sábado, 30 de junho de 2007

Macedo constrói mansão com 35 cômodos em Campos de Jordão

Fachada de uma das 'choupanas' de Edir
O bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal, está construindo sua nova residência, em Campos do Jordão. Trata-se de quatro andares com 35 cômodos. Dezoito deles são suítes equipadas com banheiras de hidromassagem. Há ainda adega, sala de cinema, quadra de squash e elevador panorâmico, informa o repórter de Veja José Edward, que esteve no local.

Com o valor estimado de R$ 6 milhões, o imóvel deverá ser inaugurado ao final de julho deste ano. Para isso, 180 funcionários trabalham em ritmo acelerado, inclusive nos fins de semana.

Quem acompanha as obras é a mulher do bispo, a Ester, que chega ao local de helicóptero. Às vezes, ela aparece em Campos com o senador Marcelo Crivella (RJ/PRB), sobrinho e herdeiro do Edir. Quando o bispo vai lá, os empregados, antes, são dispensados e ficam apenas os engenheiros.

Alguém pode argumentar que o bispo tem dinheiro e pode fazer o que bem quiser com ele. Não é bem assim. É preciso saber a origem dessa grana toda.

Se for dos fiéis da Universal, é desvio de dinheiro, porque a arrecadação do dízimo é isenta de impostos e, obviamente, não pode ser usado na construção de palacete para o bispo.

Transcrevo o texto da revista, edição 2015:

O bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, está construindo um paraíso na terra. Trata-se de uma casa de 2.000 metros quadrados, localizada em Campos do Jordão, o refúgio de inverno dos paulistas ricos. A casa, que deve ficar pronta dentro de dois meses, é avaliada em 6 milhões de reais.

VEJA visitou os 35 cômodos do imóvel, distribuídos em quatro andares. Ao todo, são dezoito suítes, todas equipadas com banheiras de hidromassagem. A maior delas, a do bispo, tem 100 metros quadrados, sauna e uma banheira suficiente para seis pessoas. Por meio de uma escada de seu quarto, Macedo terá acesso a um mirante do qual se descortina uma vista aprazível da cidade. De lá, ele também poderá apreciar uma réplica do jardim do Monte das Oliveiras, em Jerusalém, onde Jesus Cristo foi preso pelo Sinédrio judaico. A casa conta, ainda, com adega, sala de cinema, quadra de squash e elevador panorâmico.

O projeto é um mix de estilos europeus devidamente tropicalizados. Os arquitetos mesclaram linhas normandas, típicas das construções de Campos do Jordão, com elementos neoclássicos e barrocos. O telhado pontiagudo eleva-se com molduras neoclássicas. As sacadas têm balaústres barrocos. Colunas gregas, de capitéis improváveis, ladeiam os portais da casa. Alguns tetos foram forrados com gesso, em que se destacam motivos florais. Outros foram enfeitados com detalhes de madeira. O piso das salas e das áreas de passagem dos andares superiores é de mármore botticino – 600 metros quadrados da pedra foram importados da Itália, a um custo estimado em 240.000 reais. No andar térreo e nas calçadas dos jardins optou-se por uma alternativa mais em conta: o granito brasileiro do tipo capão bonito.

Como o terreno de 8.000 metros quadrados é muito acidentado, o acesso à rua se dá por duas passarelas suspensas. Juntos, esses pequenos viadutos têm 200 metros de extensão e atravessam o jardim do Monte das Oliveiras e se sobrepõem a um espelho-d'água. Um muro de 5 metros de altura resguarda a privacidade de Macedo. Ele foi recoberto com pedras-madeira de cor ocre, semelhantes às das ruínas de Jerusalém. O material foi transportado por vinte caminhões do Rio de Janeiro, onde é produzido, até Campos do Jordão.

O líder da Universal já era proprietário de um recanto em Campos do Jordão. Num terreno de 4.000 metros quadrados, contíguo ao da nova casa, há uma outra de quinze cômodos e seis suítes, adquirida por 600.000 dólares em 1996. Quando a construção terminar, a casa mais modesta será usada como ponto de apoio. Ela dispõe de academia de ginástica e de um heliponto, que, agora, está sendo ampliado.

No momento, é mais usado por Ester, a mulher do bispo, que vai de helicóptero supervisionar a obra. Macedo aparece com menos freqüência. Por vezes, Ester tem a companhia do senador Marcelo Crivella, sobrinho e herdeiro do bispo. As visitas do casal Macedo são as únicas ocasiões em que os 180 operários das cinco empresas envolvidas na obra param de trabalhar. Só engenheiros e arquitetos podem continuar no local quando os proprietários estão lá.

O bispo pressiona as empreiteiras a entregar a casa até o fim de julho, quando serão comemorados os trinta anos da Igreja Universal. Como o cronograma está atrasado, eles trabalham doze horas por dia de segunda a sábado. No aniversário da igreja, Macedo pretende abrir as portas do seu reino particular aos bispos mais próximos. Será uma celebração à riqueza material, que, de acordo com a teologia dessa corrente evangélica, é uma dádiva de Deus.

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