sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Justiça mantém na cadeia pastor acusado de estupro

sardinha O TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo negou ontem pedido de habeas corpus ao pastor José Leonardo Sardinha (foto), da Igreja Assembléia de Deus Ministério Plenitude. Ele é acusado pelo Ministério Público de em meados de 2006 abusar sexualmente de uma menina que ia completar 14 anos.

Ele foi preso preventivamente no dia 24 de março de 2008 e está no Centro de Detenção Provisória de Vila Independência. Até agora, seus os advogados fizeram quatro pedidos de habeas corpus

Pelo relato do Ministério Público, Sardinha é um safado.

Ao perceber que a menina estava interessada em um de seus filhos, o pastor Sardinha disse à garota que tinha recebido uma revelação divina segunda a qual ela teria de ter com ele relações sexuais (vaginais e anais) para conseguir namorar o garoto.
Não teria sido a primeira vez que o pastor abusou de uma adolescente.

Sardinha é dado a visões divinas.

O site da Plenitude informa que ele decidiu fundar a igreja depois de ter recebido uma mensagem diretamente de Deus para que levasse as palavras da Bíblia ao povo. Ele fundou a igreja em 7 de abril de 2002, em um sala na Vila Zelina, zona leste da cidade de São Paulo.

Antes de abrir a sua igreja, Sardinha foi auxiliar em um templo evangélico na favela do Heliópolis, para pegar experiência. Até então, ele ganhava a vida como representante comercial.

Tem cinco filhos com a mesma mulher.

O TJ decidiu mantê-lo na cadeia para impedir que pressione as testemunhas.

Antes da decretação da prisão preventiva, fiéis da igreja intimidaram familiares da menina estuprada. “A vítima, sua mãe e um sobrinho foram seguidos e ostensivamente observados,” afirmou o desembargador Erickson Maranho, relata o site Consultor Jurídico.

Ressaltou o desembargador:

“Esse é um crime hediondo [o estupro] e muito grave com indícios de materialidade e de autoria. A prisão cautelar não é aberrante porque o pastor é um perigo para a ordem e a segurança pública. É um homem que do púlpito induz multidões e no particular demonstrou ser capaz de seduzir pessoas. No meu entendimento é uma temeridade colocar na rua um cidadão como o pastor.”
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