E aí, no velório, o bebê morto começa a chorar

Todo mundo triste: ali, no velório, em um pequeno caixão branco, estava um recém-nascido morto. O bebê teve parada cardiorrespiratória e lesão cerebral, disse o médico.

Mas aí o bebê começou a chorar e a se mexer.

Corre-corre: o bebê foi levado de novo para o hospital, mas morreu – desta vez de verdade.

Aconteceu na madrugada de quarta (3) em Canela (RS), a 122 quilômetros de Porto Alegre.

Os pais do bebê deram queixa na polícia, que mandou exumar o corpo. Afinal, como é possível que um médico dar como morto um bebê vivo? É só escutar o coração, não é mesmo?

Jéssica Velhos, 18, teve parto normal. Cerca de 90 minutos após ter nascido, Bryan Velhos foi dado como morto.

Por volta das 2h, parentes perceberam que Bryan Velhos estava mexendo um braço e uma perna e fez um som parecido com choro. Mário José Padilha, 57, o avô, garante que, quando voltou ao hospital, Bryan estava respirando e tinha batimentos cardíacos, conforme relata a Folha.

José Machado, administrador do hospital, antes mesmo de investigar o que houve, garante que os procedimentos do médico foram normais – não houve erro. Confirmou que, quando Bryan nasceu, médico e equipe tentaram mantê-lo vivo com massagens cardíacas por mais de uma hora.

Então vai ver que o culpado de tudo é o bebê, que não deveria ter chorado em seu velório.

OUTRO CASO

Em Israel, um bebê dado como morto pelos médicos "voltou a viver" depois de passar pelo menos cinco horas dentro de um refrigerador. No dia 18 de agosto, quando seus pais preparavam-se para o enterro, a criança segurou a mão da mão. "Então vimos ela abrir a boca", disse Faiza Magdoub, 26, a mãe. Para a direção do hospital Moshe Daniel, onde nasceu a criança, foi "um milagre".

Condenado o médico que mandou paciente viva para o necrotério.
agosto de 2008

Erros médicos?