há uma versão censurada onde o rosto de Maomé está encoberto por uma bola preta porque, para os muçulmanos, é uma ofensa a representação física do seu líder espiritual.

O que não foi suficiente para a OIC (Organização da Conferência Islâmica), que acusa o jogo de ser um profundo desrespeito em relação à crença dos muçulmanos e cristãos.

A empresa respondeu que só dois jogadores cristãos se queixaram desde o lançamento do game, há um ano.
 
Afirmou não ter simpatia por nenhuma religião e que não cederia a pressões fundamentalistas, mas cedeu: nesta terça (28) deletou o jogo do seu site como quem pede desculpas.

Ocorre que o jogo se encontra disseminado na internet, de onde fundamentalismo algum conseguirá retirar.

Deus-contra-todos


TJ confirma decisão que exclui Lutadores da Fé dos games do UOL.
março de 2011

Games polêmicos.   > Casos de fanatismo islâmico.

Advogado do casal Nardoni vai pedir afastamento de juiz

Do G1

A Justiça negou nesta terça-feira (28) o pedido de anulação do processo contra o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar a menina Isabella em março do ano passado.

O Tribunal de Justiça rejeitou por três votos a zero o recurso do novo advogado de defesa do casal Nardoni, Roberto Podval. Podval vai recorrer.

O advogado pediu a anulação do processo por considerar que não há provas para incriminar Anna Carolina. A madrasta e o pai de Isabella, Alexandre Nardoni, foram mandados a júri popular pela morte da menina.

O desembargador Luís Soares de Mello, relator do processo, considerou, no seu voto, que não havia qualquer razão para o recurso, que o processo apresenta material robusto e convincente para mandar o casal a júri popular.

O advogado de defesa informou que até o fim desta semana vai pedir o afastamento do juiz Maurício Fossen do caso. E que, na semana que vem, vai entrar com dois recursos em Brasília, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a anulação do processo. Perdendo um recurso, o advogado entra com outro imediatamente.

O objetivo dele é evitar que o casal vá a júri. Ele  também entrará com habeas corpus no STJ para tentar soltar Alexandre e Anna.

> Caso Isabella.

Ana, 27, adora o filho de 14 anos da vizinha. Ela é pedófila

4h20 da madrugada. Maria acorda e resolve ver como estão os seus dois filhos, no quarto ao lado. Ela mora em um cortiço em Perus, na zona norte de São Paulo.

Maria fica preocupada: o seu filho de 14 anos não estava na cama. Ele estaria na casa da vizinha de cima? Estava. Mas por quê?

Porque -- descobriu ela -- Ana, 27, a vizinha, vinha recebendo o seu filho em sua cama havia já dois anos, desde quando ele tinha 12 anos.

Ana é pedófila.

pedofila
Essa história foi publicada ao final do ano passado pelo Estadão. O jornal informou que Ana, que é mãe de um bebê e de uma menina de 9 anos, foi indiciada por atentado violento ao pudor e responde à Justiça em liberdade por ser primária.

Quando se fala em pedofilia a imagem que vem é um homem com cara de tio bondoso, amigo de crianças, mas que é na verdade um lobo em pele de ovelha, um predador sexual. Mas também existem pedófilas, das quais geralmente se desconfia menos. E elas são mais do que se imagina.

Especialistas estimam que as mulheres correspondem a 10% dos pedófilos. Essa taxa pode ser maior, dependendo dos critérios de classificação que se adote.

Nos vídeos e fotos de pornografia infantil apreendidos pela Polícia Federal a participação de mulheres tem sido expressiva, cerca de 30%.

Em muitos casos, elas são coniventes com pedófilos, geralmente namorados ou companheiros. “É um horror”, comentou o juiz Joemilson Donizetti Lopes, de Uberlândia (Minas), a propósito da mãe que consentia que o seu namorado fizesse sexo oral na filha dela de sete anos.

O psiquiatra e psicanalista Claudio Cohen afirma que mães que dão banho em filhos até os 12 anos de idade também sofrem de distúrbio sexual. Não só pais, mas mães também erotizam os filhos, observa. Ele diz que não deve ser encarado como normal o comportamento de pais e mães que ficam nus diante de filhos adolescentes.

No caso de Ana, ficou evidente que se trata de uma desequilibrada emocional. Mesmo depois de ter sido denunciada à polícia, ela teria procurado o menino que tinha se mudado para a casa do pai.

Maria declarou ao jornal que a sua vizinha queria ficar com o seu filho porque estava apaixonada. Esse é também o caso de uma argentina de 39 anos que quer ter um filho com um adolescente de 15 anos.

Embora tenha demorado em descobrir que Ana é pedófila, Maria teve logo a percepção de que o desenvolvimento emocional do seu filho foi fortemente afetado. “Meu filho teve a infância roubada por uma vizinha”, disse.

Argentina de 39 anos quer casar e ter filho com garoto de 15.
abril de 2009

No Chile, professora de 40 anos seduz estudante de 12.
agosto de 2009


Padres pedófilos.      Pastores pedófilos.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Carrefour é condenado por vender computador com pornografia

O computador, um Amazon PC Pentium 4, 2.8 GHZ, era novinho. Tinha sido comprado em uma loja do Rio da rede do Carrefour. Foi um presente da Thereza Cristina Lopes Loyola para a sua filha de 13 anos.

Ao explorar o computador, a menina clicou em um ícone e o monitor se encheu “de cenas de filme erótico e fotografias pornográficas”, conforme depois Thereza relatou à Justiça.

Apesar do constrangimento da exposição da menina à pornografia, tudo ficaria resolvido se o Carrefour, em atendimento à cliente, trocasse o computador ou devolvesse o dinheiro.

Mas Thereza afirma que o hipermercado não se importou com o problema, e ela teve de recorrer à Justiça.

Agora, a 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio condenou o Carrefour a indenizar a cliente em R$ 6 mil.

O hipermercado poderá recorrer da decisão.

Consumidoras afirmam ter encontrado lesma em cerveja.
agosto de 2009

> Defesa do consumidor.

domingo, 26 de abril de 2009

Maria pega uma faca afiada e decepa o pênis do companheiro

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Antes de fugir, ela jogou a faca no telhado

Até a noite deste domingo (26) não sabe por que a Maria das Graças Santos Neri fez o fez. Seus vizinhos no bairro de Afogados, Recife (PE), afirmam que ninguém imaginava que ela fosse capaz de tanto.

Na sexta à noite, ela esperou Isaías Saturnino da Silva, 42, seu companheiro, dormir. Consta que ele tem sono pesado. Então ela foi à cozinha, pegou a faca mais bem amolada e decepou pênis do Silva.

Ele jogou a faca no telhado da casa em que moravam, no bairro de Afogados, em Recife (PE), e fugiu, deixando o Silva aos berros de dor e ensanguentado, estirado na cama.

Os médicos reimplantaram o pênis na madrugada de sábado, mas o órgão está necrosando porque houve demora no atendimento. Para piorar, o hospital não tem material de microcirurgia, como fio de costura.

O pênis vai ser de novo amputado.

Depois de ouvir vizinhos e parentes da Maria das Graças, a polícia levantou duas hipóteses: ela castrou o marido por ciúmes ou porque ele teria violentado sexualmente a sua enteada de sete anos. As informações são da Agência Estado.

A polícia ainda não tem pista sobre o paradeiro da Maria das Graças.

> Joel decepa sua mão direita e pênis 'porque Deus quis'. (outubro de 2008)

Padre diz à mulher engravidada por bispo: ‘Você vai pro inferno’

A camelô Benigna Leguizamón (foto) há seis anos procurou o padre de sua paródia para confessar que tinha dado à luz a um filho de Fernando Lugo, bispo da província paraguaia de San Pedro.

Benigna-Leguizamon Ela esperava ser perdoada para acalmar suas angústias, mas o que ouviu foi uma condenação. Disse o padre: “Você é pecadora e vai para o inferno, o inferno eterno”.

Esse episódio foi relatado pelo jornal argentino Clarín.

Benigna, 27, é a segunda mulher das três que anunciaram à imprensa que tiveram um filho com Lugo, atual presidente do Paraguai.

As outras são a professora Damiana Hortensia Morán, 39, e Viviana Carrilho, 26. Esta foi seduzida pelo bispo quando tinha 16 anos. Hoje, ela estaria morando com Lugo.

Pelo menos outras seis mulheres afirmam ter filho com o ex-bispo. O governo paraguaio tem uma comissão só para tratar desses e outros casos de paternidade reclamada e Damiana criou uma associação de ex-mulheres do Lugo para que tenham assistência jurídica, embora ela mesma não vá acionar o ex-amante na Justiça

Benigna conheceu Lugo quando tinha 18 anos. Procurou o bispo para obter ajuda da igreja. Mãe solteira, o pai de seu filho não lhe dava nenhum dinheiro. E a ‘ajuda’ que teve do bispo foi outro filho para criar. Por algum tempo, Lugo lhe deu 50 mil guaranis por semana, o que equivale a menos de R$ 100 por mês.

O bispo suspendeu o dinheiro em outubro de 2003, quando terminou o relacionamento entre os dois, como se isso o desobrigasse de manter o filho, deixando a responsabilidade só por conta da camelô.

Ela disse que o filho uma vez telefonou para o pai e pediu uma bicicleta. Ele falou que daria o presente, mas ficou só na palavra.

O padre condenou Benigna ao fogo eterno sem se dar conta de que ela e muitas outras paraguaias já estão em um inferno.

O Centro Paraguaio de Estudo Nacional da População entrevistou 4 mil mulheres entre 14 e 40 anos e constatou que 80% delas sofreram abuso sexual e que 30% fizeram parto em casa.

Entidades não governamentais estão aproveitando o caso Lugo para sensibilizar os pais dos filhos de mães solteiras a assumirem as responsabilidades, afetivas e financeiras.

A advogada Clara Rosa Gagliardone não acredita que a campanha dê resultados. Porque no Paraguai, afirma, o machismo está enraizado nos costumes e há uma permissividade total em relação aos varões.

Mesmo quando, acrescento, esses varões são sacerdotes, que são porta-estandartes da moral, mas a alheia, não a deles.

> Caso dos filhos do ex-bispo Fernando Lugo.

Caso dos filhos do ex-bispo paraguaio Fernando Lugo

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Viviana, Benigna e Damiana: mulheres do ex-bispo
> Benigna diz que foi estuprada por Lugo quando ele era bispo.
23 de junho de 2009

> Mulher fura mãos com prego em protesto contra o presidente Lugo.
12 de maio de 2009

> Padre diz a mulher que bispo engravidou: ‘Você vai pro inferno’.
26 de abril de 2009

> Já são seis mulheres que afirmam ter filho com o ex-bispo Lugo.
23 de abril de 2009

> Oposição acusa Lupo de ter cometido estupro quando era bispo.
21 de abril de 2009

> Outra mulher diz que teve filho com o bispo Lugo.
20 de abril de 2009

> Presidente do Paraguai assume filho concebido quando era bispo.
13 de abril de 2009


> Casos de pedido de reconhecimento de paternidade.

Empregadas domésticas querem igualdade de direitos

Da Agência Brasil


As empregadas domésticas querem direitos trabalhistas iguais aos dos demais brasileiros, afirma a presidente da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad), Creusa Maria e Oliveira. Por isso, a categoria luta por mudança na Constituição Federal.

empregada-domestica O artigo 7º da Constituição tem um parágrafo único estabelecendo os direitos aos quais elas têm direitos. Com isso, ficam fora direitos como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a multa de 40% sobre seu saldo, em  caso de demissão sem justa causa, salário família, horas-extras, adicional noturno, seguro-desemprego, entre outras  conquistas trabalhistas.

A mudança desse artigo faz parte de uma proposta que está sendo elaborada pelas  secretarias especiais de Políticas para Mulheres e a da Igualdade Racial.

Antes mesmo de ser apresentada ao Congresso, essa proposta é criticada pelos representantes dos empregadores, diz Creusa.

“Eles defendem outra proposta, a da ex-deputada Benedita da Silva, que prevê direitos que já foram instituídos por decreto.”

Creusa acredita que não haverá retração do mercado de trabalho com a equiparação dos direitos. "O empregador precisa de nós.”

A Fenatrad estima que existam no Brasil 8 milhões de trabalhadoras domésticas, a grande maioria mulheres e negras.

> Professora escravizou empregada doméstica por 14 anos. (junho de 2008)

Casos da Justiça do Trabalho.

sábado, 25 de abril de 2009

Arcebispo mexicano diz que pedofilia ‘humaniza’ a igreja

O secretário-geral da CEM (Conferência do Episcopado Mexicano), Leopoldo González, afirmou que os casos de padres pedófilos não têm afastado os fiéis da igreja.

Trata-se de uma afirmação que não convence. Nos Estados Unidos, por exemplo, houve um esvaziamento das igrejas em consequência dos abusos praticados por sacerdotes.

Por que no México seria diferente?

Mas o que causou estranheza mesmo nos jornalistas foi o que González falou em seguida, que há, veja só, um aspecto positivo nos sacerdotes pedófilos, porque “[os fiéis] nos verão como mais humanos, irão nos apreciar”.

“Irão nos apreciar”? Epa! Isso soa como defesa dos padres pedófilos.

González fez tais afirmações a propósito da prisão, na quarta (22), do padre Francisco Muñiz, de Xalapa, capital do estado de Veracruz.

Muñiz é suspeito de participar de uma rede de distribuição pela internet de fotos e vídeos de crianças zero a dez anos em cenas de sexo explícito.

A Igreja Católica do México, pelos critérios do arcebispo González, é uma das mais “humanizadas”. Lá, são frequentes os ataques dos padres tarados.

> Casos de padre pedófilos.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Edir apela ao Espírito Santo para obter dinheiro de internautas

Ao mesmo tempo em que investe cerca de US$ 100 milhões (R$ 221 milhões) na compra do direito de transmissão de imagens dos jogos da Olimpíada de Londres, em 2012, para a TV Record, o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, faz um candente pedido aos internautas para que ajudem a cobrir o custo de R$ 107 mil de seu site e blog.

Ele escreve no blog: “Se o Espírito Santo lhe tocar para nos ajudar a carregar essa responsabilidade, então faça a sua doação”. Seguem-se instruções sobre as doações.

O bispo ressalta que se trata de “um assunto extremamente sério”, como se as suas pregações que não se referem a dinheiro fossem menos importante.

Edir1

Edir2

> Igreja Universal dá a dizimista diploma assinado por Jesus. (agosto de 2008)

Ciro diz a jornalistas: ‘Podem escrever o caralho aí’

Ao reclamar da inclusão de seu nome na lista dos parlamentares que tiveram parte de sua cota de passagem área usufruída por parentes, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) disse aos jornalistas: “Ministério Público é o caralho! Não tenho medo de ninguém. Da imprensa, de deputados. Pode escrever o caralho aí”.

O Ministério Público seria o responsável pela elaboração da lista.

Na tribuna, ele se conteve, segundo a Folha. “Trata-se de leviana e grosseira mentira aquilo que foi feito, envolvendo pelo menos o nome de minha mãe, octogenária", disse.

Ele chamou os seus colegas de “babacas” por concordarem com a restrição adota no uso de passagens. 

"Não é justo que mulher e filhos não possam vir a Brasília”, falou, omitindo que no roteiro da ‘farra das passagens’ estavam cidades de várias regiões do país e do mundo.

Ciro é famoso por sua boca-suja. É o jeito que ele tem de chamar a atenção, mais do que as suas supostas qualidades de político.

> Ciro afirma que Fortaleza é 'um puteiro a céu aberto'. (junho de 2008)

TST condena Bradesco a pagar R$ 1 milhão por assédio moral

O TST (Tribunal Superior do Trabalho) condenou o Bradesco a pagar indenização de aproximadamente R$ 1 milhão a um ex-funcionário que diz ter sofrido assédio moral e discriminação sexual. O banco vai recorrer.
Antonio_Ferreira_dos_Santos Em 2004, Antônio Ferreira dos Santos (foto), 47, foi demitido da gerência-geral de uma agência na Bahia sem que o banco explicasse por quê.

Ele disse à Folha que apenas recebeu um comunicado de que tinha infringido o artigo 482 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que enumera 12 justificativas para demissão por justa causa, entre as quais mau procedimento e ato de improbidade.

Ele é homossexual assumido. Ao G1, contou que por cinco anos foi submetido a constrangimentos por parte do superintendente regional do Bradesco. "Muitas vezes ele dizia que o Bradesco era lugar de homem, não de 'veado'", falou. O superintendente recusava-se a apertar a mão dele.

O TST manteve a sentença condenatória do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) que determina uma indenização de R$ 200 mil e o pagamento de R$ 800 mil correspondente ao total do salário em dobro de Santos desde a sua demissão

O advogado de Santos calcula que, com os juros e correções inflacionárias, o total pode chega a R$ 1,3 milhão, que será a maior quantia a ser paga por conta de assédio moral e preconceito sexual.

BANCO NÃO RECORREU - atualização em 24/11/2009

O Bradesco tinha prazo para recorrer da sentença até outubro, mas não o fez e nem tornou pública a  justificativa de sua decisão. Com isso, chega ao fim o tramite judicial do caso, e o banco vai ter de pagar a indenização de R$ 1 milhão ao ex-gerente Santos.

"Os juízes foram justos. Fui demitido por justa causa, sem explicação formal do Bradesco. Tive minha reputação profissional manchada. Finalmente vou tirar um peso das minhas costas", disse, segundo a Folha de S.Paulo.

 "Fui vítima de assédio moral na presença de colegas. Um gerente regional dizia que o Bradesco era um lugar para homens, e não para bichas."


> Funcionário do Bradesco teve de dançar na boca da garrafa. (fevereiro de 2009)

> Casos de assédio moral.   > Casos de homofobia.

Já são seis mulheres que afirmam ter filho com o ex-bispo Lugo

Mulheres do bispo Lugo Mulheres de Lugo: Viviana, Benigna e Damiana

Se forem confirmadas as informações divulgadas ontem à noite, o presidente Fernando Lugo, do Paraguai, teve intensa atividade sexual na época em que foi bispo da Igreja Católica. Já seriam seis as mulheres que com ele tiveram o filho.

A jornalista Damiana Hortensia Morán, 39, foi a terceira mulher que anunciou, ontem, que tem um filho com Lugo. As outras são Viviana Carrilho, 26, e Benigna Leguizamón, 27.

Damiana disse que sua relação com Lugo ocorreu 2006, quando ele já tinha deixado de ser bispo e ela estava divorciada de um casamento de 17 anos.

Diferentemente das outras duas, Damiana afirmou que não pretende pedir a Lugo pensão para o filho. “Decidi contar a minha história apenas para que se saiba a verdade”.

As ex-mulheres do então bispo criaram uma associação para que, juntas, defendam os direitos de seus filhos.

O governo de Lugo, que já não ia bem, agora piorou por causa dos escândalos.

A oposição está chamado Lugo de "pai de todos os paraguaios".

Para Antônio Augusto Duarte, bispo auxiliar do Rio de Janeiro, as aventuras sexuais de Lugo não afetam a credibilidade na Igreja Católica. “Todos erram”, disse, referindo-se ao ex-arcebispo.

> Caso dos filhos do ex-bispo Fernando Lugo.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Redes sociais e celulares são o futuro da web, diz "pai" da WWW

da EFE, em Madri

A World Wide Web nasceu há 20 anos e, embora seu crescimento tenha sido "muito rápido, seu futuro é ainda mais amplo e promissor", principalmente nas redes sociais e nos suportes móveis, afirmou seu criador, Tim Berners-Lee (foto), nesta quarta-feira (21), durante o Congresso Internacional WWW2009, que acontece em Madri, Espanha, durante esta semana.

Em um auditório do Palácio Municipal de Congressos de Madri, repleto de especialistas em telecomunicações, o pai da rede expôs suas previsões sobre a Internet em dois âmbitos: suas aplicações em telefonia celular e o desenvolvimento de redes sociais.

Em uma sociedade que atravessa uma crise em nível global, Tim Berners-Lee disse esperar que a web 3.0 --sucessora da atual web 2.0, mãe das redes sociais-- cresça por meio de uma intercomunicação mundial sem precedentes na qual as barreiras idiomáticas serão derrubadas.

Esta ruptura fará com que a sociedade da comunicação se amplie com páginas que tenham um design mais simples, além de mais protocolos de segurança e de uma maior velocidade de acesso e download de todo tipo de arquivo.

Entretanto, Berners-Lee estima que, da forma como a internet se desenvolve atualmente, analisar seu futuro chega a ser um atrevimento --ideia compartilhada pelo vice-presidente do Google, Vinton Cerf.

Durante entrevista conjunta concedida na abertura do www2009, que termina na sexta-feira, Berners-Lee e Cerf contaram que, para eles, a web representa "a oportunidade de desenvolvimento" social, econômico e político para qualquer nação. A palavra "democracia" teve espaço no congresso tanto quanto as novas aplicações da web.

Quanto aos avanços técnicos, Berners-Lee explicou que o futuro é se conectar por meio do telefone celular, já que o aparelho é "muito barato nas nações em desenvolvimento" e deve funcionar como "um grande servidor" de informação e comunicação.

Diante de tal expansão de internet --descrita por Cerf como um "mundo maravilhoso para a informação"--, estes dois pioneiros lembraram a necessidade de resguardar a segurança e a privacidade.

O vice-presidente do Google defendeu a implementação de medidas tais como o controle governamental para "proteger o acesso" aos conteúdos, "a prevenção em nível tecnológico", a punição para quem cometer crimes na rede e "proteger a propriedade intelectual".

Para Berners-Lee, em uma era com "mais internet, mais velocidade e mais internautas", a informação chegará "em tempo real" a um maior espectro de população que, além disso, receberá conteúdo em suportes como telefones celulares ou em outros que ainda parecem coisa de ficção científica --um par de óculos, por exemplo.

Segundo os dois pesquisadores, este futuro de uma rede mais simples e universal é "promissor". Berners-Lee diz que a chave é "construir uma plataforma para as gerações futuras, cada vez mais aberta e comunitária", com um desenho mais simples e uma conexão "rápida e barata".

terça-feira, 21 de abril de 2009

Oposição acusa Lupo de ter cometido estupro quando era bispo

Do Estado de S.Paulo


O oposicionista Partido Colorado denunciou o presidente paraguaio Fernando Armindo Lugo pelo delito de estupro. A denúncia foi realizada perante os tribunais em Assunção pela senadora Lilian Samaniego, principal líder dos colorados.

A senadora exige que a Justiça investigue se o presidente e ex-bispo Lugo estuprou Viviana Carrillo quando esta tinha 16 anos. Menor de idade na época, a jovem possui atualmente 27 anos. Em 2007 ela deu à luz a Guillermo Armindo, filho do então monsenhor.

A notícia da existência desse suposto filho do presidente tumultuou o plácido feriado da Páscoa. Para evitar o crescimento do escândalo, na segunda-feira da semana passada Lugo reconheceu a criança e a registrou no cartório.

O Código Penal paraguaio considera que é delito de estupro quando um homem maior de idade seduz uma mulher de 14 a 16 anos.

A denúncia de estupro acumula-se com um segundo escândalo, surgido nesta segunda-feira (20), quando a vendedora de detergentes Benigna Leguizamón anunciou que Lugo a havia induzido a ter relações sexuais. Os dois tiveram um filho que hoje tem seis anos.

Nesta terça, Benigna reuniu-se em Assunção com o advogado de Lugo, Marcos Fariña. O advogado havia proposto a realização de um exame de DNA em uma clínica privada para comprovar a paternidade de Lugo.

Mas a reunião terminou em discussão. Benigna saiu furiosa do encontro, e - depois de explicar que teme a manipulação dos exames - afirmou que nesta quarta-feira entrará com um processo na Justiça contra o presidente. (Ariel Palacio)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Outra mulher diz que teve filho com o bispo Lugo

lugo

Apareceu mais uma mulher que diz que teve filho com o presidente do Paraguai Fernando Lugo, 57, na época em que ele era bispo da Igreja Católica. Trata-se de Benigna Leguizamón, 27, que mora em Ciudad Del Este, a 360 km de Assunção. O menino nasceu em 9 de setembro de 2002. Está, portanto, com 6 anos.

Até agora, Lugo não se manifestou, mas, por sua orientação, a ministra Liz Torres, da Infância e da Adolescência, disse que Benigna terá assessoria de advogados para obter o reconhecimento da paternidade.

Talvez seja um exagero dizer que Lugo foi um bispo garanhão, mas se ele desejava ter relacionamentos amorosos, como teve, deveria ter deixado a batina, ainda que o celibato seja anacrônico.

Os brasileiros sabem bem que padre ter filhos não é raridade. Hoje, muitas famílias descendem de padres. No Brasil Colônia, sacerdotes se sentiram no paraíso entre as índias.

Mas bispo ter filhos não é tão comum.

Na semana passada, Lugo reconheceu a paternidade do filho que teve com Viviana Carrillo, quando ela tinha 16 anos. O que, pela lei paraguaia, é pedofilia.

Benigna disse que, a exemplo de Viviana, resolveu revelar o caso à imprensa para obrigar Lugo a pagar uma pensão decente ao filho, de modo a lhe garantir um futuro.

Ou seja, além de ter sido um bispo namorador (para não dizer outra coisa), Lugo, um “homem de Deus”, é um mau pai.

> Caso dos filhos do ex-bispo Fernando Lugo.

domingo, 19 de abril de 2009

Nove relatos de mulheres sobre o estupro que sofreram


Os relatos que se seguem são de mulheres vítimas de estupro. Eles foram colhidos pelo Rhamas (Redes Humanizadas de Atendimento às Mulheres Agredidas Sexualmente), um projeto da médica sanitarista Elcylene Leocádio com o apoio da Fundação Ford.

O projeto começou em 1999 e foi até 2001. No site do Ipas, uma ong de proteção à saúde de mulheres, há um apanhado do resultado do projeto, incluindo os dramáticos casos das vítimas, que, muitas vezes, são atingidas também pela incompreensão da família e pelo descaso dos serviços públicos de saúde.

1- Gabriela: "Ele não era um estranho, era o meu pai"

"Eu acho que violência contra a mulher é o que aconteceu comigo [em 2000] e que acontece com outras mulheres. Se ele fosse um estranho, eu até que não estava tão revoltada, mas foi meu pai, ele não me respeitou em momento algum. Ele não me considerou como filha. Outro caso de violência é o espancamento. Além disso, eu acho que tem muito homem que tira a privacidade da mulher e pra mim isso já é uma violência. Eles fazem isso com as mulheres porque eles acham que são homens e podem tudo. Eles não vêem que se não fosse a mulher eles não estariam no mundo. Eles não olham essa parte não. Eles não, a maioria". (Gabriela sofreu abuso sexual, físico e psicológico por parte do pai, dos sete aos 13 anos de idade. Conseguiu sair de casa aos 14 com apoio de um serviço de saúde.

2 - Sônia: "Estou grávida, mas, se eu falar que foi estupro, ninguém acredita" 

Final do ano. Sônia, 16 anos, voltava do colégio onde fez a matrícula para ingressar no segundo grau. Esperava para atravessar a rua. Um carro parou subitamente. O motorista abriu a porta e a puxou para dentro. Ameaçando-a com uma arma e dirigindo em alta velocidade, ele seguiu para uma mata afastada da cidade. Sexo oral, vaginal, uma, duas vezes. Calada, ela pensava em sua mãe e chorava. "Se você contar a alguém o que se passou, você e sua família morrem." Sônia foi para casa. Lavou-se à exaustão. Sentia-se suja. Tinha nojo de sí . Vomitou muito. Chorou em silêncio e ficou em casa vários dias. Conversou com uma amiga. Não queria incomodar sua mãe, recém-separada do marido, alcoolista, que lhe batia. A filha não queria lhe dar mais uma tristeza. Duas semanas após ela teve um pequeno sangramento e achou que era a menstruação. Quis esquecer tudo. Três meses depois, uma vizinha disse para sua mãe: "Tu não estás vendo que tua filha está grávida?" A mãe foi procurá-la e perguntou: "Quem foi? Por que você me enganou? Por que você não me disse nada?" Foi difícil convencer a mãe do que acontecera. Em companhia de uma prima, Sônia procurou um grupo de mulheres de sua comunidade e pediu orientação. Pouco se podia fazer, não havia serviços de atenção a vítimas de violência naquela cidade. "Se eu tenho esse filho, lá no bairro vão dizer que eu sou uma prostituta. Se eu digo que foi estupro ninguém acredita. Nem minha mãe acreditou em mim!" Sem acesso a um serviço de saúde que a atendesse dignamente, ela procurou o aborto clandestino e foi atendida num consultório sem as mínimas condições de segurança, expondo-se aos riscos da mortalidade materna porque a rede pública de saúde ainda não oferecia os serviços que poderiam garantir a Sônia o exercício de seus direitos.

3 - Josefa evitou que a filha fosse violentada, mas ela não conseguiu escapar 

Josefa voltava para casa com a filha adolescente, quando foi atacada por três homens. Reagiu, lutou contra e gritou: "Corra minha filha!" A menina conseguiu fugir. Josefa foi estuprada. Engravidou. Ao descobrir a gestação, ela conversou com o marido. Sentia muita tristeza. Raiva daqueles homens. Culpa de não ter conseguido se defender direito, de ter passado naquele lugar. Lembrava da filha e agradecia a Deus por não ter acontecido coisa pior. Ela não queria esse filho, mas não tinha coragem de abortar. Sua religião condenava o aborto. O marido lhe disse que aceitaria o filho como seu. Josefa sentiu-se apoiada, mas queria ser atendida num serviço de saúde. Mesmo com apoio do marido e tendo decidido ter o filho, a rejeição pela gravidez continuava. Ela procurava uma psicóloga que lhe ajudasse a enfrentar aquela situação. Josefa encontrou quem lhe atendesse? Não se tem a resposta.

4 - Mãe de Rosali exige: "Esta menina não pode continuar grávida"

Rosali tinha 17 anos. Assistia televisão em casa, num bairro da periferia de uma grande cidade, quando decidiu sair para comprar um sanduiche. No caminho, foi interceptada por dois homens e estuprada sob ameaça de uma arma. Assustada, voltou para casa e, em companhia da mãe, foi à delegacia. Dalí, as duas seguiram ao hospital. Na emergência, recebeu cuidados ginecológicos inadequados para uma situação de violência sexual (ducha vaginal). Dois meses depois ela descobre a gravidez e recorre ao serviço que lhe atendeu na ocasião do estupro. Ninguém sabia o que fazer. A mãe, segura de seus direitos procurou as autoridades. Ela dizia: "Alguém precisa fazer alguma coisa, essa menina não pode continuar grávida. Ela não procurou isso". Rosali cabisbaixa, apenas chorava. Três meses após a interrupção de gravidez, realizada numa maternidade pública de referência para vítimas de violência sexual, a adolescente deu notícias para quem lhe atendeu: "Oi, doutora, aqui é Rosali, a menina do estupro. Liguei para dizer que estou bem. Arranjei um emprego e voltei a estudar." A vida de Rosali retomava seu curso.

5 - Adélia: grávida de estupro, teve de ouvir pregação religiosa de enfermeira

Adélia está só em casa. Chega um rapaz à sua residência, pergunta por seus familiares e pede um copo d'água. Adélia dirige-se à cozinha e é seguida. Com uma faca no pescoço ela é estuprada e ameaçada de morte caso revele a violência a alguém. Ela permanece em silêncio até descobrir que está grávida. Sente medo e vergonha. Conta tudo à sua mãe e não recebe a acolhida esperada. Ela não lhe dá crédito e tampouco a aconselha a prestar queixa ou tomar qualquer outra atitude. Ela acredita que a falta de informação leva sua mãe a agir dessa maneira. Ela procura a Delegacia da Mulher também esperando um atendimento especial, mas o serviço está em greve. A delegada ausente. Dias depois consegue ser atendida e diz à delegada que quer se submeter a um aborto. Sem nenhum tipo de orientação, é encaminhada ao IML. É mal recebida pela recepcionista e questionada sobre a demora em prestar queixa. Faz o exame de corpo de delito com uma médica que lhe trata de "forma mecânica". Com o laudo, Adélia volta a falar com a delegada. Ao ser inquirida por Adélia sobre em que maternidade poderia interromper a gravidez, "agressivamente" a delegada responde: "Não posso dizer isso não, você se vire". Adélia procura médicos de sua relação pessoal, os quais indicam um serviço de referência, onde é atendida por um médico e uma enfermeira - cordiais e gentis, pois, segundo percebe, eles estão acostumados a realizar este tipo de procedimento. Adélia é acompanhada pelo serviço social e orientada sobre o direito de realizar o aborto de forma segura. Durante o aborto, Adélia fica só. É quando sente a indiferença de alguns profissionais que não fazem parte da equipe treinada para atender vítimas de violência sexual. Uma auxiliar de enfermagem tenta convencê-la a não fazer o aborto dizendo que isso é contra a lei de Deus. Adélia diz: "Vocês deviam ser pessoas neutras, porque este não é um problema de vocês, isso é um problema meu, que eu estou tentando resolver..." O aborto ocorre durante a noite. Ao término do tratamento, ela se sente aliviada.

6 - Suelene: fez aborto porque não suportou a ideia de ter um filho de seu pai

Suelene foi abusada sexualmente pelo pai durante um ano. Ameaçada com uma faca, Suelene foi obrigada a manter relações sexuais com o seu pai por um ano. Sentia-se muito mal, mas com medo ela nada contava para sua mãe. Mas teve de contar para a mãe quando ficou grávida. Juntas vão ao Conselho de Proteção aos Direitos da Criança e Adolescente, à delegacia de polícia e ao Instituto Médico Legal, onde foi feito o exame de corpo de delito. O agressor foi preso. Suelene foi encaminhada para tratamento no hospital de referência. A mãe e uma tia lhe dão apoio durante a denúncia criminal. Ela decide abortar, mesmo considerando o aborto ser agressão, mas não suporta a idéia de ter um filho do próprio pai. Ela conhecia a lei que permite a interrupção da gravidez por estupro porque assistiu uma entrevista na televisão. Mesmo assim foi uma decisão difícil. "Se a gravidez fosse de um namorado eu enfrentaria com unhas e dentes, mesmo sem ajuda do pai eu não abortaria". Para ela, foi importante ter feito tudo dentro da legalidade, "tudo na justiça". Ao sair do hospital Suelene tem medo das críticas, mas acredita que o mais importante é o que ela pensa e não a opinião dos outros. Durante o depoimento ela afirma sentir muito ódio pelo pai. Mas o apoio familiar e das instituições públicas parece ter sido - ou estar sendo - fundamental para a superar os problemas associados ao abuso sexual.

7 - Estuprador disse para Ana Lúcia: "Pare com esse chororô"

Ana Lúcia foi abordada por um rapaz em um ponto de ônibus. Ele se aproximou perguntando se ela queria trabalhar como recepcionista para receber dois salários mínimos. Ana recusou a oferta e disse estar apressada. Então o rapaz disse que ia matá-la, caso gritasse. Disse estar com um revólver cheio de bala que poderia ser descarregado nela. Poderia até obrigá-la a fazer sexo oral, anal e vaginal na frente de todos, pois não tinha nada a perder e até matá-la ali mesmo. "Eu não tive outra opção", diz Ana Lúcia. Ela acompanhou o rapaz, "olhando só para ele para ninguém desconfiasse de nada", como foi exigido. Ele conversava e sorria. Ela é estuprada num matagal próximo à delegacia. O agressor revela ter saído do presídio recentemente. Ela estava preso por ter matado o seu irmão. Diz para Ana: "Você é muito ignorante, mas é bonita". Ela chora e lhe pede pelo amor de Deus que pare de lhe tocar. Ele irrita-se, diz não aguentar mais ouvir esse nome, "pare com esse chororô". Diz não saber porque estava fazendo aquilo com ela, só sabia que não ia parar porque estava bom. Pergunta se ela tem dinheiro. Ele pede uma foto de lembrança, aponta para a casa onde mora. Recomenda que ela vá embora sem olhar para trás e não o denuncie, senão ele rodará os quatro cantos do mundo para encontrá-la e matá-la junto toda a família. Após a agressão, com medo de contrair HIV, Ana Lúcia dirigiu-se à Casa da Cidadania para pedir auxílio. Acompanhada por uma assistente social, ela foi ao Departamento de Proteção da Criança e do Adolescente, mas não pôde ser atendida porque era maior de 18 anos. Prestou queixa na delegacia, fez o exame no IML e foi encaminhada para o serviço de saúde de referência.

8 - Cristine: abuso pelo pai dos sete aos 13 anos, e a sua mãe sabia

Ao nascer, Cristine não foi aceita pelo pai e foi criada pela avó materna, porque ele queria que o primeiro filho fosse homem. Quando completou sete anos, sonhando conviver com sua família, ela foi morar com os pais. O pai não a deixou ficar no quarto dos irmãos e a colocou para dormir na sala. À noite, com todos dormindo, ele passa a ir até onde Cristine dorme. Toca-lhe o corpo, alisa seu peito e, ao perceber seu choro, a ameaça. Coloca um revólver do seu lado e avisa que se contar a alguém ela morre. Cristine é abusada dos sete aos treze anos. O pai faz um buraco na parede do banheiro para lhe observar durante o banho. Ele lhe diz que ninguém pode com ele, que "aqui na terra ele pode mais que Deus. O medo "me fraquejava". Ela temia não ser mais virgem. Cristine sente-se uma escrava em sua casa. É tratada de modo diferente dos irmãos, realiza todas as tarefas domésticas e não entende o motivo. Acha-se rejeitada e perseguida pelos pais. Apanha com chicote, leva murros do pai e surras da mãe. Ela decide contar para a irmã e uma prima o que acontece durante a noite. A prima lhe aconselha falar com a mãe. Esta, não acredita, ou melhor diz que ela deve estar dando motivo para isso acontecer e passa a ameaçá-la. Sempre que fazia algo errado ou deixa alguma tarefa doméstica sem realizar, a mãe avisa que vai contar ao marido o que ela lhe contou. "Ela usava isso pra cima de mim como se fosse uma arma". Cristine sente-se vigiada. Não pode sair só de casa nem conversar com ninguém, um dos pais está sempre por perto. Ela não sabe a quem pedir ajuda. Um dia, conversando com uma funcionária da biblioteca da escola onde estuda, Cristine relata sua história e é levada a um serviço de saúde de referência. Faz exame clínico e ginecológico, acompanhamento psicológico e é apoiada na processo de saída de casa. Ela vai morar com um primo que solicita sua guarda à justiça e denuncia o pai. O delegado quer provas para prendê-lo e sugere: "Você deixa seu pai lhe espancar... e depois que ele lhe espancar bem muito você corre pra cá!". Ela lhe faz uma contra-proposta: abrir uma sindicância no local onde ela reside para investigar quem ele é. Após prestar queixa ela faz o exame de corpo de delito. Fica aliviada por ainda ser virgem. Os pais de Cristine continuaram ameaçando-a por longo tempo, acusaram-na de prostituição, de levantar falso testemunho e não foram punidos pelo crime.

9 - Adelina: teve medo de o marido responsabilizá-la pelo estupro

Adelina voltava de uma festa, com uma amiga e o marido, e foram abordados por três rapazes armados de revólver. Era um assalto. O marido da amiga foi imobilizado e sua mulher ameaçada de morte. Adelina foi espancada pelo assaltante que percebeu sua tentativa de esconder alguns pertences. Um dos rapazes lhe puxou pelos cabelos, deu murros, coronhadas de revólver e atirou duas vezes perto de seus ouvidos. Ele a levou para o lado de uma barraca que havia na calçada, um local mais escuro, e a estuprou. Um segundo assaltante aproximou-se também para violentá-la e lhe mordeu os seios. Ela ficou com medo de alguma doença, de ter contraído Aids. Sentiu dores, nojo e raiva dos agressores. Também teve medo de ser responsabilizada pelo marido pelo que ocorrera. Foi até a casa de sua mãe e não conseguiu acordá-la. Decidiu dormir na casa da amiga. No dia seguinte foram a um hospital onde foi examinada (mas não medicada) e encaminhada ao serviço de referência. Era domingo, não havia pessoal preparado para atendê-la. Ela não foi examinada, nem recebeu qualquer orientação. Pediram-lhe que retornasse no dia seguinte. Voltou ao serviço dois dias depois por insistência do marido. "Você vá. Você não conhece esses maus elementos, não sabe o que eles têm, é melhor fazer um exame, senão eu não quero nada com você não". Nessa consulta foram tomadas as providências para anticoncepção de emergência e profilaxia de doenças sexualmente transmissíveis e iniciado o acompanhamento psicológico. A demora na entrega dos exames é a única queixa de Adelina em relação aos serviços de saúde. O atendimento da equipe especializada foi considerado muito bom. Sentiu-se protegida. O marido de Adelina só acreditou que a mulher foi agredida depois da confirmação médica e só passou a ajudá-la após uma conversa com a psicóloga. Até então ele acreditava que ela era a culpada e ameaçou-a com a separação caso o teste anti-HIV fosse positivo. Ao deixar o hospital, Adelina procurou a amiga para prestar queixa, porque ela havia reconhecido um dos agressores pela voz. Mas a amiga se recusou a testemunhar. Com medo de uma possível vingança, Adelina desistiu de denunciar os assaltantes. Mas dois dos três assaltantes foram presos por ferir um policial. Um deles tinha uma tatuagem no braço. O pai de Adelina fez o reconhecimento na delegacia a partir de suas informações. Adelina mudou de opinião sobre a violência sexual, que, para ela, não existia. Ela achava que as mulheres que diziam ter sofrido estupro estavam inventando, tanto que, quando apareciam denúncias na televisão, essas mulheres nunca mostravam o rosto. Agora ela entende os motivos que levam um mulher vítima de abuso não mostrar o rosto nem falar sobre assunto. Mesmo assim, ela recomenda as mulheres vítimas de violência denunciem os agressores.

Acusações de abuso de 39 vítimas do médico Abdelmassih.
novembro de 2010

Ai o médico levantou a camisola da paciente atordoada e a estuprou.
julho de 2009

Violência contra a mulher.

Facebook, Twitter, MySpace: a construção do ‘eu’


do IHU On-Line

Redes sociais como Facebook, Twitter e MySpace são, na opinião da professora do Departamento de Estudos Culturais e Mídia da Universidade Federal Fluminense (UFF)Paula Sibilia, “compatíveis com as habilidades que o mundo contemporâneo solicita de todos nós com crescente insistência”. Segundo ela, essas ferramentas servem para dois propósitos fundamentais. “Em primeiro lugar, elas ajudam a construir o próprio ‘eu’, ou seja, servem para que cada usuário se auto-construa na visibilidade das telas. Além disso, são instrumentos úteis para que cada um possa se relacionar com os outros, usando os mesmos recursos audiovisuais e interativos”, explica.

Em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, Paula Sibilia reflete sobre as mudanças de comportamento da sociedade contemporânea e afirma que “mudaram as premissas a partir das quais edificamos o eu”. Na atual sociedade do espetáculo, continua, “se quisermos ‘ser alguém’, temos que exibir permanentemente aquilo que supostamente somos”. E dispara: “Esses são os valores que têm se desenvolvido intensamente nos últimos tempos, uma época na qual, por diversos motivos, se enfraqueceram as nossas crenças em tudo aquilo que não se vê, em tudo aquilo que permanece oculto.”

Paula Sibilia é graduada em Ciências da Comunicação, pela Universidade de Buenos Aires (UBA), mestre na mesma área, pela Universidade Federal Fluminense (UFF), e doutora em Saúde Coletiva, pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualmente, é professora no Departamento de Estudos Culturais e Mídia da Universidade Federal Fluminense (UFF). Entre suas obras, citamos O homem pós-orgânico: corpo, subjetividade e tecnologias digitais(Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002) e O show do eu (Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008). Em 2008, ela participou do Simpósio Internacional Uma sociedade pós-humana? possibilidades e limites das nanotecnologias, realizado pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

O que redes sociais como Facebook, Orkut, Twitter e Myspace revelam sobre a sociedade contemporânea?

Paula Sibilia - Estas novas ferramentas, que apareceram nos últimos anos e de repente se tornaram tão populares, servem para dois propósitos fundamentais. Em primeiro lugar, elas ajudam a construir o próprio “eu”, ou seja, servem para que cada usuário se autoconstrua na visibilidade das telas. Além disso, são instrumentos úteis para que cada um possa se relacionar com os outros, usando os mesmos recursos audiovisuais e interativos.

Por isso, tanto as redes sociais como Orkut, Facebook, Twitter ou MySpace como os blogs, fotologs, YouTube e outros canais desse tipo que hoje proliferam na internet são perfeitamente compatíveis com as habilidades que o mundo contemporâneo solicita de todos nós com crescente insistência. E uma dessas capacidades que tanto se estimula que desenvolvamos é, precisamente, a de “espetacularizar” a nossa personalidade. O que significa isso? Tornarmos-nos visíveis, fazer do próprio “eu” um show.

Este fenômeno responde a uma série de transformações que têm ocorrido nas últimas décadas, que envolvem um conjunto extremamente complexo de fatores econômicos, políticos e socioculturais, e que converteram o mundo em um cenário onde todos devemos nos mostrar. Se quisermos “ser alguém”, precisamos exibir permanentemente aquilo que supostamente somos. Nos últimos anos, portanto, têm cristalizado uma série de transformações profundas nas crenças e valores em que nossos modos de vida se baseiam, e a “espetacularização do eu” faz parte dessa trama.

Que novos modelos de relações se configuram através das redes sociais? A senhora acredita que as relações ganham um novo sentido?

Paula Sibilia - Uma das manifestações dessa mutação que tem ocorrido na sociedade contemporânea é a derrubada das fronteiras que costumavam separar o âmbito privado e o espaço público, e que constituíam um ingrediente fundamental do modo de vida moderno. Então, junto com essas mudanças que se consumaram nos últimos anos, também se reconfigurou a maneira com que nos construímos como sujeitos.

Mudaram as premissas a partir das quais edificamos o eu, e isso aconteceu porque também se transformaram as nossas ambições e os nossos horizontes. Portanto, não se modificaram apenas as formas de nos relacionarmos conosco, com o próprio “eu”, mas também as relações com os outros. E ferramentas como o Facebook ou o Orkutcaíram como luvas nesse novo universo: são extremamente úteis para consumar essas novas metas.

Porque na atual “sociedade do espetáculo” só é o que se vê. Portanto, se algo (ou alguém) não se expõe nas telas globais, se não está à vista de todos — sob os flashes dos paparazzis ou, pelo menos, sob a lente de uma modesta webcam caseira —, então nada garante que realmente exista. Esses são os valores que têm se desenvolvido intensamente nos últimos tempos, uma época na qual, por diversos motivos, se enfraqueceram as nossas crenças em tudo aquilo que não se vê, em tudo aquilo que permanece oculto. “A beleza interior” seria um exemplo. Enquanto isso, de forma paralela e complementar, exacerbaram-se as nossas crenças no valor das imagens, na importância da visibilidade e da celebridade como fins em si mesmos, como metas auto-justificáveis, às quais supõe-se que todos deveríamos aspirar.

A partir dessas redes sociais, como a senhora descreve o nosso atual modelo de vida?

Paula Sibilia - Há uma necessidade de se mostrar constantemente, que se exacerba por toda parte, embora não tenhamos nada muito importante para mostrar ou para dizer. Os canais interativos da Web 2.0 permitem fazer isso a vontade, facilmente e com baixos custos, de um modo ainda mais eficaz do que os meios de comunicação tradicionais. Porque essas novas ferramentas “democratizam” o acesso à fama e a visibilidade.

Mas o Orkut e o Facebook não surgiram do nada. Ao contrário, as redes sociais apareceram num terreno que já estava muito bem sedimentado para que essas práticas pudessem florescer. Nos últimos anos, temos aprendido a estar conectados o tempo todo. Utilizando as mais diversas ferramentas tecnológicas (celulares, e-mail, GPS etc.), aprendemos a estar sempre disponíveis e potencialmente em contato. Acredito que tudo isso esteja dando conta de um forte desejo de estar à vista dos outros, de sermos observados, mesmo que seja apenas para confirmar que estamos vivos. Para constatarmos que somos “alguém”, que existimos. Sem dúvida, entre várias outras coisas, há muita solidão e vazio por trás de tudo isto.

O conceito de intimidade conhecido até então é alterado a partir de programas como Facebook, Twitter, Orkut?

Paula Sibilia - Neste momento, quando tantas imagens e relatos supostamente “íntimos” estão publicamente disponíveis, é evidente que a intimidade tem deixado de ser o que era. Nos velhos tempos modernos, aqueles que brilharam ao longo do século XIX e durante boa parte do XX, cada um devia resguardar sua própria privacidade de qualquer intromissão alheia. Isso não se conseguia somente graças às grossas paredes e às portas fechadas do lar, mas também mediante todos os rigores e pudores da antiga moral burguesa.

Agora, porém, a intimidade tem se convertido em um cenário no qual todos devemos montar o espetáculo daquilo que somos. E esse show do eu precisa ser visível, porque se esses pequenos espetáculos intimistas se mantivessem dentro dos limites da velha privacidade — aquela que era oculta e secreta por definição — ninguém poderia vê-los e, então, correriam o risco de não existirem.

É por isso que hoje se torna tão imperiosa essa necessidade de fazer público algo que, não muito tempo atrás e por definição, supunha-se que devia permanecer protegido no silêncio do privado. Porque mudaram os modos de se construir o “eu” e mudaram também os alicerces sobre os quais se sustenta esse complexo edifício.

Por isso, se as práticas que eram habituais naqueles tempos (como o diário íntimo e a correspondência epistolar) procuravam mergulhar no mais obscuro de si mesmo para ter acesso às próprias verdades, nestes costumes novos a meta é outra e bem diferente. No Orkut ou no Facebook, é evidente que o que se persegue é a visibilidade e, em certo sentido, também a celebridade. Ambas como fines autojustificados e como metas finais, não como um meio para conseguir alguma outra coisa e nem como uma consequência de algo maior.

Que futuro a senhora vislumbra a partir dessas redes sociais na internet? A sociedade tende a mudar ainda mais seus hábitos e comportamentos?

Paula Sibilia - Sobre o futuro, feliz ou infelizmente, é pouco o que posso dizer. Mas acredito que já seja possível fazer algumas avaliações sobre as implicações destas novidades.

Por um lado, estamos perdendo a possibilidade de nos refugiarmos em toda aquela bagagem da própria interioridade, que oferecia uma espécie de âncora ou um porto seguro para cada sujeito, que acolchoava seu “eu” contra as inclemências do mundo exterior e contra o inferno representado pelos outros.

Por outro lado, também é claro que ganhamos algumas coisas: uma libertação daquela prisão “interior”, ao se esfacelar essa condenação a ser “você mesmo”, aquela obrigação de permanecer fiel à interioridade oculta, densa e muitas vezes terrível que amordaçava os sujeitos modernos.

Outro problema que surge com estas novidades, no entanto, é que os tentáculos do mercado se desenvolveram de um modo que teria sido impensável algumas décadas atrás, e que hoje chegam a tocar todos os âmbitos. Agora, nos inícios do século XXI, tanto as personalidades como os corpos podem se converter em mercadorias que se compram, se alugam, se vendem e depois se jogam no lixo.

Numa sociedade tão espetacularizada como a nossa, a imagem que projeta o “eu” é o capital mais valioso que cada sujeito possui. Mas é preciso ter a habilidade necessária para administrar esse tesouro, como se fosse uma marca capaz de se destacar no competitivo mercado atual das aparências. Hoje, o espírito empresarial contamina todas as instituições e se impregna em todos os âmbitos, inclusive nos mais “íntimos” e recônditos, e o mercado oferece soluções para qualquer necessidade ou desejo. Além disso, sempre será possível (e inclusive desejável) mudar de “perfil”, atualizando as informações pessoais ou alterando suas definições para melhorar a cotação do que se é. Seja no mesmo Orkut ou Facebook, ou então migrando para um novo sistema apresentado como bem melhor do que o anterior, mais atual e dinâmico, daqueles cujo surgimento e cujo sucesso potencial não cessam de ser anunciados.

Jovem põe no Facebook convite de festa; 214 mil confirmam presença.
março de 2011

sábado, 18 de abril de 2009

Ateus põem a cabeça fora do ‘armário’. E levam pancadas

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Diferentemente de gerações anteriores, os jovens ateus brasileiros (ou parte deles) se assumem com tais, pedem respeito, da mesma forma que respeitam quem crê em Deus, mas são vítimas de discriminação na família, na escola e no trabalho.

“Se você diz que é ateu, mostra a cara sem medo, será alvo de discriminações”, diz Tihago Cardoso Santos, 21.

No caso dele, há um episódio em que a intolerância se manifestou com truculência.

Em 2007, Santos era integrante da PE (Polícia do Exército), e seus superiores obrigaram-no a frequentar o culto. Ele teve de recorrer à Justiça para se livrar do abuso de autoridade e logo depois deixou o Exército.

Vem de longe o preconceito de que o ateu não bate bem da cabeça por algum problema de nascença ou adquirido. Marcelo Ronconi conta que o coordenador de um colégio evangélico onde estudava chamava-o de “maluco”. Ele acredita que essa pecha prejudicou o seu relacionamento com os colegas.

De uma maneira geral, as pessoas têm dificuldade em aceitar o ateu, afirma Ronconi.

“Muitas vezes já me disseram: “Você é ateu, certo? Mas o que houve? Problemas com drogas? Problemas na família?”

Ele conta que o estranhamento parte inclusive de quem sofre preconceito e discriminação por outros motivos. Uma vez um travesti quis saber se os pais dele o aceitam “assim” (ateu). No Orkut, Roncon, um militante ateísta, é xingado com frequência.

Pedro da Nóbrega Bearzoti, o Pepeu, também é um defensor do ateísmo. E ele estuda em um colégio católico.

Lá, Pompeu tem sido aconselhado por colegas de que com religião não se brinca e que o inferno lhe espera.

“Ironicamente, o cara que mais me respeita é o padre do colégio, que pede para lhe dizer qualquer manifestação de preconceito.”

Os pais acabam aceitando os filhos ateus, ou finge que aceitam, para não perdê-los ou talvez na expectativa de fazê-los voltar para Deus.

A médica Meire G. conta que sua mãe ficou abalada quando soube que ela é ateia. “Foi horrível, ela chorou muito e comentou algo como: ‘Filha, você é tão inteligente e não acredita em Deus!?” Hoje, diz, a sua mãe aceita que ela seja uma “sem religião”.

Ela só fala que é ateia se sentir que há abertura para tanto. “Não só por cuidado comigo, mas por respeito a outra pessoa”.

A família de J.J. ficou sabendo que ela é ateia pelo seu profile do Orkut há um ano. Ela diz que na época parentes passaram a considerá-la como uma adolescente revoltada e insensível. “Me ligaram para dizer que preciso ter fé em Deus e tentaram fazer com que minha mãe se sentisse culpada.” Hoje, não há pressões: a mãe dela se tornou agnóstica.

Lucas Micael, 21, se assumiu ateu há dois anos. No começo, a sua família teve dificuldade de compreendê-lo. A sua mãe achou que a descrença era um sintoma de depressão. “Ela chegou a dizer que eu não era filho dela.”

Macaco (é o apelido dele) também sofreu rejeição da então sua namorada, uma evangélica. “Eu virei a pior pessoa do mundo, e ela se livrou de mim. Usou argumento como o de que ateus são tolerantes com o homossexualismo.”

Hoje Micael não tem do que se queixar. Entre seus amigos houve quem também se revelasse descrente.

Nem todos os ateus se sentem discriminados – ainda que sejam de maneira sutil. Esse é o caso de Eder Araújo Pinheiro da Silva. Mas ele se irrita com pessoas que deixam subentendido que “Deus ainda vai abrir os seus olhos” ou que “quando você cair doente vai clamar por Deus e aí poderá ser tarde”. Para Silva, tal arrogância é pior do que a discriminação explícita.

Costumava-se dizer que os ateus brasileiros são tão poucos, que caberiam em uma Kombi e sobrariam lugares.

Talvez fosse o caso de se afirmar agora que os ateus já lotam dezenas de kombis. Eles são dezenas de milhares (não dá para quantificá-los porque as estatísticas não são confiáveis).

eder Mas agora talvez existam outros como Eder da Silva (foto), que diz não ter mais paciência para esconder as suas convicções.

Ele escreve: “Sinto grande vontade de gritar para as pessoas que, diferentemente do que pensam, deus não é e nunca foi uma unanimidade e que a vida é possível após a religião”.

> Nos Estados Unidos, ateus sabem mais de religião que os fiéis.
setembro de 2010

> Mais sobre ateísmo.

Metade dos trabalhadores fica menos de dois anos no emprego

Da Agência Brasil

Metade dos trabalhadores brasileiros com carteira assinada do setor privado fica menos de dois anos no emprego.

É o que revela estudo da UnB  (Universidade de Brasília), com base em pesquisa anual do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) na região metropolitana de São Paulo e do Distrito Federal, no período de 1992 a 2006.

O sociólogo Roberto Gonzales, autor do estudo, afirma que tal rotatividade é resultado, em grande medida, de demissões, não só, portanto, da mudança de emprego por vontade do trabalhador. 

O estudo verificou que 50% dos empregos duram menos de 24 meses, 25% duram menos de oito meses e 25% têm duração maior que cinco anos. Todo o ano  40% dos  trabalhadores com carteira assinada perdem o emprego.

A maior permanência no mesmo emprego está na indústria de transformação porque exige experiência técnica, além de os trabalhadores do setor estarem mais bem organizados. Em São Paulo, a permanência é de 61 meses e no Distrito Federal, de 49 meses.

> Cai a renda dos trabalhadores.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Advogado afirma não haver prova de que Isabella foi esganada

Não há provas de que a Isabella foi esganada e, por isso, não se sustenta a acusação a Anna Carolina Jatobá de ter sido a autora da agressão, afirma Roberto Podval, advogado de defesa. Para ele, a menina de 5 anos morreu em consequência apenas de sua queda do 6º andar do apartamento onde moravam o seu pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, a Jatobá.

A argumentação de Podval não convenceu os desembargadores do STF (Supremo Tribunal Federal) que nesta sexta (17) não acataram a mais um pedido de habeas corpus em favor da Jatobá.

Além de ser acusada de homicídio, ela responde por fraude processual porque teria tentado encobrir no apartamento evidências do crime.

A Justiça já negou cerca de dez pedidos de liberdade a Alexandre e a Anna, que estão em Tremembé (São Paulo), em presídios distintos, aguardando julgamento por um júri popular, o que ocorrerá no segundo semestre.

Podval assumiu a defesa na semana passada em substituição a Marco Polo Levorin, que se afastou alegando “divergências profissionais e processuais”.

Ricardo Martins e Rogério Neres, outros dois advogados contratados por Antônio, pai de Alexandre, continuam no caso.

Isabella foi assassinada no dia 29 de março de 2008. Desde o começo, a polícia e o Ministério Público afirmam que ela, antes de ser jogada do 6º andar, foi esganada. A perícia policial diz haver indício do estrangulamento, a causa de um desmaio que a menina teria tido.

> Caso Isabella.

‘No Pants Day’: gente com calcinha e cueca à mostra no metrô

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Não se sabe ao certo quantas pessoas participaram ontem à noite, em São Paulo, do No Pants Day (Dia Sem Calças, em tradução literal). O blog dos organizadores da manifestação anunciou que as adesões tinham chegado a 513.

Mas independente de quantos foram, as moças e os rapazes que fizeram o percurso do metrô da Estação Paraíso, na zonal sul, à estação Vila Madalena, na oeste, chamaram a atenção, conforme já se esperava: estavam de calcinha e cueca à mostra. Todos tentando mostrar naturalidade.

Na tradução de um deles, No Pants Day é uma “manifestação anual descolada para celebrar a alegria, a liberdade de expressão e uma melhor qualidade de vida”.

A brincadeira é promovida em grandes cidades dos Estados Unidos, onde começou, e da Europa. O tema “Viva o conforto. Abaixo às calças no metrô” já tinha sido usado em janeiro deste ano em Nova York.

Tudo é combinado pela internet, via sites de relacionamento e e-mail. No Orkut, a maior comunidade desse tipo de manifestação tem mais de 92 mil participantes.

Os organizadores estavam preocupados que, na manifestação de ontem, aparecessem pessoas com a roupa de baixo que chamasse muita a atenção. “É preciso ter bom gosto”, escreveu um deles no blog.

Até onde se sabe, ninguém se queixou ao metrô do No Pants Day. Mas no Twitter houve quem criticasse: “puta coisa babaca”.

No Orkut, a rapaziada já discute o tema da próxima mobilização.


Janeiro de 2009, em Nova York

Mais sobre No Pants day.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Arcebispo excomungador é premiado por ‘atitude heroica’

Da Agência Estado

O arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho (foto), que tentou impedir o aborto legal de uma menina de nove anos estuprada pelo padrasto e grávida de gêmeos, recebeu hoje, no Recife, o Prêmio Cardeal Von Galen, concedido pela instituição norte-americana Human Life International (HLI).

dom-Jose-Cardoso-Sobrinho

A atitude dele foi considerada "heroica" pela instituição, que premia pessoas que se destacam na defesa da vida, independente de raça, classe social ou religião.

Na época em que anunciou a excomunhão, o arcebispo foi criticado por setores da sociedade, incluindo integrantes da igreja.

"[A homenagem] foi uma surpresa muito grande", disse dom Sobrinho. Falou que o prêmio não é pessoal, dele, mas da Igreja Católica.

Até agora, nenhum setor da igreja no Brasil se congratulou com dom Sobrinho.

> Caso da gravidez e aborto da menina estuprada.

Réu se casa com vítima de estupro, e TJ extingue condenação

Robson Vieira de Jesus tinha sido condenado a seis anos e seis meses de prisão em regime semiaberto por estupro com violência presumida. Hoje, o TJ (Tribunal de Justiça) de Goiás extinguiu a sentença do juiz de Niquelândia porque o réu casou-se com a vítima durante a tramitação do processo judicial. O Tribunal não divulgou o nome dela.

Uma lei de 2005 do Código Penal que concede esse  benefício foi revogada, mas no entendimento unânime do TJ a retroação de uma norma não pode prejudicar o condenado.

Jesus se casou no dia 21 de agosto de 2008, conforme certidão que o advogado do réu apresentou à Justiça.

O desembargador Benedito do Prado, relator do caso, disse que, em crimes contra os costumes, a união do réu com a vítima pelo matrimônio beneficiará o agressor, mesmo caso tenha sido anunciada a condenação.

> Condenado por estupro, pastor Sardinha diz estar feliz na cadeia. (fevereiro de 2009)

Mais uma pessoa teve de tirar a roupa para poder entrar em banco

imageAcionada por um detector de metais, a porta da agência da Caixa Econômica Federal travou, e o funcionário público Robson Ribeiro (foto), 43, foi tirando partes da roupa e nada de ser liberado, e então ele ficou de cueca. Só assim apareceu um gerente para fazê-lo entrar.

Ocorreu na terça (14), em Campinas. A porta estava desregulada. Ribeiro pensa em processar a Caixa por danos morais. “Houve constrangimento. Na agência, as pessoas apontavam o dedo para mim e diziam que eu era o homem que ficou de cueca.”

Neste ano, pelo que chegou ao noticiário, Ribeiro é a terceira pessoa que teve de se despir para conseguir passar pela porta de banco. Um motoboy e uma empregada doméstica já tinham passado pelo constrangimento.

> Doralice teve de tirar a blusa para entrar no Banco do Brasil. (março de 2009)

Brasileiros lideram a lista dos mais favoráveis ao divórcio

O Brasil se destaca em primeiro lugar em uma lista de 35 países onde se aceita o divórcio como a melhor solução para resolver casamento em crise.

De acordo com pesquisa da Universidade de Granada (Espanha) feitas com dados de 1994 a 2007, 85% dos brasileiros entrevistados se manifestaram favoráveis ao fim da união. Em seguida vêm, pela ordem, espanhóis, portugueses, austríacos e chilenos.

Com 30%, os japoneses estão em últimos na lista,  noticiou a BBC Brasil.

Por faixa de idade, em relação a todos os países pesquisados, são as pessoas entre 25 e 45 anos as mais favoráveis ao divórcio.

As pessoas mais jovens tendem a recusar a ruptura, disse o professor de sociologia Diego Becerril Ruiz, coordenador da pesquisa.

Ruiz explicou que essas pessoas, cujos pais são do período em que o divórcio se expandiu, não gostariam que seus filhos passassem pela mesma experiência.

> Um em cada quatro casamentos acaba em divórcio. (dezembro de 2008)

Procura de mulher e homem.

Mulheres temem mais a violência doméstica do que o câncer

violenciadomestica
Josenilda dos Santos, 37, mãe de dois filhos pequenos, tem mais medo de apanhar do ex-marido do que ter câncer de mama ou contrair o vírus da Aids.

E não é só ela. Pesquisa feita pelo Ibope em convênio com o Instituto Avon mostra que mais da metade (56%) das 2 mil mulheres entrevistadas tem o mesmo temor.

“Doença dá para prevenir e em muitos casos há cura, mas agressão é difícil de evitar”, disse Josenilda a um entrevistador. Ele informou que tinha apanhado recentemente mais uma vez do ex-marido.

Foram entrevistas 2 mil mulheres entre os dias 13 e 17 de fevereiro. No ranking de preocupações delas, a Aids aparece em segundo lugar, com 51%, vindo em seguida a violência urbana (36%) e o câncer de mama e de útero (31%).

O principal pretexto do agressor é a falta de dinheiro, de acordo 24% das entrevistadas. Em segundo lugar, com 23%, estão as desavenças sobre orientações aos filhos.

Nos últimos meses se firmou a tendência de aumento nas denúncias de mulheres pelo Ligue 180 ou diretamente na Delegacia da Mulher por causa da Lei Maria da Penha.

Elas apanham não só do marido ou do ex-companheiro, mas também de filhos e de quem mais estiver morando na mesma casa.

Pesquisa recente da Fundação Perseu Abramo revelou que uma delas é espancada a cada 15 segundos.
As mulheres são sacos de pancadas de muitas famílias brasileiras.

> Casos de violência contra a mulher.

Violência contra mulher

Em Bangladesh, 2.700 mulheres foram desfiguradas com ácido por homens.
novembro de 2011

Afegã presa por ter sido violentada terá de se casar com estuprador.
novembro de 2011

Irã condena atriz a 90 chibatadas e à prisão pelo filme Teerã à Venda.
outubro de 2011

Justiça saudita condena mulher a dez chibatadas por dirigir carro.
setembro de 2011

MP pede prisão preventiva de pastor sob a acusação de cometer estupros.
agosto de 2011

Muçulmano se complica ao dizer que não pode mas pode bater em mulher.
julho de 2011

Bispo nega ter afirmado existir mulher culpada por ser estuprada.
junho de 2011

França nega nacionalidade a argelino por machismo com mulher francesa.
junho de 2011

Bíblia é tão machista quanto o Corão: ambos mandam a mulher se calar.
maio de 2011

Mulher acusada de adultério apanha da polícia religiosa da Indonésia.
abril de 2011

Médico abusava de pacientes e dizia que era para 'queimar calorias'.
abril de 2011

Unesp afasta professor acusado de violentar aluna de mestrado.
março de 2011

Pastor da Igreja Amor Divino é preso por espancar sua mulher.
março de 2011

Igreja pune pastora por ‘conduta imoral’ por ter sido estuprada.
março de 2011

Cinco brasileiras são agredidas a cada dois minutos, revela pesquisa.
fevereiro de 2011

Delegados tiram roupa de escrivã suspeita; caso foi encerrado.
fevereiro de 2011

Paquistanês na Itália mata filha por ela estar 'ocidentalizada demais'.
fevereiro de 2011

Lésbicas sul-africanos são vítimas de estupro para que fiquem 'curadas'.
janeiro de 2011

Lei Maria da Penha não se aplica a homem que reage, decide Justiça.
janeiro de 2011

Uma em cada quatro brasileiras foi agredida por companheiro ou ex.
dezembro de 2010

Mulher do Sudão leva 50 chibatadas por usar calça. (vídeo)
dezembro de 2010

Vídeo denuncia a reincidência da violência contra a mulher.
novembro de 2010

Médico acusado de estupro é condenado a 278 anos de prisão.
23 de novembro de 2010

Gerente Luiz Carlos da Bojo Brasil chama funcionária de 'vaca'.
novembro de 2010

Estudante de enfermagem agride a professora por causa de nota baixa.
novembro de 2010

CNJ afasta juiz para quem a mulher é a causa das desgraças humanas.
novembro de 2010

Alunos da Unesp promovem durante jogos um 'rodeio das gordas'.
outubro de 2010

Para Emirados, marido pode bater em mulher, mas sem hematomas.
outubro de 2010

Marido espanca mulher porque ela o 'traía em pensamento'.
outubro de 2010

Um terço das mulheres é vítima da violência sexual, diz ONU.
outubro de 2010

Jovens indenizarão garota de programa por atacá-la com extintor.
outubro de 2010

No Chile, peões laçam e arrastam jovem defensora dos animais. (vídeo)
setembro de 2010

'Ele me chamava de burra na frente dos colegas colegas', diz secretária.
setembro de 2010

Pastor negro chama atendente da TAM de 'neguinha folgada'.
agosto de 2010

Jovens indenizarão empregada doméstica em R$ 500 mil por agressão.
agosto de 2010

Sofrimento aniquila pais de Sandra; o assassino continua livre.
agosto de 2010

Falso empregador 'examinava' mulheres para violentá-las.
agosto de 2010

Iraniana diz que foi condenada ao apedrejamento por ser mulher.
agosto de 2010

Gerente do Unibanco diz: "Sem meta atingida, vou comer o teu rabo".
julho de 2010

Tocar bateria à noite, incomoda vizinhos; bater em mulher, não. [vídeo]
julho de 2010

Matam-se no Brasil mulheres feito moscas, afirma promotora.
julho de 2010

Uma brasileira é assassinada a cada duas horas em média.
julho de 2010

Juiz condena o homem que bateu na mulher de corrente.
julho de 2010

Filho da família Sirotsky teria violentado garota de 13 anos.
julho de 2010

Geisy é linchada no Twitter por ser 'gorda' e pedir indenização.
julho de 2010

Vereador dá tapa no rosto de uma repórter.
junho de 2010

Brasileiras são 40% do tráfico humano de Portugal.
junho de 2010

Condenado o empresário que pôs fotos de ex em sites pornôs.
junho de 2010

Talibã envenena 50 alunas para que desistam da escola.
junho de 2010

Glauciane foi assassinada por homem casado que conheceu no Orkut.
junho de 2010

Jovem de Sorocaba estava bêbada quando foi estuprada.
maio de 2010

Dizer "negro safado" não é racismo, diz delegada sobre agressão à africana.
maio de 2010

Negras no Rio sofrem mais violência que as brancas.
maio de 2010

Mulher é agredida até em peças publicitárias. (vídeo)
maio de 2010

Homem é preso por chamar mulher de "negra safada".
abril de 2010

Mutilação genital afeta três milhões de mulheres por ano.
abril de 2010

Marciele trata com biscoitos marido após levar surra.
abril de 2010

Mulheres que mais denunciam a violência doméstica são negras.
novembro de 2009

Ong restringe acesso a game em que usuário espanca uma jovem.
novembro de 2009

Estudante ofendida por usar mini-saia diz que não sairá da faculdade.
outubro de 2009

Português mata em Lisboa brasileira com dois tiros na cabeça.
outubro de 2009

CNJ examina caso de juiz para quem a mulher é a origem das desgraças.
setembro de 2009

Ex-cirurgião esquartejador de amante afirma não ser de índole ruim. 
setembro de 2009

Mãe diz à polícia que foi estuprada pelo filho.
setembro de 2009

Violência atinge 50% das mulheres atendidas pelo SUS do interior paulista.
agosto de 2009

Marido de Maria toma uns tragos, e ela já sabe que vai apanhar.
julho de 2009

Nove relatos de mulheres sobre o estupro que sofreram.
abril de 2009

Mulheres têm mais medo da violência doméstica do que a Aids e o câncer.
abril de 2009

A prostituta Mari Brasil foi morta na Espanha. Quem se importa?
fevereiro de 2009

Reconciliação não anula pena de marido agressor.
fevereiro de 2009

Central da Mulher recebeu 270 mil denúncias de violência em 2008.
janeiro de 2009

Uma mulher é espancada no Brasil a cada 15 segundos.
novembro de 2008

Maníaco da Motocicleta já atacou sete mulheres em Marília.
outubro de 2008

Denúncias de violência contra mulheres crescem 107%.
agosto de 2008

Marido manteve por 18 anos a sua mulher em cárcere privado.
maio de 2008

Juiz diz que a mulher é a causa da desgraça humana.
outubro de 2007

Empregada doméstica aponta seus agressores.
junho de 2007

Assassino confesso de Sandra Gomide vai continua solto.
janeiro de 2007

Monstro incestuoso.   Cara Marie Burke.     Roger Abdelmassih.

Campanhas de interesse público.


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