domingo, 13 de abril de 2008

Ana Carolina larga companheira e agora quer homem

Veja em 2005 e Folha de hoje
A Folha de hoje dá destaca em sua primeira página à informação de que a cantora Ana Carolina, um “ícone gay”, acaba de se separar de sua parceira e agora que transar com homem.

O leitor mais exigente do jornal poderá perguntar: “E o que eu tenho a ver com a sexualidade da Carolina?”

Mas há leitores que vão comprar o jornal por causa dessa reportagem, da coluna de Mônica Bergamo. Sexo sempre vende, e não é a primeira vez que um jornal qualificado, como a Folha, recorre a tal apelação. E nem será a última.

A Folha, aliás, está atrasada em mais de dois anos em relação à Veja, que em sua edição de 21 de dezembro de 2005 colocou Ana Carolina na capa com uma citação dela: “Sou bi, e daí?”.

À Veja, a cantora disse o que o meio artístico já sabia: que ela é bissexual. E acrescentou: “Sou contra essa postura de levantar bandeiras para defender o homossexualismo, pois fica parecendo que ser gay é uma doença”.

Perfeito. Mas parece que a cantora tem empunhado a bandeira da bissexualidade. Hoje ela apareceu na Folha por afirmar que quer homem, amanhã outro jornal poderá anunciar que Ana voltou a procurar mulher. O que seria absolutamente normal – afinal, trata-se de uma bissexual.

Não ouço as músicas de Ana Carolina, mas dizem que ela é boa intérprete. Acredito. Mas creio que ela tem usado demais a sua bissexualidade para se projetar – como tantos outros artistas estrangeiros já fizeram, a exemplo da também bela Angelina Jolie – essa é outra que agora só quer saber de homem, no caso o Brad Pitt. Isso já está começando a cansar, ainda que ajude a vender jornal.

À Folha, Ana Carolina diz um pouco do que ocorre em seu shows, cuja platéia é composta na maioria de lésbicas:

Vou cantar que comi a Madonna, vou botar uma menina chupando meu pau, vou falar sobre minha bissexualidade. É bom poder falar de tudo.

Ok. É bom poder falar de tudo, inclusive com vulgaridade. Mas Ana Carolina poderia parar de fazer o tipo de que não levanta bandeira alguma (sem trocadilho).

 “Agora tô querendo namorar um cara" (Folha) e "Sou bi, e daí?" (Veja).


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